Recomendações
do ACSM e American Heart Association para atividade física
e saúde pública de adultos 2007
Autores: WILLIAM L. HASKELL1, I-MIN LEE2, RUSSELL
R. PATE3, KENNETH E. POWELL4, STEVEN N. BLAIR3,
BARRY A. FRANKLIN5, CAROLINE A. MACERA6, GREGORY W. HEATH7,
PAUL D. THOMPSON8,
and ADRIAN BAUMAN9
1. Stanford University School of Medicine, Stanford, CA; 2.Harvard
University Medical School, Boston, MA; 3.University of South
Carolina, Columbia, SC; 4.Georgia Department of Human Resources,
Atlanta, GA; 5.William Beaumont Hospital, Royal Oak, MI; 6.
San Diego State University, San Diego, CA; 7. The University
of Tennessee, Chattanooga, TN; 8Hartford Hospital, Hartford,
CT; and 9.University of Sydney, Sydney, AUSTRALIA
Tradução
do original: Physical Activity
and Public Health: Updated Recommendation for Adults from
the American College of Sports Medicine and the American Heart
Association - (abrir
na íntegra esta pesquisa - pdf -210 kb)
Em 1995, foram publicadas pelo Centro de Controle
de Prevenção de Doenças Americano (CDC)
e o ACSM recomendações para adultos americanos,
os quais deviam acumular 30 minutos ou mais de atividade física
de intensidade moderada na maioria ou em todos os dias da
semana (49). O propósito destas recomendações
foram encorajar o aumento da participação em
atividades físicas da população americana
sedentária.
Mais de 10 anos se passaram desde que esta
recomendação foi publicada. Novas pesquisas
foram adicionadas para o entendimento dos mecanismos biológicos
e benefícios físicos pelos quais a atividade
física proporciona, associados ao tipo, intensidade
e frequência que podem melhorar a saúde e qualidade
de vida dos indivíduos.
A intensão desta recomendação
original, porém, não foi totalmente realizada,
pois ainda continua a discussão desse assunto na saúde
pública. O advindo da tecnologia e insentivos econômicos
tendem a desencorajar a prática da atividade física,
sendo que a tecnologia faz reduzir o gasto energético
necessário para as atividades físicas no di-a-dia
e economicamente estimula mais ao sendentarismo que o trabalho
ativo.
Existem pessoas que não aceitam e também
aquelas que não interpretam corretamente esta recomendação.
Alguns ainda acreditam que basta uma atividade vigorosa para
melhorar a saúde e outros ainda acreditam que apenas
atividades leves da vida diária são suficientes
para promover saúde (53).
Baseado nesse desafio, foram publicadas
novas recomendações para atividades físicas
que podem entrar em conflito com as publicadas em 1995 (4,26,57,71).
Dados sugerem que de 1990 a 2004 no EUA
baseados no CDC, ao longo do tempo alguns homens e mulheres
relataram não praticar exercícios no tempo de
lazer(descanso) (13), ou seja, houve prática de exercícios
no tempo livre em 1996 mas recentemente esse número
caiu tanto para homens quanto para mulheres (Fig.
1 abrir em pdf na íntegra). Em 2005 23.7% dos adultos
relataram não praticarem exercícios no tempo
livre (14). Porém, há evidências de que
os adultos americanos ainda não praticam exercícios
suficientemente. Por exemplo, dados de 2005 indicam que menos
da metade (49,1%) dos adultos americanos atingiram a meta
das recomendações do CDC/ACSM (12). Os homens
atingiram mais esta meta (50.7%) que as mulheres (47.9%).
Combinando os dados das mulheres e homens, indivíduos
jovens foram mais prováveis de atingir a meta que os
mais velhos, os quais diminuiram as recomendações
de 59,6% entre 18-24 anos para 39% entre os 65 anos ou mais
velhos. (Fig. 2). Brancos e não espânicos(51.1%)
foram mais prováveis de atingir a recomendações
que as outras raças e grupos(46.3%), espânicos,
(44.0%) e americanos-africanos(41.8%). Indivíduos com
graduação foram também mais prováveis
a atingirem a meta (53.2%) seguido dos indivíduos apenas
com ensino médio (50.2%), ensino fundamental(45.9%),
e com menos que fundamental(37.8%).
As doenças acometidas pela falta
regular de atividade física incluem doenças
cardiovasculares, infarto por embolia, pressão alta,
diabete do tipo II, osteoporose, obesidade, câncer de
colo de útero, câncer de mama, ansiedade e depressão
(33). Evidências científicas tentam ainda, com
mais recente esforços, focalizar a natureza das relações
entre a atividade física e a saúde, ao invés
de tentar determinar o porquê dessa relação
existir (33). Entre as evidências incluem obrigar a
novos dados para as mulheres e maiores evidências conclusivas
sobre os ataques cardíacos(77), alguns tipos de câncer
(69), e funções conectivas (78,83). Muitos estudos
e testes em diversas condições foram conduzidos
para avaliar a limitação primária da
ligação entre a atividade física e morbidade,
mortalidade devido a doenças crônicas, porém
esta situação não é totalmente
diferente dos dados concernentes ao comportamento da saúde
relacionados ao fumo, o consumo de gorduras saturadas e doenças
coronarianas(CHD). Nenhum estudo randomizado desenvolvido
na população mostrou que parar de fumar ou reduzir
a gordura saturada ou trans diminui a mortalidade CHD e mesmo
assim fazer a população parar de fumar ou reduzir
a ingestão de gorduras saturadas ou trans sejam componentes
principais de campanhas de saúde pública(50).
O propósito desse relato seria atualizar
as recomendações feitas pelo CDC/ACSM em 1995
e promover maior compreensão para a saúde pública
de adultos baseados nas evidências dos benefícios
da atividade física.
Conselho especialista.
Em fevereiro de 2003, um conselho foi convocado
para rever e atualizar as recomendações do CDC/ACSM(49).
Este conselho, composto de fisiologistas, epidemiologistas,
cientístas da fisiologia do exercício e especialistas
da saúde pública, revisaram as recomendações
originais de 1995 feitas por outras organizações
e artigos quanto a clareza e consistência. Inicialmente,
o conselho se baseou em evidências dos encontros feitos
em 2000 sediados pelo CDC e Health Canada on Dose-Response
Aspects of Physical Activity and Health (33). A conclusão
e o consenso deste encontro foi baseado em sistemática
revisão da literatura. Os membros do conselho conduziram
extensivas pesquisas da literatura sobre atividade física
e saúde de 2006. Incluindo as atualizações
científicas, o conselho considerou a importância
do entendimento do papel das estratégias de comunicação
e mensagens sobre saúde para clarificar e atualizar
tais recomendações. O segundo workshop do CDC-Health
Canada foi feito em 2001 e assim identificadas diversas estratégias
para melhorar a comunicação e divulgação
dessas recomendações(59).
Um conselho diferente desenvolveu recomendações
adequadas para adultos que estão neste artigo (47).
Manuscritos descrevem as recomendações para
adultos normais e para adultos mais velhos e foram circulados
para comentários, revisados e editados para consistência
antes da revisão e aprovação do ACSM
e AHA. Os guias para atividade física direcionados
para idade escolar de adolescentes foi referido em recente
publicação pelos colegas(65).
RECOMENDAÇÕES
ATUALIZADAS
Estas recomendações se aplicam
à saúde de adultos entre 18 e 65 anos, e pessoas
dessa faixa etária com condições crônicas
de saúde não relacionadas à atividade
física. Durante a gravidez e pós-parto, precauções
são necessárias: esse assunto foi considerado
por outros especialistas(3,7). A presente recomendação
especifica como adultos devem ingressar em uma atividade física,
e como podem promover e manter sua saúde, reduzir o
risco de doenças crônicas e morte prematura.
As recomendações estão neste documento
mas se aplicam especificamente para adultos de 65 ou mais,
e adultos de 50-64 com condições crônicas
de saúde e limitações (ex: artrite),
que podem afetar a habilidade e movimentos durante a atividade
física.
A recomendação seguinte reflete
a revisão das evidências publicadas em 1995 e
considera assunto chave, não totalmente esclarecido
nas recomendações originais.
A Classificação das recomendações(COR)
e os níveis de evidências(LOE) estão espressados
no Colégio Americano de Cardiologia e Associação
Americana do Coração(ACC/AHA), formatado e definido
como na tabela 1 (ver
pesquisa em pdf na íntegra) e no Manual de Metodologia
do ACC/AHA Guideline Writing Committees para atividades aeróbias.
A fim de promover e manter a saúde,
os adultos saudáveis de 18-25 anos necessitam praticar
atividades aeróbias de intensidade moderada por no
mínimo 30 min, 5 dias por semana ou atividades intensas
(vigorosas) pelo menos 20 min, 3 vezes por semana. Recomendamos
também, combinações entre atividades
moderadas e vigorosas a fim de atingir esta recomendação.
Por exemplo, uma pessoa pode atender esta recomendação
fazendo uma caminhada rápida por 30 min, duas vezes
na semana e depois correr 20 min, 2 vezes nos outros dias
da semana.
Atividades aeróbias de intensidade
moderada, que são equivalentes a uma caminhada rápida
e que pode acelerar o coração, poderá
ser acumulada por no mínimo 30 min e aceleradas nos
últimos 10 minutos ou mais.
Para Atividades vigorosas (intensas) podemos
dar como exemplo o jogging (trote), o que causa um aumento
rápido da ventilação pulmonar (respiração)
e substancial aumento da FCardíaca. Essa quantidade
de exercício de atividade aeróbia é um
adicional das recomendações das atividades diárias
de intensidade leve (como, cuidados com a higiene, cozinhar,
caminhada casual como ir ao shopping) ou para atividades que
duram menos de 10 min (ex: caminhada em casa, no escritório,
ou voltando do estacionamento).
Atividades de Força
Muscular:
A fim de promover e manter a boa saúde
e independência física, os adultos se beneficiarão
da prática de exercícios de força e endurance
(resistência) por no mínimo 2 vezes na semana.
Recomenda-se praticar de 8-10 exercícios em 2 ou mais
dias alternados por semana utilizando os maiores grupos musculares.
Para maximizar o desenvolvimento de força e resistência
de força, é recomendado utilizar de 8-12 repetições
de cada exercício. Atividades de fortalecimento muscular
incluem um programa de treinamento progressivo, exercícios
calistênicos (localizados), subir escadas e exercícios
de resitência que utilizam os grandes grupos musculares.
Benefícios
do acúmulo de atividades:
Ao participar de exercícios aeróbios
e de força muscular citados acima, mínimamente
recomendado, pode incrementar grandes benefícios a
saúde e aumentar os níveis de aptidão
física (condicionamento) dos praticantes.
Muitos adultos, incluindo aqueles que desejam melhorar seu
condicionamento físico ou futuramente reduzir o risco
de desenvolver precocemente uma doença crônica
e mortalidade relacionada ao sedentarismo (33). Além
disso, a fim de promover e manter a saúde óssea,
os adultos obterão benefícios praticando exercícios
que utilizem o equilíbrio do próprio corpo e
atividades de alto impacto como subir escadas ou trote (jogging),
de acordo com sua capacidade.
Para prevenir ganho de peso acima do recomendado
para a saúde, os adultos vão precisar ir além
do recomendado neste artigo ao ponto de atingir seu próprio
objetivo pessoal para equilíbrio energético,
levando em conta a ingestão de alimentos e outros fatores
que podem alterar seu peso corporal.
ESCLARECIMENTOS DE 1995
RECOMENDAÇÕES
Apesar da recomendação para exercícios
não ter sido mudada fundamentalmente desde 1995, ocorreram
várias mudanças na atualização.
Primeiro, a frequência recomendada para a intensidade
moderada no exercício, o que em 1995 recomendou simplesmente
a prática "na maioria dos dias da semana",
enquanto na nova recomendação diz que deve ser
praticada no mínimo 5 vezes por semana.
Segundo, a atividade de intensidade vigorosa
foi incorporada nessa recomendação. Para título
de informação, atividades vigorosas são
preferencialmente escolhidas pelos adultos, e tal recomendação
encoraja a participação tanto em exercícios
moderados quanto em intensos (vigorosos). Exercícios
intensos foram recomendados implicitamente nas normas de 1995
e não como parte integral desta recomendação.
Terceiro, a recomendação atual
especifica que exercicios moderados e intensos são
complementares na produção de melhores benefícios
para saúde e que uma variedade de atividades podem
ser combinadas a fim de atingir esta recomendação.
Esta combinação está baseada na quantidade
(intensidade/duração) de exercícios praticados
durante a semana e utiliza os conceitos em METs (metabolic
equivalents) para estipular os valores de intensidade para
uma específica atividade física (veja tabela
1 ver em pdf pesquisa
original 210 kb).
Quarto, a atual recomendação claramente
estipula uma quantidade de exercícios aeróbios
(moderados ou intensos) como parte adicional da rotina de
exercícios que devem ser praticados diariamente como
atividades ocupacionais (higiene, alto-cuidado, caminhada
normal, compras, colocar o lixo pra fora, que gastam menos
de 10 min). Poucas atividades no cotidiano conduzem a atividade
moderada de pelo menos 10 min, porém, atividades moderadas
ou intensas praticadas como parte da vida diária (como
caminhar vigorosamente para o trabalho, jardinagem com pá,
carpintaria) por 10 min ou mais podem ser contadas como exercício
dentro da recomendação, apesar desse conceito
não ter sido inserido na recomendação
de 1995.
Quinto, a nova recomendação enfatiza
que atividades praticadas acima das mínimas recomendações
anteriores podem beneficiar a saúde. O ponto máximo
de benefícios não foi ainda estabelecido, mas
provavelmente pode variar segundo a genética, idade,
sexo, estado de saúde, composição corporal
e outros fatores. Ao ultrapassar as recomendações
mínimas de exercícios o indivíduo pode
reduzir os riscos de doenças crônicas relacionadas
ao sedentarismo. Apesar da resposta relacionada tenha sido
conhecida desde 1995, esse fato não foi explicitado.
Sexto, apesar da recomendação original
ter introduzido o conceito de acúmulo de pequenos momentos
de atividade física para completar o objetivo de 30
min, ficou confuso quanto ao tempo de exercício desses
episódios. Para a consistência e clareza, o tempo
mínimo dessas sessões deve ser de 10 min. Sétimo,
as atividades de força foram agora inseridas dentro
da recomendação, apesar de 1995 ter mencionado
a importância do trabalho de força e endurance,
não entrou em detalhes. Evidências, agora, permitem
que o exercício de força seja incorporado aos
treinamentos, dentro das recomendações. Finalmente,
pequenas mudanças de conceitos e termos foram alterados
nas recomendações para melhor entendimento,
por exemplo, o termo "aeróbic (aeróbio)"
ou "endurance (resistência)" foi adicionado
nas recomendações para ficar mais claro e diferenciar
dos exercícios de força, que são agora
parte central das recomendações.
Dose de exercícios:
O termo "dose" tem sido utilizado
frequentemente nas descrições em atividade física,
mas pode ser interpretado de várias maneiras - como
quantidade total de exercícios (energia total gasta)
ou como intensidade, duração e frequência
da atividade. Apesar de muitas pesquisas terem sido feitas
sobre à quantidade total de atividade física
(a qual pode ser utilizada para caracterizar os praticantes
como "ativos", "moderadamente ativos",
ou "sedentários-inativos por exemplo), relativamente
poucas pesquisas observacionais incluíram detalhes
sobre o tipo de atividade praticada ou sua duração
e frequência de cada sessão(36,37). O total de
atividade física é em função da
intensidade, duração e frequência. Atividades
físicas vigorosas (aquelas utilizando 9 a 6.0 METs)
praticadas em duração e frequência específicas
geram gastos melhores de energia que atividades moderadas(3.0
a 6.0 METs) de mesma frequência e duração.
Desde 1995, muitas pesquisas observacionais
em grande escala envolvendo milhões de pessoas, tem
documentado claramente uma relação da resposta
da "dose" empregada na atividade física e
o risco de doenças cardiovasculares e morte prematura
em homens e mulheres, e etinia em participantes(38,40,48,55,67,84).
Estas pesquisas incluindo o College Alumni Health Study (48),
the Health Professionals Follow-up Study (67), the Nurses
Health Study (41), the Womens Health Initiative (40),
e the Womens Health Study (37). Todas observaram baixos
níveis de risco significativos em atividades físicas
em grande quantidade. Os leitores devem notar que a atividade
física de acesso nessas pesquisas foi intensional (ou
seja, aquelas praticadas no dia-a-dia e ocupacionais). Poucas
pesquisas foram conduzidas para examinar os efeitos de intensidade,
duração e frequência dessas atividades
físicas. Baseados em dados recentes, há indicação
de que atividades vigorosas podem beneficiar mais na redução
de doenças cardiovasculares e morte prematura que as
moderadas, o que é independente da contribuição
do gasto energético dessas atividades(35,61,66).
Ainda, os resultados de uma única pesquisa
sugere que a duração das sessões de atividades
não influenciam no risco após a contagem de
calorias gastas(36).
Significativamente, baixos riscos de doenças
coronarianas e cardiovasculares foram associadas com um mínimo
de 2.65.0 METs de caminhadas (aprox. 45-75 min por semana
de caminhada rápida) em mulheres (40), (aprox. 60-90
min por semana de caminhada) (38) e (aproximadamente 60-150
min de caminhada rápida) no estudo com enfermeiras(39).
Com aumento das doses de atividade física, os riscos
para desenvolver doenças cardiovasculares foram reduzidos
mas a dimensão desta redução ainda é
incerta. Assim, as evidências que reafirmam uma relação
entre atividade física e tais recomendações
cresceram desde 1995, em particular na redução
de doenças cardiovasculares e morte prematura. Os valores
significativos foram a redução de riscos observados
com uma quantidade mínima de 45-150 min de caminhada
rápida que reforça as recomendações
originais de 1995 a qual recomenda caminhadas moderadas na
maioria dos dias de 30 min. Também, ficou comprovado
que atividades físicas de longa duração
ou alta intensidade estão associadas com aumento de
riscos, mas não se sabe ainda a resposta da curva que
ainda parece incerta e pode variar dependendo do que se avalia
e nível de condicionamento físico desta população
avaliada.
A recomendação de 1995 defendeu
que o acúmulo de atividades físicas em "sessões
intermitentes, de no mínimo de 8-10 min, totalizando
30 min ou mais". Desde a publicação original,
pesquisas foram feitas avaliando os efeitos do aumento de
atividades físicas em pequenas sessões para
os fatores de risco de doenças crônicas. E sugere-se
que o aumento dessas sessões vá diminuir também
os fatores de risco para estas doenças. Porém,
as pesquisas direcionadas para esse tema não estão
completas, um resumo dessas pesquisas sugere que atividades
de intensidade moderada em pequenas sessões (menos
de 10 min) e acumuladas no mínimo em 30 min podem ser
eficazes sozinhas ou em períodos longos e afetam os
fatores de risco de doenças crônicas. Condicionamento
cardiorespiratório (17,28,44,46), lipídeos,
e perfil lipoprotéico(17,46), pressão sanguínea
(44), insulina (17), nível de lipídeo após
as refeições (45) e controle do peso (28). Todos
parecem ser afetados beneficamente com sessões intermitentes
de atividade física.
Em muitas pesquisas o efeito do acúmulo
de pequenas sessões são muito similares aos
valores encontrados nas pesquisas de sessões contínuas
durando 30 min. A questão levantada frequentemente
sobre a dose de atividade física é como tanto
atividade física aeróbia, moderada e intensa,
que individualmente está abaixo do limiar recomendado
pode ser combinada para atingir tais recomendações.
Por exemplo, Podem 2-3 sessões de exercícios
moderados /intensos serem combinados com outras duas sessões
de atividade física vigorosa/intensa para atingir as
recomendações desejadas? A literatura científica
não tem uma resposta direta para essa pergunta porém,
os dados são altamente sugestivos? Existe uma evidência
muito grande através da observação desses
estudos que mostram altos níveis de gasto energético
na população comum que deriva da combinação
de exercícios moderados e vigorosos/intensos e associados
com inúmeros benefícios a saúde.
Os benefícios para a saúde
da combinação de exercícios moderados
e intensos ainda não foram totalmente examinados em
estudos observacionais ou investigados utilizando testes controle.
Porém, baseado nas respostas à saúde
vindas dessas pesquisas relacionadas ao gasto energético
das atividades vigorosas, o caminho seguinte é recomendado
para determinar se a combinação de exercícios
moderados e vigorosos satisfazem a dose de exercícios
recomendados.
MET
Um método simples para estimar o
gasto energético durante a atividade física
é o "MET" (metabolic equivalent) (1).
Um MET representa o gasto energético de um indivíduo
assentado e quieto. Um adulto caminhando a 3 mph (milhas por
hora) em superfície plana e dura pode gastar em média
3.3 METs , enquanto um indivíduo trotanto/correndo
em superfície plana e similar a 5 mph (ritmo a 12 min
por milha) gasta em média 8 METs (veja tabela 2 abaixo
para selecionar as atividades). Assim, se um homem ou mulher
caminhassem a 3 mph (moderado-intenso) por 30 min eles acumularíam
99 METs min de atividades (3.3 MET X 30 min = 99 MET min),
mas se eles corressem a 5 mph por 20 min eles acumularíam
160 METs min (8 MET X 20 min = 160 METs min). Então,
se um homem ou mulher desejar atingir o mínimo recomendado
para exercícios moderados/intensos através de
caminhada de 30 min a 3 mph em 5 dias por semana, eles acumularão
em média 495 METs min (99 x5), ou atingirão
o mínimo recomendado para atividades vigorosas-intensas
através do trote a 5 mph por 20 min em 3 dias por semana,
acumularíam em média 480 METs min (160 x 3).
Eles também, poderíam satisfazer a recomendação
pela caminhada a 3.0 mph por 30 min em 2 x por semana (3.3
MET X 60 min = 198 METs min) e então trotarem a 5 mph
por 20 min em 2 outros dias na semana (8 MET X 40 min = 320
MET min) somando um total de 518 METs min durante a semana
(320 + 198).
Utilizando-se o MET como indicador de intensidade
de atividades físicas permite-se aos adultos saudáveis
acumularem crédito para atividades físicas moderadas
e intensas que são praticadas durante a semana. Quando
combinadas atividades físicas moderadas e intensas
a fim de atender as recomendações, o mínimo
objetivo deveria ser uma média de 450 a 750 METs min.
Esses valores são baseados na média de METs
de exercícios de 3-6 (3 X 150 = 450 e 5 X 150 = 750).
As pessoas deveriam começar pelo mínimo desta
média ao iniciar um programa de exercício e
progredir em direção aos valores mais altos
assim que se tornarem mais condicionados. Listado na tabela
2 abaixo estão os valores de METs para diversas atividades
físicas leves, moderadas e vigorosas.
Como uma fonte de lista de MET completa veja
a de Ainsworth e colaboradores no site: http://prevention.sph.sc.edu/tools/compendium.htm.
É reconhecido que os valores atuais de METs possam
variar de pessoa para pessoa dependendo de uma série
de fatores (por exemplo, como praticam o exercício,
nível de habilidade e composição corporal),
mas os valores fornecidos pelo compendium são suficientemente
fidedígnos para a maioria de adultos saudáveis
de 1865 para o propósito dessa recomendação.
TABELA 2 - Equivalentes em
MET para atividades comuns classificadas como intensidades
leve, moderada e vigorosa.
|
Leve: < 3 METs
|
Moderada 3.0 6.0 METs
|
Vigorosa >6.0 METs
|
|
Caminhada
caminhar em torno da casa, escritório ou loja
= 2.0*
|
Caminhada
a 3.0 mph = 3.3*
Caminhada a um ritmo muito vigoroso(4 mph) = 5.0*
|
Trote e corrida
Caminhada muito, muito vigorosa(4.5mph)=6.3*
Caminhada/em montanha ritmo moderado com subida com
ou bagagem leve
(4,5 kg) = 7.0
Caminhada/em montanha íngreme e bagagem 4,519
kg = 7.59.0
Trote a 5 mph = 8.0*
Trote a 6 mph = 10.0*
Corridas a 7 mph = 11.5*
|
|
Atividades
cotidianas e Laborais (ocupacionais)
Sentado utilizar o computador para trabalho e
utilizando objetos leves = 1.5
Em pé executando trabalho leve como fazer uma
cama, lavar pratos, passar roupas e preparar comida.
Ainda vender em balcão = 2.02.5
|
Limpeza
Pesada: lavar janelas, carro, limpar garagem=
3.0
Varrer chão ou carpete, aspirar pó,
passar pano no chão = 3.03.5
Carpintaria geral = 3.6
Carregar e cortar madeira = 5.5
Cerrar com cerra elétrica caminhando e
aparando grama = 5.5
|
Atividades cotidianas e Laborais
(ocupacionais)
Pegar areia, carvão, etc. com a pá =
7.0
Carregar material pesado como tijolos = 7.5
Trabalho de fazenda, como puxar, juntar feno = 8.0
Carregar e cortar madeira = 5.5
Cavar córregos e valas = 8.5
|
Lazer e Esportes
Artesanato, jogar cartas= 1.5
Sinuca = 2.5
Velejar em barco a motor = 2.5
Dardo = 2.5
Pescar sentado = 2.5
Tocar a maioria dos instrumentos= 2.02.5
|
Lazer e Esportes
Badminton recreação = 4.5
Basquete Arremessos = 4.5
Ciclismo no plano: esforço leve(1012
mph) = 6.0
Dançar dança de salão lento=
3.0;
dança de salão rápido = 4.5
Pescar dentro do rio andando= 4.0
Golfe caminhando = 4.3
Velejar, Wind surf= 3.0
Natação recreativa= 6.0
Tênis de mesa= 4.0
Tês em dupla= 5.0
Voleibol recreação = 3.04.0
|
Lazer e Esportes
Basquete jogo = 8.0
Ciclismo no plano: esforço moderado(1214
mph) = 8.0; vigoroso(1416 mph) = 10
Cross country Ski leve (2.5 mph = 7.0;
rápido (5.07.9 mph) = 9.0
Futebol recreação = 7.0; Futebol
competição = 10.0
Natação moderado/vigoroso = 811
Tênis simples= 8.0
Voleibol competição ou volei de
praia= 8.0
|
|
* Superfície plana e dura.
Valores de MET podem variar de pessoa para pessoa
durante a natação como resultado de braçadas
diferentes e nível de habilidade.
|
Em resumo, 30 min de atividade física
moderada 5 dias por semana ou 20 min de exercícios
vigorosos 3 dias por semana, ou a combinação
de moderado e vigoroso numa média de 450 a 750 METs
minuto por semana é a mínima quantidade recomendada
para conseguir benefícios para a saúde acima
dos esforços leves do dia-a-dia. Esta atividade pode
ser acumulada em sessões maiores ou iguais a 10 minutos.
Maiores quantidades de exercícios, incluindo aquelas
de maior intensidade, proporcionam benefícios adicionais
a saúde. Mas a natureza da relação
(quantidade x benefícios) está relacionada
com o estado de saúde. Geralmente, as curvas de resposta,
os pontos máximos possíveis de benefícios,
e os benefícios possíveis das sessões
de exercícios menores que 10 min ainda não
estão claras. Além disso, futuros estudos
são necessários para determinar como homens
e mulheres podem melhor combinar as sessões de exercícios
moderados e intensos a fim de obterem os benefícios
desejados e a importância relativa de vários
componentes da atividade física (como intensidade,
frequência e gasto energético) para atingirem
resultados específicos.
Força muscular e Endurance
- Muitas evidências de que exercícios de força
e endurance podem melhorar a saúde em indivíduos
não idosos foram acumuladas nos últimos anos(10,52).
Por exemplo na recarga mecânica e tecidos esqueléticos,
através dos exercícios de resistência
pode-se conseguir um aumento na formação óssea
em jovens e reduzir a perda de massa óssea em indivíduos
de meia idade (75), podendo reduzir os riscos de osteoporose,
osteopenia e fraturas. Ainda, recentes estudos sugerem que
há uma inversa associação entre risco
de todas as causas de mortalidade e vários componentes
de força muscular e endurance(18,32). Porém,
os mecanismos específicos para essas associações
ainda são desconhecidas, podendo ser a habilidade
para atividades de força muscular que promovem o
desenvolvimento e manutenção da massa muscular,
que é muito importante para aumentar o metabolismo
de glicose (27). O treinamento de resistência, pelo
menos, 2 x por semana proporciona um método seguro
e eficaz para melhorar a força muscular e endurance
de 24% a 100% ou mais (52). É recomendado de 8-10
exercícios em 2 ou mais dias alternados por semana
utilizando os grandes grupos musculares. Resistência(peso)
deve ser utilizada, que resulta em fadiga substancial após
8-12 repetições de cada exercícios.
As evidências em benefícios músculo-esqueléticos
para saúde em (30,52) e ainda a promoção
nos efeitos esqueléticos para a população
suporta a necessidade de uma recomendação
de exercícios de resistência para saúde
da população.
Obesidade, ganhando e perdendo peso.
Rapidamente, as taxas de aumento da obesidade ocorrem
pela falta do balanceamento energético, pois grande
parte da população gasta menos quilocalorias
do que consomem. Infelizmente, poucos dados ainda estão
disponíveis e há poucas constribuições
sobre a doença obesidade relacionada à ingesta
e o gasto energético, porém ambos são
importantes. Enquanto informações são
coletadas sobre as causas da obesidade, parece vital a importância
para a saúde da população fazer um
elo entre o gasto e a ingestão calórica. Devemos
assumir que as pessoas com auto gasto energético
diário deveriam ser menos propensas a ganhar peso
com o passar do tempo, comparado com aquelas que gastam
pouca energia. Até agora, os dados que apoiam esta
hipótese ainda não são satisfatórios(57),
mas alguns dados observados indicam que homens que relatam
pelo menos 45-60 min de atividade na maioria dos dias ganham
menos peso que aqueles menos ativos (16). Além disso,
os tipos e quantidades específicas de atividades
escolhidas para se perder peso ainda não foi bem
estabelecida dentro dos estudos, e é claro que isso
não pode ser precisamente dito sem considerar os
fatores individuais como o gasto energético e a genética.
Assim, é melhor assumir que a quantidade específica
de exercício físico que ajudará a prevenir
o ganho de peso é uma função que difere
de indivíduo para indivíduo, mas em geral,
mais atividade aumenta a probabilidade de sucesso (62).
O único componente convincente do gasto energético
é a atividade física, e a substituição
de rotinas sedentárias por vários tipos de
atividades é um acesso comum no aumento do gasto
energético. Por exemplo, caminhar ou pedalar ao invés
de se dirigir um carro em pequenos trajetos seria um adicional
calórico para a mesma distância. Ainda, apesar
da intuição de que o exercício físico
ajuda na perda de peso, parece que apenas acrescenta modestos
incrementos de perda de peso além do alcançado
pela dieta e seus efeitos variam de pessoa para pessoa (64).
Uma revisão bibliográfica onde os exercícios
ou atividades físicas foram a principal intervensão
ou foram adicionados como restrição calórica
foram encontrados apenas perdas modestas como resultado
dos exercícios (57). Porém, estas pesquisas
foram feitas em períodos curtos, sendo os efeitos
em períodos mais longos ficando ainda sem esclarecimentos.
Muitas pesquisas observacionais foram conduzidas a fim de
saber se o papel da atividade física era prevenir
o retorno ao peso após iniciado um programa de perda
de peso (34,41,58,76,82). Os métodos dessas pesquisas
variaram, mas todos focalizaram em pessoas que perderam
de 13,6 kg - 22,7 kg e não voltaram a ganhar peso
após muitos anos. Pesquisas utilizando o auto-relato
sobre a atividade física e seu gasto energético
acessado por " doubly labeled water techniques"
(58,76) geralmente suporta a idéia de que 60-90 min
de atividade física moderada-intensa pode ser necessária
para a manutenção após tão grande
perda de peso.
Em 2005, o " US Departments of Health and
Human Services and Agriculture (DHHS)" publicou O Guia
Americano 2005 para dietas (71) em que recomendava incluir
atividades que contribuíssem para: 1) proteger contra
doenças crônicas (> ou =30 min de exercícios
moderados na maioria dos dias); 2) prevenção
do ganho de peso não saudável (aproximadamente
60 min de atividade moderado-intensa na maioria dos dias
e 3) sustentar a perda de peso em adultos que perderam muito
peso(participar pelo menos 60-90 min de atividade moderada-intensa
diariamente). Veja tabela 3 (baixar
na íntegra - 210 kb) para tais recomendações.
Este guia para prevenção de peso veio do relatório
do Institute de Medicina publicado em 2002(26) e é
similar ao publicado pela Associação Internacional
para estudos sobre a obesidade relatado em 2004("Parece
provável que atividade moderada intensa de aproximadamente
45-60 min por dia é necessária para prevenir
a transição do excesso de peso ou obesidade"
e prevenir o retorno do peso em indivíduos formalmente
obesos, que requerem 60-90 min de atividade moderada ou
diminuir a quantidade de atividade de intensidade vigorosa".
página 101 (estudo na íntegra). O guia do
DHHS foi consistente com o anterior guia do CDC/ACSM(49)
e atualiza que, no mínimo 30 min por dia de atividade
moderada-intensa em 5 dias por semana proporciona proteção
satisfatória contra várias doenças
crônicas, e ótimos benefícios são
alcançados pela atividade com boa duração
e/ou intensidade, e que exercícios de resistência
devem ser executados a fim de melhorar força muscular
esquelética e endurance.
A tentativa de se manter um peso saudável
é influenciado por complexo cultural, psico-social
e fatores biológicos tornando difícil a identificação
da causa primária da obesidade para cada indivíduo.
Um pode relatar que pessoas se tornam obesas devido ao alto
consumo de quilocalorias em relação ao gasto,
mas isso não nos informa porque o desequilíbrio
existe ou a melhor forma de corrigir isto. Guias de atividades
físicas para a prevenção do excesso
de peso ou obesidade deveria ser incorporados a um guia
de ingestão calórica. Para a maioria dos adultos
americanos hoje, o consumo de quilocalorias é fácil,
enquanto o gasto através da atividade física
é difícil, assim, é improvável
que sem uma auto-restrição de ingestão
calórica ou encorajamento na prática de atividades
físicas muitas pessoas se tornarão ou continuarão
acima do peso ou obesas. Deveria ser alta prioridade para
os profissionais da nutrição integrar guias
de equilíbrio calórico e estratégias
específicas para implementar a perda de peso. Enquanto
isso, devido aos benefícios da atividade física
para a obesidade documentados (25,37,40), os adultos, independente
do tamanho corporal ou forma devem ser encorajados a praticar
no mínimo 30 min/dia em 5 x por semana em um programa.
Para indivíduos que atingiram este nível de
treinamento, mas ainda estão acima do peso, um aumento
de atividade física seria razoável como componente
de qualquer estratégia para perda de peso.
Temas adicionais
Risco da atividade física. Adultos fisicamente
ativos tendem a ter uma alta incidência de lazer e
lesões esportivas que os menos ativos (15). Porém,
parece que os adultos saudáveis que atingem tais
recomendações ao praticarem atividades moderadas-intensas
apresentam uma taxa de lesões musculoesqueléticas
muito parecida com a de pessoas inativas (11). Homens e
mulheres mais ativos apresentam mais lesões durante
os esportes e lazer, enquanto adultos inativos relatam mais
lesões durante outras atividades não esportivas
e de lazer. A possibilidade dessa incidência de lesões
para o grupo dos não ativos seria o aumento de nível
de condicionamento (endurance, força, equilíbrio)
dos adultos mais ativos (23). O risco para lesões
musculoesqueléticas aumenta assim que a intensidade
e quantidade de atividade física aumenta e pode chegar
a 55% entre os homens e mulheres envolvidos em programas
de trote (51) e também no treinamento básico
do exército(29). Assim, enquanto a atividade física
praticada acima das recomendações mínimas
podem resultar grandes benefícios a saúde,
os riscos de lesões musculoesqueléticas podem
aumentar, que possivelmente negam algum benefício
adquirido com o exercício. Esta dose de lesão
é desconhecida e provavelmente difere pela atividade
e características anatômicas e de comportamente
de indivíduo para indivíduo (24). O risco
de desenvolver algum acometimento cardíaco ou infarto
com a lesão musculoesquelética, geralmente
é muito baixo em adultos saudáveis em atividades
físicas moderadas(74,79). Porém, o risco de
complicações cardíacas aumentam durante
exercícios de exaustão, especialmente em pessoas
que são comprovadamente cardiopatas e são
sedentárias(9). Por exemplo, Siscovick e associados
(60) relataram que o risco relativo de acometimento cardíaco
durante exercícios vigorosos (trote) comparado com
o mesmo exercício em outros momentos do dia, foi
de 56 vezes maior entre homens que se exercitam exporadicamente
e apenas 5 vezes maior entre homens que exercitam frequentemente.
Apesar dos aumentos transitórios da incidência
de morte súbita e infarto do miocardio durante exercícios
vigorosos, (20,43,60,81), deveria ser notado que ao comparar
indivíduos com as mesmas características embora
sedentários e aqueles com nível baixo de condicionamento,
fisicamente ativos ou aerobicamente ativos têm de
25% a 50% menos risco de desenvolverem uma doença
coronariana (54,70,80).
Investigação (testes antes de praticar
exercícios). Existe uma controvérsia
em relação a utilidade da investigação
de procedimentos médicos como o teste para exercícios
antes de iniciar um programa de exercícios vigorosos.
As recomendações do ACMS para limite de sintomas
para a prática de exercícios vigorosos (>60%
do VO2max) submetido por homem (> ou = 45 anos) e mulher
(> ou = 55 anos), os quais com 2 ou mais fatores de risco,
pessoas com qualquer sinais ou sintomas de doenças
da artéria coronariana ou aqueles com doenças
cardíacas, pulmonares e metabólicas(6). Porém,
poucos dados coletados sistematicamente estão disponíveis
para validar esta recomendação. Um guia desenvolvido
pelo Colégio Americano de Cardiologia (AHA) atesta
esta falta de dados (19). Além disso, um relato do
AHA em 2003 indicou que o teste para exercícios não
é necessários para todas as pessoas que querem
iniciar um programa de exercícios moderados(68).
Ainda, guias do "U.S. Preventive Services Task Force"
dispensou o teste para o exercício para indivíduos
com doença cardíaca de baixo risco e adultos
assintomáticos(73). Nestas recomendações
o extremo baixo nível de complicações
cardiovasculares em pessoas assintomáticas enquanto
praticam atividades físicas moderadas(74,79), o baixo
valores de eventos cardíacos em testes de exercícios
(42), o alto custo dos testes de exercícios de massa
e incertezas associadas com resultados eletromiográficos
e imagens cardíacas interpretados anormais em pessoas
com o pré teste de baixo risco para doenças
das artérias coronarianas (63), indicam não
ser prático utilizar os testes para exercícios
a fim de prevenir sérios eventos cardiovasculares
nos indivíduos assintomáticos que se exercitam,
especialmente durante as atividades de intensidade moderada.
Homens e mulheres assintomáticos que planejam
ser fisicamente ativos em mínimos níveis de
intensidade moderada não necessitam consultar um
médico ou centro de saúde antes de iniciarem
exercícios, a menos que eles tenham questões
médicas específicas. Pessoas com sintomas
ou aquelas com qualquer cardiopatia, diabete, ou outra doença
crônica ou ainda qualquer preocupação
médica, devem consultar um clínico ou centro
de saúde para que não haja complicação
durante a atividade física, principalmente em atividades
de intensidade vigorosa(68).
Promovendo atividades físicas (profissionais da saúde).
É necessário uma mudança de comportamente
adaptado para se ter um estilo de vida ativo (31), mas o
processo envolve uma série de variáveis, incluindo
fatores pessoais, sociais, programáticos, ambientais
e outros. Para alcançar mudanças de comportamento
saudáveis a longo prazo, esses fatores devem ser
direcionados coletivamente (56). Todos os profissionais
da saúde devem ampliar o aconselhamento aos seus
pacientes e clientes, além do programa tradicional
de prescrição baseado nas investigações
médicas e supervisões. Inicialmente, encorajando-os
a acumular exercícios físicos, de intensidade
moderada, como mostrado nesta recomendação.
Um amplo leque de atividades, horários e locais podem
satisfazer as necessidades individuais das pessoas e que
podem adaptar as várias necessidades familiares,
seja no trabalho, em comprometimentos sociais e ainda driblar
os intempéries do tempo e de deslocamentos em caso
de viagem. Existe hoje um material excelente de consulta
para leitura e suporte na orientação dos clientes
como os formulários do Instituto nacional de Saúde
Americano (72), ACSM(5), e AHA(8). As informações
acerca das influências que exercem na promoção
ou inibição da prática de atividade
física tem crescido, mesmo entre as pessoas mais
motivadas (31,56), e também seria necessário
maiores esforços futuros na promoção
da atividade física e considerar como as pessoas
mais se interagem com o meio (22). Para todos os profissionais
da saúde o grande desafio é alavancar sua
credibilidade profissional e melhorar o aumento do número
de participantes em programas de atividade física
que são desenhados para vencer as barreiras da evasão,
utilizando gerenciamento de comportamento e estratégias
de mudanças no ambiente que possa conscientizar mais
os indivíduoas dos benefícios proporcionados
pelo estilo de vida ativo.
CONCLUSÃO
A atividade física frequente é
uma importante comportamento para a saúde da população.
Na Tabela 4 ( ver
pesquisa na íntegra - em pdf). A fim de promover
e manter a saúde, os adultos saudáveis precisam
se envolver com atividade física moderada de qualidade
aeróbia em mínimo de 30 min por dia em 5 x por
semana ou em atividades físicas aeróbias intensas
por um mínimo de 20 min por dia em 3 x por semana.
[I (A)] A combinação de exercícios moderados
e vigorosos (intensos) podem alcançar as recomendações
desse guia. [IIa (B)] Por exemplo, uma pessoa pode cumprir
esta recomendação caminhando acelerado por 30
min 2x por semana e depois correr por 20 min nos outros dois
dias. Uma atividade física aeróbia, que geralmente
equivale a uma caminhada rápida pode acelerar a FCardíaca
e pode ser acumulada em 30 min, no mínimo, em sessões
de 10 ou mais minutos. [I (B)] Atividades intensas podem ser
exemplificadas pelo trote e causam a aceleração
da respiração e aumentam substancialmente a
FCardíaca. Esta recomendação para atividades
aeróbias é um adicional para a rotina de atividades
diárias consideradas leves ou que durem menos que 10
min. Além disso, todo adulto deve praticar exercícios
que mantenham ou aumentem a força muscular e a resistência
num mínimo de 2 vezes por semana. [IIA (A)] É
recomendado que seja praticado de 8-10 exercícios em
2 ou mais dias alternados por semana e utilizar os grandes
grupos musculares do corpo. Tais atividades incluem musculação,
exercícios calistênicos em que o indivíduos
sustenta o próprio corpo ou outro exercício
de resistência similar que utilize os grandes grupos
musculares do corpo. Por causa dessa relação
entre o exercícios físico e a saúde,
as pessoas que desejam no futuro melhorar seu condicionamento
e nível de treinamento, reduzir o risco de doenças
crônicas e incapacidades ou prevenir o ganho de peso
acima do nível recomendado podem se beneficiar praticando
o mínimo recomendado neste estudo. [I (A)].
Dr. Harold W. Kohl, David M. Buchner e Michael
Pratt foram membros do painel expert e contribuíram
maravilhosamente com a formulação desse manuscrito.
Dr Janet E. Fulton, Ralph S. Paffenbarger, Jr., David R. Brown
e Thomas Schmid desenvolveram os comentários no início
desse manuscrito.
Referências no artigo na íntegra. ( pesquisa
na íntegra pdf - 210 kb)
TRADUAÇÃO: Profa. Diana
Primo - (currículo)

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