Natação
Técnica do Golfinho
Considerado um estilo de
grande dificuldade, o nadador de golfinho deve ter força
para empurrar água e flexibilidade pra tirar os braços
para fora da piscina na hora de partir para outra golfinhada.
Posição
do corpo
Em decúbito ventral, mais plano possível para
evitar atritos.
Cabeça:
posicionada em uma atitude "normal" com a linha
da superfície da água. Existe um movimento
de flexão e extensão.
Quadril:
sofre um movimento ondulatório , que é resultante
do trabalho das pernas e movimento de cabeça.
Pernas:
os movimentos são simultâneos e representam
forte ação propulsora. As pernas não
batem, elas movimentam-se em decorrência da ondulação
do corpo.
Braços: 9 fases (em forma de R).
Entrada
Uma visão
lateral do nadador deve mostrar seus braços "mergulhando"
simultaneamente na água em um ângulo pequeno;
os braços simultâneos ficam estendidos, na
largura dos ombros; palma das mãos um pouco voltadas
para fora;término desta fase com braços em
extensão.
Deslizamento
Braços na largura
dos ombros para iniciantes e quando se nada mais calmo,
esta fase é mais acentuada.
Apoio ou Pegada
O movimento
deve ocorrer de forma suave e rápida, evitando a
tendência de "espirrar" água; o movimento
das mãos é feito para fora da linha média
(abdução) e um pouco para baixo; ligeira flexão
do punho; inicia-se a flexão do antebraço
sobre o braço; rotação medial de braços
com elevação do cotovelo.
Tração
ou Puxada
Movimento
de braços para fora e para baixo; movimento das mãos
para a linha média; palmas das mãos ligeiramente
voltadas para dentro; aumento da flexão do antebraço
sobre o braço.
Dominação
Mãos
mais próximas da linha mediana;braços e antebraços
foram um ângulo de 90 graus;fase de melhor posicionamento
das alavancas; continua a adução dos braços;movimento
das mãos para fora (abdução) e para
traz.
Empurrão ou Impulso
Braços
em adução (colados lateralmente ao corpo),
com os cotovelos elevados;palmas das mãos voltadas
para traz; movimento das mãos para traz
e um pouco para fora.
Finalização
Mãos no prolongamento
dos braços; inicia-se aqui a elevação
de mãos.
Recuperação
ou Descanso
Cotovelos
fletidos e elevados; mãos passam bem próximo
do quadril do nadador;elevação dos braços
pela lateral; braços estendidos e descontraídos;
a completa extensão dos cotovelos no fim da fase
de impulsão deve ser evitada;os cotovelos devem sair
da água antes das mãos.
Ataque
Braços
vão lateralmente para frente;flexão dos antebraços
sobre os braços após a linha dos ombros; Palma
das mãos voltadas para fora;
Pernas
Movimentos
simultâneos; existe maior eficiência na fase
descendente;grande participação na propulsão
do nada; na fase ascendente, sobe estendida e flexiona-se
no final; desce estendida.
Respiração
É
realizada ao nível da água sem oscilações
exageradas;inspiração pela boca e pelo nariz
de forma explosiva (rápida e intensa);bloqueio se
faz mais acentuado quando se nada devagar;expiração
feita pela boca e nariz.
Coordenação
Braços e pernas: Duas
pernadas por ciclo de braços (estilo típico
de competição) Uma pernada quando os braços
entram na água e a outra quando a mão está
na altura da cintura.As pernas se movem no sentido contrário
do quadril: quando elas sobem, ele desce e vice-versa.
Primeira pernada : término
da entrada e início do apoio
Segunda pernada: término
da finalização e início da recuperação
Braços e respiração:
O nadador, pode respirar a cada ciclo de braços
ou a cada duas braçadas ; a inspiração
é feita no final do empurrão ou impulso e
início da recuperação;termina na recuperação;
o bloqueio é feito no início do ataque até
o início do apoio; a expiração é
feita no princípio do apoio até o final do
empurrão.
Saídas
O primeiro
tipo de saída era balanceado . Jogavam-se os braços
para frente e pra traz. A primeira saída com
bases científicas foi a "Clássica",
em seguida a "Graab"ou "agarre". E mais
adiante, a saída "scoop", que é
de alto nível. No salto , se carpa o corpo, entrando
de ponta. Na parte submersa, eleva-se a cabeça e
a força vertical se transforma em horizontal. Portanto,
o nadador não vai ao fundo da piscina. Atualmente,
é usada a saída "graab"associada
ao "scoop". É a que dá melhor resultado.
Virada
Tocam-se
as duas mãos na borda acima ou abaixo do nível
da água; o toque deve ser simultâneo e simétrico;
larga-se uma das mãos e a outra é abaixada
em seguida lança-se o braço por cima, dando
a impulsão na parede de preferência com os
dois pés.
Dicas ao Professor
O movimento
de pernas flui naturalmente quando são dadas corretamente
as primeiras braçadas. Para facilitar o aprendizado
o professor deve conduzir os braços dos alunos,acompanhando
os contornos traçados na parede (fazer com giz ou
outro material). O aluno então acompanha várias
vezes o movimento desenhado até assimilá-lo.
Em seguida , o professor repete o processo no chão,
deixando o aluno no plano horizontal e por fim o aluno repete
tudo na água.
Após
os exercícios de respiração frontal,
o aluno está preparado para a primeira golfinhada.
Mas para dar a segunda , precisa aprender a se deslocar.
O professor pede para que dê uma série de saltos
à frente, deslizando na água. Nas primeiras
tentativas da segunda golfinhada, o aluno não precisa
tirar os braços da água e nem se preocupar
com a respiração. Depois que estiver fazendo
todos os movimentos bem, ele pode acoplar o movimento completo
com a respiração e tudo mais. É como
se fosse uma coreografia que se ensina passo a passo depois
une todas as partes.