Obrigado pela questão Leonardo! O problema da puxada por trás são dois: 1. Algumas pessoas tem um proeminência óssea no acrômio, que é uma região óssea que pertence à região da liberdade articular do ombro e devido à essa, e a posição do exercício em questão ocorre um pinsamento de ligamentos, tendões e capsula articular, assim, de forma crónica pode causar seus danos; 2. Nessa posição, em estudo eletromiográfico, foi comprovado que a maior atuação muscular, pasme, é do peitoral, ou seja, vc já treinou o musculo peitoral na segunda e na terça feira vc fará costas e realiza um exercício que na verdade estimulará mais o peitoral, nesse momento vc prejudica a ressíntese proteica e todo o treino da segunda. Dessa forma opte pela puxada na frente que lhe dará uma opção muito legal para trabalho isométrico da parede abdominal, pois, ao inclinar o tronco para trás isso deve ocorrer no quadril e não curvando a lombar, dessa forma vc terá grande exigência do abdome.
Contra-indicada não é bem assim. A puxada por trás tem a fama infundada de lesionar o ombro num processo chamado de síndrome do impacto. Entretanto, posso afirmar que não é a puxada por trás que lesiona e sim exercício mal orientado. Os problemas de dores no ombro, além do citado pelo prof. Robson, muitas vezes têm origem no excesso de uso na prática esportiva ou na falta de sincronismo entre grupos musculares na escolha de determinados exercícios físicos na musculação, entre eles a puxada por trás. A maior parte das lesões de ombro ocorre no sentido anterior estando relacionada ao movimento de abdução, rotação externa e ou extensão, movimentos próprios do nado e o vôlei onde a gente levanta e roda o braço. Vamos então entender de forma simplificada o funcionamento dessa articulação. O osso do braço, úmero, se encaixa na cavidade glenóide localizada na escápula e o grupo muscular responsável por esse funcionamento correto é o manguito rotator. Ou seja, faz o osso rodar certinho no lugar certo. Na parte anterior temos o osso da clavícula que todos conhecemos muito bem. Como se fosse sua extensão, a escápula tem uma parte óssea chamada de acrômio da escápula. É palpável na ponta do ombro, passando para a parte posterior com o nome de espinha da escápula, didaticamente conhecidos como acidentes ósseos. Pois bem. Essas peças são, interligadas por ligamentos, protegidas por músculos e o espaço entre a cavidade glenóide e a cabeça do úmero é conhecido como espaço subacromial preenchido por partes moles e entre as funções, uma, é de evitar o atrito dessas duas partes ósseas. A falta de equilíbrio entre os exercícios das remadas que fortalecem o manguito rotator e as puxadas é que provocam a síndrome do impacto. Existem muitos mitos na musculação e esse é um deles. Entretanto, também concordo com os profissionais que não prescrevem a puxada por trás sob alegação de não priorizar nenhuma atividade funcional. Ou seja, é muito mais comum no dia a dia a gente puxar alguma coisa pela frente do corpo do que por trás. Cortar lenha, capinar, bater com o martelo, puxar corda, subir numa escada ou até em árvore e etc. Portanto, tudo depende, para quem é, porque e quando fazer. Não existe exercício proibido nem tão pouco contra-indicado. Existem pessoas que por diversas razões não podem, não devem ou não interessa fazer. Algumas academias proíbem sem razão e sem fundamento a puxada por trás. Como proibir um fisiculturista de executar o exercício? Não faz nenhum sentido. Espero que a resposta atenda. Prof. Moraes Mais informações acesse: www.copacabanarunners.net... www.hipertrofia.org/blog/2011/10... www.cdof.com.br...
Realmente nunca ouvi, ou vi falar, que exista exercícios proibidos, assim como o professor Moraes deixou bem claro, e outra, também nunca Li nenhum artigo, revista, livro que causa problemas na coluna vertebral,
também corroboro com a idéia de que não existe exercícios proibidos, apenas pessoas contra-indicadas para algum tipo de exercício. Nunca foi provado que nenhum desses mitos é verdadeiro, nunca foi publicado nenhum estudo que indicasse o risco de lesão na puxada por trás. Entendo a análise biomecânica realizada, mas se assim fosse ninguém faria exercícios sentado pois aumenta a carga sobre a coluna. Sendo assim, cada caso é um caso.