IMPACTO
DA ATIVIDADE FÍSICA SOBRE INDICADORES FISIOLÓGICOS DA GRÁVIDA
E DO FETO
Victor
K.R. Matsudo e Sandra M.M. Matsudo *
(As referências se encontram no site - Clique no nome
dos autores)
...Em relação à potência aeróbica da gestante mensurada
através do consumo máximo de oxigênio (V02max), alguns autores
demonstraram que o V02max e a freqüência cardíaca máxima durante
o exercício não foram diferentes na gravidez e 2-6 meses pós-parto
(39). Por outro lado, estudos em atletas recreacionais previamente
bem condicionadas que mantiveram moderado nível de exercício
durante e após a gravidez mostraram um pequeno mas significante
incremento (+ 7,3% ) no V02max (11, 14). SOUTH-PAUL (41) medindo
a capacidade aeróbica antes da gravidez e no pós-parto, sugeriram
que a falta de atividade física e o ganho de peso contribuem
efeito geral de destreinamento físico até as 4-8 semana pós-parto
. Esses achados reforçam a importância de estudos longitudinais
para determinar quando é recuperada a capacidade aeróbica pré-gravídica,
se a falta de condicionamento é um efeito inevitável da gravidez,
ou se este efeito pode ser prevenido ou minimizado com a prática
regular de atividade.
De outro lado, alguns estudos demonstraram que a potência
anaeróbica não é afetada durante a gravidez e pode ser incrementada
pelo condicionamento físico (44).
Dentro das alterações hormonais que acontecem com o exercício
na grávida, sem dúvida alguma a de maior preocupação é o comportamento
dos níveis de glicose. As mudanças nos níveis de glicose são
muito sensíveis ao tipo, intensidade e duração do exercício,
assim como a condição física do indivíduo. Parece que os níveis
de glicose são mantidos em patamares mais estáveis durante o
exercício leve e moderado na gravidez. No entanto, esse tipo
de exercício não parece reverter as alterações induzidas pela
gravidez na tolerância a glicose e na expressão da GLUT 4, como
recentemente observado por Mottola e cols (32). Mas o exercício
extenuante e prolongado pode induzir a hipoglicemia mais rapidamente
durante a gravidez (21) e essa resposta hipoglicêmica observada
principalmente no terceiro trimestre pode ter potencialmente
efeitos adversos sobre o feto (13). Mas o exercício pode se
mostrar benéfico nas gestante diabéticas tipo II já que níveis
leves de exercício são de suficiente intensidade para induzir
um efeito do treinamento físico: sensibilizar os receptores
de insulina e aumentar a utilização de glicose nessas pacientes
(5).
A principal resposta hemodinânica do exercício é a redistribuição
seletiva de sangue aos músculos em atividades, com redução aos
órgãos esplâncnicos e potencialmente ao útero e ao feto. O incremento
no débito cardíaco durante a gravidez significa que o aumento
do fluxo sangüíneo ao músculo em exercício pode ocorrer sem
diminuição do fluxo ao feto (40) . A relação débito cardiaco/V02
(demanda metabólica sistêmica) não é afetada pela gravidez (39).
Estas respostas são mediadas por mecanismos principalmente endócrinos.
Estudos indicam que em gestantes normais tais respostas endócrinas
ao exercício são transitórias, reversíveis e sem nenhum efeito
deletério permanente. Essas afirmações são reforçadas por estudo
recente de Clapp e cols (17) que mostrou que o exercício físico
regular reduz a necessidade de redistribuirão do fluxo durante
o esforço das vísceras maternas em direção ao cérebro fetal.
Em relação aos efeitos sobre a mãe, tem sido citado que a mulher
que se exercita antes da gravidez e continua durante ela, tendem
a pesar menos, ganhar menos peso e ter filhos mais pequenos
(7). Resultados de estudos feitos em animais sugerem que o exercício
extenuante pode afetar o ganho de peso materno, o tamanho e
área de superfície da placenta, peso fetal e desenvolvimento
dos órgãos fetais. No entanto, em tradicional estudo realizado
em ratos por PARIZKOVA (34), a autora descreve que o peso do
coração, o número de fibras musculares do ventrículo esquerdo
e a proporção de capilares por miofibrilas em filhotes de ratas
expostas a um programa de exercício por 50 a 100 dias foi significativamente
maior em relação aos filhotes de mães sedentárias.
Apesar das escassas informações em humanos, alguns autores baseados
na sua experiência pessoal comentam da redução do peso do
feto ao nascimento e/ou retardo do crescimento intra-uterino
em mães que realizaram exercício extenuante durante a gravidez
(6, 20). Outros consideram que o peso do feto ao nascimento
não é afetado quando mães saúdaveis e bem nutridas participem
em exercícios leves e moderados durante a gravidez. Bem recentemente,
Wolfe e cols (49) conseguiram acompanhar 27 mulheres que faziam
condicionamento aeróbico baseado em "steps" (subir escadas),
com FC entre 140-150 bpm, 30 min por dia, 3 vezes por semana,
durante o segundo e terceiro trimetres. Quando comparadas a
28 mulheres do grupo controle, se apurou que o peso corporal,
a adiposidade, as circunferências, comprimentos totais e de
membros inferiores dos neonatos eram similares. Entretanto,
exercícios mais intensos feitos na gestação em animais chegaram
a causar mudanças no crescimento fetal. Além disso, grávidas
com insuficiência útero-placentária são mais propensas a essas
alterações fetais (21). Em conclusão, podemos dizer que o condicionamento
aeróbico moderado durante a gestação saudável não afeta as características
antropométricas (peso, altura, adiposidade e circunferências)
de recém-nascidos.
Outros efeitos hipotéticos do exercício sobre a mãe e consequentemente
no feto (resumidos na Tabela 2 ), estão associados a alterações
da glicose sangüínea que podem levar a hipoglicemia materna
e fetal. Incremento na atividade neural simpática levaria a
vasoconstrição materna, diminuição do fluxo sangüíneo uterino,
hipóxia e bradicardia fetal. As alterações no sistema cardiovascular
podem causar complicações cardiovasculares e o estresse articular
levar a lesões ósteo-articulares.
Alguns estudos epidemiológicos em grávidas que trabalham (23)
mostraram que o levantamento frequente de cargas pesadas incrementa
em 20-30% o risco de parto prematuro. Considerando o
índice de fadiga a partir de valores de estresse postural, esforço
físico, estresse mental e outros, foi mostrado também o incremento
das taxas de nascimento prematuro, na medida que se aumentava
o índice ocupacional e o número de horas trabalhadas por semana.
Outro dos efeitos deletérios preocupantes é o relacionado a
termo-regulação (15, 24, 30, 46), dado que a temperatura
corporal da mãe regula a temperatura do feto e que com o exercício
materno a temperatura corporal aumenta. Os estudos em animais
indicam que o incremento na temperatura corporal (hipertermia)
no início da gestação pode ser efeitos teratogênicos principalmente
defeitos do neurotubo. Durante o exercício aeróbico o equilíbrio
ácido-básico materno não é comprometido já que a hiperventilação
gestacional é um mecanismo adptativo para manter a pressão arterial
de CO2 (PaCO2) e o bicarbonato arterial durante o exercício
aeróbico (37) .
A partir das diferentes pesquisas parece que, em geral, a resposta
dos batimentos cardíacos fetais ao exercício materno
é um aumento aproximado de 10-30 batimentos por minuto (bpm).
Estas alterações são consistentes e independentes do período
gestacional e até mesmo da intensidade do exercício realizado
pela gestante. No entanto, Brenner et al. (10) recentemente
demonstraram que mesmo exercícios progressivos que elevaram
a FC materna a 170bpm não induziram a stress fetal durante gravidez
saudável. Imediatamente e após 5 minutos de exercício a freqüência
cardíaca fetal tende a permanecer significativamente elevada
nas atividades físicas de intensidade leve, moderada e intensa.
Com intensidades leves e moderadas a freqüência cardíaca do
feto retorna aos níveis basais em aproximadamente 5 minutos,
porém em exercícios de alta intensidade ou extenuante a freqüência
cardíaca permanece elevada durante aproximadamente 30 minutos
(6)....A freqüência cardíaca fetal pode ser medida por ausculta,
fonocardiografia, electrocardiograma abdominal, Doppler ultra-som
ou ecocardiografia. Comparando o uso do Doppler e da ecocardiografia
de duas dimensões (modo-M ), PAOLONE e cols. (33) mostraram
que os registros ecocardiográficos da atividade cardíaca fetal
durante o exercício materno fornecem determinações da freqüência
cardíaca fetal livres de artefatos. Dessa maneira as variações
na incidência de bradicardia fetal durante a atividade física
materna podem ser explicadas em parte por diferenças de métodos
de avaliação que em muitos dos casos levam à distorções.
EFEITOS
BENÉFICOS DO EXERCÍCIO NA GRAVIDEZ
A partir das pesquisas relacionando gravidez e atividade física
(4,8,26,27,28,38,46,47), podemos citar os principais benefícios
biológicos do exercício durante a gravidez, tais como:
- Menor ganho de peso e adiposidade materna
- Diminuição do risco de diabetes
- Diminuição de complicações obstétricas
- Ausência de diferenças significativas em idade gestacional,
duração do parto, peso ao nascimento, tipo de parto, valores
de APGAR e complicações maternas e fetais.
- Menor risco de parto prematuro
- Menor duração da fase ativa do parto
- Menor hospitalização - Diminuição na incidência de cesárea
- Altos valores de APGAR
- Melhora na capacidade física Entretanto, cada vez mais se
está dando ênfase aos benefícios psicológicos e sociais, que
são igual ou mais importantes que as vantagens biológicas.
O Programa Agita São Paulo reforça o impacto positivo da atividade
física regular moderada sobre:
- Melhora auto-imagem
- Melhora da auto-estima
- Melhora da sensação de bem estar
- Diminuição da sensação de isolamento social
- Diminuição da ansiedade e do stress
- Diminuição do risco de depressão Estes dados muitas vezes
controversos são devidos basicamente ao limitado número de estudos
em humanos mensurando os efeitos do exercício na gravidez e
as falhas metodológicas na realização de muitos desses estudos.
TIPOS
DE ATIVIDADE FÍSICA
A escolha de um programa de exercícios dependerá das preferências
da mulher e dos recursos disponíveis...
A. ATIVIDADES DE BAIXO RISCO
Este tipo de atividade pode ser recomendada inclusive para mulher
grávida previamente sedentária que deseja iniciar algum tipo
de atividade física durante a gravidez. Para essa mulher o mais
indicado é o caminhar, a natação, a hidroginástica leve
e o pedalar na bicicleta ergométrica. A mulher já habituada
a correr ou fazer "jogging" antes da gravidez, pode continuar
seu programa modificando a intensidade e velocidade a medida
que a gestação avança.
As principais precauções a serem tomadas se relacionam com o
terreno, a temperatura ambiente, o calçado, o aquecimento e
esfriamento, a hidratação e especialmente a evitar as fases
anaeróbicas (períodos de curta duração e alta intensidade),
a exaustão e a fadiga (41) .
Exercícios na água, como a natação, são uma grande alternativa,
sendo uma atividade com bom componente aeróbico, que não suporta
o peso corporal, características consideradas mais apropriadas
durante a gravidez. Neste casos o fundamental é manter a temperatura
do ar e da água confortável e nadar de acordo com as habilidades.
Estudos com nadadoras recreacionais (44) mostram que a dissipação
do calor pode diminuir durante a gravidez devido a melhora na
reatividade cutânea vascular e incremento na gordura subcutânea.
Uma outra atividade de grande difusão na atualidade e que tem
se mostrado benéfica para a grávida é a hidroginástica.
Assim como na natação as principais vantagens desta modalidade
de exercício estão dadas pelo menor estresse articular (evitando
as forças gravitacionais), a melhoria na termoregulação e o
efeito natriurético e diurético, que é devido básicamente a
incremento do volume plasmático, diminuição da resistência vascular
renal e incremento do fluxo sangüíneo e da filtração renal causados
pela pressão hidrostática (24). As pesquisas (24, 30) têm mostrado,
comparando exercício feitos na água e na superfície terrestre,
que o estresse térmico, a freqüência cardíaca, pressão arterial,
temperatura corporal e estoque de calor são menores na água
do que na terra e que a perda de peso, especialmente por perda
de edema, é maior na água, pelo incremento da produção de urina
e suor (Tabela 5). A temperatura ideal da água deve estar em
torno de 28-30 C, já que temperaturas maiores podem levar à
vasodilatação e as menores à vasoconstrição. A yoga e
o tai-chi-chuan são boas alternativas de se manter o
tônus muscular e a melhora da flexibilidade.
B.ATIVIDADES DE MÉDIO RISCO
Neste grupo estão incluídas atividades como a ginástica
aeróbica, musculação, os esportes de raquete (tênis, squash)
e esquiar ou patinar. Um programa de ginástica aeróbica
de baixo impacto pode ser realizado com as devidas precauções
evitando exercícios de super extensão e atividades em posição
de costas. Nos esportes de raquete a intensidade deve diminuir
com o progresso da gestação. Por outro lado, esquiar ou patinar
não devem ser indicadas para iniciantes e nas atletas deve ser
evitada a competição.
Dentre essas atividades, a que causa maior controvérsia é o
treinamento da força muscular (musculação) durante a gravidez,
já que existem poucas pesquisas científicas na área (50). Os
principais riscos potenciais descritos são os de lesão ósteo-muscular,
de diminuição do fluxo sangüíneo à placenta e consequentemente
ao feto, como também o incremento na temperatura corporal.
Por outra lado, com o fortalecimento muscular a mulher estaria
mais hábil para tolerar seu peso corporal, alterar o centro
de gravidade, realizar as atividades do dia a dia, melhorar
a postura e evitar uma das queixas da gravidez: a lombalgia.
Assim, como alguns autores dissuadem a grávida que nunca fez
treinamento de peso a começar durante a gravidez, outros sugerem
o treinamento específico da força com pesos livres ou máquinas
de peso (pesos de 1,5-2,5kg), com estimulação de 10-15 grupos
musculares, com 10 repetições, exercitando um minuto cada grupo
muscular, duas vezes por semana. Devem ser evitadas altas intensidades,
cargas máximas e a manobra de Valsalva (apnéia inspiratória).
É benéfico fortalecer o quadríceps e a mulher, enquanto que
já fazia treinamento de peso pode continuar dando ênfase a força
dos segmentos corporais superiores.
C - ATIVIDADES DESFAVORÁVEIS
São consideradas desfavoráveis todas aquelas atividades ou esportes
de contato físico e de grande possibilidade de trauma. Esportes
como o voleibol, basquetebol, esqui aquático e atividades
como a ginástica de alto impacto, o hipismo e o mergulho,
devem ser totalmente evitados durante a gestação . Em relação
ao mergulho, existem riscos potenciais de enfermidade por descompressão,
hiperóxia, hipóxia, hipercapnia (aumento do CO2) e asfixia.
Mas está descrito que para mulher grávida que precise mergulhar
as tabelas de mergulho podem ser modificadas e devem ser tomadas
precauções extras (3). Determine assim o tipo de atividades
favoráveis e desfavoráveis durante a gravidez. Existem tanto
para a grávida previamente sedentária e para a atleta grávida
uma série de recomendações que devem ser seguidas no desenvolvimento
de qualquer atividade física e que estão resumidas na Tabela
6.
INTENSIDADE
DO EXERCÍCIO
A relação entre VO2 e a freqüência cardíaca (FC) observada na
mulher não grávida se modifica durante a gravidez, principalmente
com a idade gestacional . Em função dessas mudanças e da ampla
variação nas respostas da freqüência cardíaca ao exercício intenso
na gravidez, os critérios para estabelecer a intensidade do
exercício são variados.
Alguns de forma mais cautelosa, como o Colégio Americano de
Obstetras e Ginecologistas (1), recomendam que a intensidade
do exercício não exceda uma freqüência cardíaca de 140 bpm,
que refletiria aproximadamente 60-70% da capacidade aeróbica
máxima da maioria das mulheres grávidas. Outros sugerem (11)
que o método mais exato para predizer VO2 na grávida é a extrapolação
da curva VO2-FC para uma estimada FC máxima.
A mulher grávida pode se beneficiar de um programa de atividade
física de intensidade leve a moderada, ou seja de 15-50% do
VO2 max ou de 40-65% da FC máxima (8). Outros restringem esse
limiar de estímulo de treinamento para 50% do VO2 max ou a FC
de repouso mais 60% da diferença entre a FC máxima e a FC de
repouso (31), ou seja :
FC de exercício: FC repouso + 60% [ FC máxima
- FC repouso ]
Outra forma bastante prática e fácil de monitorizar o nível
de exercício na mulher grávida é o uso da percepção subjetiva
de esforço, já que a FC de repouso aumenta durante a gravidez
e a FC máxima pode diminuir no fim da gravidez. Considerando
a Escala de Borg com valores de 6-20, são recomendados como
níveis adequados de exercício valores de 12-14 (45) e na escala
de 0-10 e sugerido como limite superior 3 (36) na grávida não
treinada ....
DURAÇÃO
E FREQUÊNCIA
Dependendo do objetivo desejado, do nível de condicionamento
físico da mulher e da intensidade do exercício serão estabelecidas
a duração e a freqüência. Quanto maior a intensidade da atividade,
maior será a freqüência e duração. É recomendado que a mulher
cuja gestação esteja evoluindo normalmente mantenha um regime
de treinamento físico com uma intensidade de 60-70% da FC máxima
não além de 30 minutos três vezes por semana (31). A mulher
grávida atleta ou em melhores condições físicas pode se submeter
a programas de intensidades moderadas, mas de maior duração
e freqüência. Já a mulher grávida com estilo de vida sedentário
deve começar em níveis baixos de intensidade e avançar de forma
gradual. Entretanto, a medida que a gravidez progride, a mulher
tende naturalmente a diminuir o nível de atividade física....
CUIDADOS
E CONTRA-INDICAÇÕES DOS EXERCÍCIOS FÍSICOS
A - Contra-indicações absolutas: - Doenças miocárdicas
- Insuficiência cardíaca congestiva - Enfermidade cardíaca reumática
- Tromboflebite - Embolismo pulmonar recente - Enfermidade infeciosa
aguda. - Risco de parto prematuro - Colo uterino incompetente
- Gestação múltipla - Saneamento uterino, rotura da bolsa -
Retardo de crescimento intra-uterino - Macrossomia - Enfermidade
hipertensiva grave - Suspeita de estresse fetal
C- Contra-indicações relativas : - Hipertensão arterial
essencial - Falta de controle pré-natal - Anemia e outras alterações
sangüíneas - Enfermidade tiroideia - Diabetes mellitus - Obesidade
excessiva ou baixo peso extremo
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