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Período
Pré-Preparatório
Fase do Anteprojeto de
Treinamento
Nesta fase faz-se o primeiro contato
com o aluno, o trabalho a ser realizado e os objetivos a serem
atingidos, devendo ser levado em conta:
Condição
Inicial do Aluno : será estabelecido o tempo necessário
para a conclusão do objetivo;
Lastro Fisiológico do Aluno:
Passado atlético e experiência no treinamento de
musculação e hábitos alimentares;
Disponibilidade de Tempo: em função
deste é que os tipos de treinamentos serão escolhidos;
Prognóstico pra o Futuro:
Tempo necessário para se atingir o máximo de desenvolvimento
e refinamento muscular;
Condição Sócio-Econômica
do aluno: determina o quão qualitativo será
o treinamento, ou seja, se for necessário a utilização
de suplementação e uma dieta cara ou em que ramo
o aluno trabalha , sendo avaliado seu grau de energia para o treinamento.
Auxiliares ou Parceiros de Treino :
estes são fundamentais quanto a segurança do aluno
em treinamentos muito intensos;
Local de Treinamento: determina
as condições do treino. A disponibilidade dos equipamentos
e professor (se vai ser personal ou não ) ou se vai ser
feito em casa, praça etc...
Seleção dos testes para a
fase de diagnóstico: Avaliação Física
Fase de
Diagnóstico
Será feito
uma avaliação física do aluno (atleta) visando
sua saúde orgânica e músculo - articular .
Nesta fase é feito uma avaliação fisioterápica,
e da composição corporal do aluno, perímetros
musculares e influências dos biotipos no treinamento, ou
seja, é obtido um cálculo para projeção
de metas de composição corporal. Obtendo o peso
magro, peso gordo calculando a necessária composição
corporal ideal para que seja atingida no final da periodização.
Como atingir o % de gordura ideal - H=10-14% M=14-18% , por exemplo,
em casos estéticos. É feito também, junto
ao Nutricionista um inquérito alimentar desse aluno (atleta)
e diagnosticado os prováveis exageros alimentares, fazendo
a mudança de hábitos alimentares e de vida.
Período
Preparatório
Nesta fase há
uma composição dos MESOCICLOS, caracterizando um
comportamento da evolução do aluno. A união
dos mesociclos, formam blocos com características peculiares
em comum, formando 2 etapas de trabalho, onde cada qual representa
um momento específico no desenvolvimento do aluno:
Desenvolvimento
I : Composta de mesociclos básicos
e tem como finalidade fazer com que o aluno se adapte aos métodos
e técnicas de treinamento; correção de vícios
posturais e dismorfias; melhoria de coordenação
e criação de hábitos de vida mais disciplinados,
principalmente a nível alimentar . É subdividida
em :
Fase de Adaptação : Não
se preocupa com a melhoria do volume muscular do aluno, mas com
a adaptação de seu organismo como um todo e onde
os estímulos crescem em ritmo lento.
Fase
de Evolução: Onde as intensidades
já são mais fortes, entendendo-se que houve uma
boa adaptação e assimilação dos estímulos
iniciais.
Desenvolvimento
II : Nesta fase , busca-se características
como volume ou qualidade e definições musculares.
Podendo ser divida em:
Fase Especial : Composta de mesociclos
de preparação e tem como objetivo aprimorar as características
físicas (força e volume muscular ) que serão
pré-requisitos para as características físicas
finais objetivadas.
Fase
Específica: Nesta fase a ênfase
é no desenvolvimento das características físicas
finais (qualidade e definição muscular).
obs: a
duração de cada etapa vai depender da condição
do aluno, sendo de suma importância a existência das
2 etapas , mas não adiantará em nada dividir em
etapas um período preparatório inferior a 3 meses.
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Semanas
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0-4
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5-8
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9-12
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13-16
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17-20
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21-24
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Mesociclos
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Adaptação Orgânica
e
Ativação Metabólica
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Força Máxima
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Massa Máxima
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Qualidade Muscular
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Definição Muscular
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Fase
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Adaptação
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Evolução
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Especial
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Específica
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Etapa
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Desenvolvimento I
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Desenvolvimento II
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PERÍODO PREPARATÓRIO
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Período
de Competição ( fisiculturistas)
Na
busca da perfeição Física não basta
treinar seriamente, manter uma boa alimentação,
usar técnicas corretas e possuir uma excelente estrutura
genética; é fundamental que se atente para os quatro
principais requisitos básicos:
Volume
Muscular
Harmonia Muscular
Definição Muscular
Habilidade em Posar
Na última
semana de preparação apenas ajuda a mostrar o físico
em sua melhor forma. Sabe-se que numa dieta muito rigorosa , perde-se
considerável quantidade de massa muscular junto com a indesejável
gordura; o metabolismo torna-se deprimido e portanto menos eficiente
para queimar a gordura e consequentemente perde-se energia para
treinar intensamente. Também é verdade que se deve
chegar ao peso da ocmpetição (ou um pouco abaixo
dele ) pelo menos uma semana antes da competição.
Ao invés de tentar emagrecer na última semana, deve-se
tentar manter um nível relativamente baixo de gordura corporal
durante todo o período de treinamento, o que facilitará
muito quando do início da dieta de definição
para competição.
Pesquisadores
da IFBB (International Federation of Body Building) concluíram
que: "a melhor forma de se entrar em uma competição
é com tanta água e gordura que se possa ter sem
perder a definição muscular", porque reduzir
excessivamente a gordura acarreta na perda de considerável
quantidade de massa e forma muscular, já que a gordura
intramuscular contribui para manutenção destes.
É verdade que o excesso de água subcutânea
encobre a definição muscular, mas como cerca de
75% são constituídos de água e cada grama
de glicogênio (armazenado nos músculos) está
ligada a quase 3 gramas de água, conclui-se que , quanto
mais água, absorvemos melhor , desde que consigamos mantê-la
dentro dos músculos.
Período
de Transição
Este período
se inicia logo após a competição, mas devendo
propiciar um momento de estabilização (manutenção
daquilo que o atleta obteve durante o treinamento, para que quando
do início de novo macrociclo não seja necessário
retroceder demasiadamente nos níveis de volume e intensidade
de treinamento. Normalmente é feito em sua quase totalidade
através de atividades generalizadas (diferentes as da musculação).
Contudo , caso o atleta continue sua ativdade em musculação
normalmente, o treinador deverá selecionar mesociclos básicos
em que as intensidade são menores , desta forma, evitando
uma saturação psicológica do atleta. Este
período pode durar de 2 - 4 semanas, mas quando bem conduzido
permitirá uma expressiva aceleração do ritmo
do treinamento no reinício de um novo macrociclo, uma vez
que não se reduz substancialmente o nível de condicionamento
já adquirido.
Mesociclos
ADAPTAÇÃO ORGÂNICA/ATIVAÇÃO
METABÓLICA :
Tem predominância no volume, utilizando
no início do treinamento objetivando o aumento do lastro
fisiológico do atleta, tanto no nível neuro-muscular
quanto sistêmico. Predominância na utilização
de exercícios básicos.
Adaptação :
Volume
de séries - baixo
intensidade
de carga - baixa
>intensidade relativa - baixa
Ativação Metabólica
:
volume
de séries - moderado
intensidade
de carga - baixa a moderada
intensidade
relativa - moderada
FORÇA MÁXIMA :
Há uma substituição
da predominância do volume pela intensidade aqui, por seu
objetivo ser aumentar os níveis de força do atleta,
para obter a hipertrofia muscular. Exercícios básicos.
Volume
de séries - moderado a alto
Intensidade
de carga - alta
Intensidade
relativa - moderada alta
MASSA MÁXIMA:
Há predominância na intensidade
, objetiva a maior hipertrofia muscular possível tirando
proveito do aumento dos níveis de força pelo mesociclo
anterior. Equilíbrio entre os exercícios básicos
e isolados.
Volume
de séries - moderado a alto
Intensidade
de carga - alta
intensidade
relativa - alta
QUALIDADE MUSCULAR:
Há substituição da
intensidade pelo volume, objetivando o detalhamento dos contornos
musculares. Maior predominância de exercícios isolados.
Volume
de séries - alto
Intensidade
de carga - Moderada
Intensidade
relativa -alta
DEFINIÇÃO:
Há predominância de volume,
objetivando a maior redução possível do percentual
de gordura corporal do aluno. Predominância de exercícios
isolados.
Volume
de séries - alto a altíssimo
Intensidade
de carga - moderada a baixa
Intensidade
relativa - alta a altíssima
TRANSIÇÃO :
Compõe a etapa de manutenção
que normalmente ocorre no período de competição
do atleta. Sua maior característica é a diminuição
do volume e intensidade de treinamento.
Volume
de séries - baixo
Intensidade
de carga - baixa
Intensidade
relativa - baixíssima
Microciclos
Nos microciclos
de 3 sessões (ex: segunda, quarta, sexta), os estímulos
deverão ser distribuídos na semana de modo que
seus intervalos não ultrapassem um período superior
a 48 horas, se a opção for um microciclo de 4-5
sessões deve-se propiciar a recuperação
ativa. Eles podem ser :
INTRODUTÓRIO /RECUPERATIVO:
É utilizado
no início do programa de treinamento, bem como durante
este. É caracterizado pela realização de
várias sessões de treinamento de mesma intensidade,
podendo ter cargas fraca, média e forte . Tem como objetivo
adaptar o aluno a posteriores exigências de atividades
mais intensas, bem como propiciar uma recuperação
na passagem de uma carga para outra.
CONDICIONANTE:
É o
que aparece no mesociclo responsável pelas trocas fisiológicas,
podendo ser utilizado no início da preparação,
dependendo do nível de aptidão do aluno. Os tipos
de carga nele utilizados podem ser crescentes ou decrescentes,
ou até mesmo utilizar dois tipos de carga nos microciclos
de semana inteira [ex: seg (fraco), quar (mod), sex(forte) ou
seg(forte), ter (mod) , qui (mod), sex (forte)]. O objetivo
deste mesociclo é propiciar o incremento da capacidade
física específica objetivada para o condicionamento.
INTERMEDIÁRIO:
Tem como objetivo
propiciar a estabilização e/ou melhoria da perfornance,
devido à característica de sua intensidade, que
pode ser regular-decrescente [ex: seg (forte), qua(mod) , sex
( mod)] ou regular-crescente [ex: seg ( mod) , qua ( mod ) ,
sex ( forte)].
CONTROLE E AVALIAÇÃO:
Utilizado quando
se é necessário o teste de carga máxima.
Note que as cargas de trabalho fortes coincidem com os dias
de testagem, mas com um intervalo regular de recuperação
onde a carga de trabalho é mais fraca ou seja, carga
descrescente-crescente [ex: seg ( forte ), quar ( fraca), sex
( forte ) ].
Fonte:
Apostila do Curso
de Periodização de Treinamento aplicada ao Personal
Training - Eder Lima - Pós graduado em Treinamento Desportivo
e Musculação pela UGF, RJ.
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