EXERCÍCIO E
ENVELHECIMENTO
AMERICAN COLLEGE OF SPORT MEDICINE - CURRENT COMMENT
- JULHO 2000
Tradução:
Profª Ms. Érica Verderi
Para o ano de 2003, o número de indivíduos
com mais de 65 anos atingirá 70 milhões somente
nos USA. A partir de 1985 tivemos um rápido crescimento
no segmento de nossa população. Dessa forma,
a extensão e os mecanismos por quais exercícios
e atividades físicas podem melhorar a saúde,
capacidade funcional, qualidade de vida e independência
nesta população, tem sido verificada.
Evidências atuais indicam claramente
que a participação em exercícios regulares
é um efetivo caminho para reduzir e/ou prevenir o número
de declínios associados ao envelhecimento. Os idoso
tem habilidades para se adaptar e responder a treinamentos
de força e resistência.
O treinamento aeróbico/resistência
pode auxiliar na manutenção e na melhora de
vários aspectos do funcionamento do coração
e pulmão e tais exercícios podem aumentar a
resistência. O treinamento de força e resistência
poderá auxiliar na diminuição na perda
de massa e resistência tipicamente associada com o envelhecimento,
bem como na melhora da capacidade funcional.
Também é importante ressaltar,
a redução dos fatores de risco associados as
doenças (doenças no coração, diabetes,
osteoporose e outras) melhorando a saúde e contribuindo
para a diminuição dos desconfortos diários.
Juntos, estes treinamentos estarão contribuindo para
a melhora da capacidade funcional dos homens e mulheres em
processo de envelhecimento, dessa forma, melhorando a qualidade
de vida e autonomia.
SISTEMA CARDIOVASCULAR
Efeitos do envelhecimento: o VO2 max é
frequentemente usado como um indicador da função
cardiovascular e capacidade máxima. Pesquisas indicam
que o VO2 max diminui aproximadamente 5 a 15% por década
iniciando a partir 25-30 anos de idade. Este declínio
de VO2 max pode ser atribuído ao processo de envelhecimento
na redução da capacidade cardíaca e na
diferença da oxigenação arteriovenosa
(a-VO2). Os batimentos cardíacos máximos diminuem
de 6 a 10 batidas por minuto por década e é
responsável pela diminuição da capacidade
respiratória. No entanto, a redução do
volume sanguíneo durante o exercício máximo
no idoso, também contribui para a diminuição
da capacidade cardíaca.
Em adição, a contratibilidade
ventricular esquerda parece ser reduzida nos idosos durante
o exercício máximo comparado com os mais jovens.
Diminui a capacidade vascular e fluxo de sangue normal na
região, associado com um declínio na capacidade
oxidativa do músculo e na redução da
diferença do a-V02 máximo observado com a idade.
Associado também, com pouco oxigênio no mecanismo
de envio, alterações mitocondriais, levando
à redução da capacidade máxima
para utilizar oxigênio durante as atividades músculo
esquelética.
Para um exercício sub-máximo,
a capacidade cardíaca é baixa nos idosos e a
diferença a-V02 tende a ser um tanto alta na resposta
compensatória da manutenção do VO2.
A redução do volume de sangue
parece ser um fator de maior responsabilidade para a perda
dos batimentos cardíacos por minuto observado durante
o exercício submáximo. A pressão sanguínea
é também mais alta nesta situação,
comparando idosos e pessoas mais jovens. Associada com a resposta
da pressão sanguínea, a resistência total
periférica é geralmente mais alta em idosos,
do que em pessoas mais jovens na estimativa dos resultados
da intensidade do exercício.
Efeitos do treinamento dos exercícios
aeróbicos: Ao longo de 10 anos, temos aprendido que
pessoas velhas podem adaptar-se a um programa regular de treinamento
aeróbio bem como as populações mais jovens.
Os idosos podem atingir a mesma porcentagem (10 a 30%) do
aumento do VO2 max em resposta ao treinamento tal como as
pessoas mais jovens. A magnitude desta adaptação
do VO2 max é decorrente do treinamento de intensidade
e baixa intensidade nas dificuldades decorrentes. O aumento
do VO2 máximo nos idosos é resultado da melhora
da capacidade cardíaca máxima e a diferença
do a-VO2. Em adição, melhora da capacidade submáxima
e da grande performance cardiovascular. O
ACSM recomenda a intensidade do exercício de 55-65
para 90% dos batimentos cardíacos (ou 40-50 para 80%
da reserva cardíaca). Recomenda ainda, de 20-60 minutos
de atividade física para um treino de três a
cinco dias por semana. A baixa intensidade recomendada para
iniciar (20 minutos) refere-se a indivíduos que estão
iniciando um programa de atividade física e estejam
debilitados ou sedentários.
FORÇA E RESISTÊNCIA
DOS MÚSCULOS
Efeitos do Envelhecimento: A perda da massa
do músculo (sarcopenia) em humanos com o envelhecimento
é bastante estudada. O primeiro fator da sarcopenia
é o desuso do sistema músculo-esquelético,
resultando na atrofia. A redução da força
está diretamente associada com a perda da massa muscular.
O sedentarismo também é um papel importante
que contribue para maximizar os efeitos do envelhecimento
na massa muscular, incluindo: mudanças nas unidades
motoras e inervação das fibras, redução
dos fatores de crescimento e alterações nas
proteínas do músculo.
A consequência da sarcopenia pode
ser extensiva; os indivíduos tornam-se mais vulneráveis
a quedas e fraturas, interfere no equilíbrio da temperatura
corporal, torna o metabolismo mais lento, possibilita deficiência
dos índices normais de glicose e pode sofrer uma perda
total das taxas na realização das atividades
diárias. A atrofia do músculo é resultado
da perda gradual do tamanho e dos número das fibras
musculares. A perda gradual do volume da massa muscular é
constantemente encontrada com o avanço da idade; e
até 50 anos, cerca de 10% deste volume se perde. A
partir de 50 anos, estima-se uma aceleração
significativa. A força do músculo declina em
aproximadamente 15% por década no período que
corresponde até 70 anos, depois disso, 30%. Embora
a função intrínsica do músculo
é reduzida com o avançar da idade, a diminuição
da massa muscular é responsável por quase toda
a perda da força nos idosos. O número das unidades
funcionais motoras também declinam com o avançar
da idade, as quais necessitamos para inervar um grande número
de fibras musculares.
Efeitos do treinamento de resistência:
quando dado um estímulo significativo ao treinamento
dos idosos, pode-se se obter um ganho significativo no aumento
da força num período de três a quatro
meses. Nota-se também, que com o aumento da resistência
no treinamento pode-se obter um aumento no tamanho do músculo.
Sendo a sarcopenia e a fraqueza do músculo tão
presente na população idosa, este é um
fato importante na estratégia para a preservação
ou aumento da massa muscular. Com o aumento da força
do músculo, espontaneamente obtém-se o aumento
do interesse nas atividades corporais para os idosos mais
saudáveis e os debilitados, homens ou mulheres. Em
adição, os efeitos da ação da
insulina, densidade óssea, metabolismo e melhora total
da funcionalidade do organismo, melhorando os níveis
de atividade física para os idosos.