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Síndrome da Articulação Temporomandibular
(ATM)
A síndrome da
articulação temporomandibular ocorre resultado
de um desequilíbrio dos músculos, articulações
e ligamentos mandibulares. Os sintomas são dores de cabeça,
no ouvido, na região da mandíbula (que se espalha
para o rosto e/ou pescoço), zumbido nos ouvidos e dores
ao abrir ou fechar a boca. Mas como esses sintomas também
ocorrem em outras doenças, muitas vezes esse problema
articular não é diagnosticado.
Possíveis causas:
· Bruxismo (ranger os dentes enquanto
dorme);
· Tensão dos músculos do pescoço
e ombros induzida por estresse;
· Mordida incorreta ou irregular;
· Fatores psicológicos.
Tratamento:
A síndrome da articulação
temporomandibular requer tratamento profissional especializado.
Podem receitar medicamentos antiinflamatórios, tranqüilizantes
ou relaxantes musculares; aparelhos para corrigir a mordida;
ou uma placa para ser usada ao dormir. Em casos extremos, pode
ser necessário tratamento cirúrgico.
Indica-se procurar ajuda profissional se ocorrer 1 ou
mais dos seguintes sintomas:
· Não consegue abrir completamente
a boca;
· Dor quando abre completamente a boca;
· Dor quando movimenta boca;
· Dor de ouvido, dor de cabeça ou dor na região
da mandíbula que se espalha para o rosto, pescoço
e ombros;
· Sons na articulação quando abre a boca
ou mastiga.
Para minimizar os sintomas:
· Evitar mascar chicletes;
· Tentar não abrir muito a boca;
· Massagear a região da mandíbula vária
vezes ao dia;
· Aplicar calor úmido na região da mandíbula.Use
uma toalha umedecida com água quente.
Como o estresse é um possível
fator causal, considere procurar também ajuda psicológica
e/ou adotar alguma técnica de relaxamento.
Bibliografia:
1. Okeson, Jeffrey P. Tratamento das
desordens temporomandibulares e oclusão. 4.ed. São
Paulo : Artes Médicas, 2000. 500p.
2. George a Zarb, Gunnar e Carlsson, Barry J Sessle, Norman
D Mohl. Temporomandibular joint and mastigatory muscle disorders
Copenhagen : Munksgaard, 1994. 623 p
CÂNCER BUCAL
O câncer bucal
tem origem a partir de uma célula que sofreu alterações
em seus genes, originando um tumor maligno. Isso ocorre porque
essa modificação genética causa alterações
na célula, no seu crescimento e na sua morte. Assim esta
célula modificada acaba se multiplicando desordenadamente
e se tornando um elemento estranho para o próprio organismo.
A presença de qualquer um desses
sinais merece um exame mais detalhado:
· feridas que não cicatrizam
em aproximadamente 14 dias;
· manchas brancas, vermelhas ou negras;
· carnes crescidas;
· caroços;
· bolinhas duras e inchaço na boca;
· dificuldade para movimentar a língua;
· sensação de dormência na língua;
· dificuldade para engolir são sinais indicativos
de anormalidades bucais.
Segundo o INCA - Instituto Nacional do Câncer
(Ministério da Saúde, Brasil). A incidência
desse tipo de tumor no Brasil é elevada, sendo o 6o tipo
mais comum entre os homens e 8o entre as mulheres.
Os principais fatores de risco para este tipo de tumor são:
· fumo;
· consumo freqüente de bebidas alcoólicas;
· exposição excessiva à radiação
solar.
Alguns fatores podem contribuir para o desenvolvimento do câncer
bucal, como:
· má higiene bucal;
· dentes quebrados;
· próteses removíveis parciais ou totais
mal adaptadas causando irritações locais;
· dieta pobre em vitaminas A, C, E;
· vírus HPV (papilomavírus humano).
Outros fatores como a ingestão de líquidos quentes,
o consumo de carne grelhada (churrasco) e a fumaça do
fogão de lenha parecem ter relação com
esses tumores.
A expectativa de cura varia de 85% a 100%
quando o câncer é diagnosticado e tratado na fase
inicial, por isso maior será a chance de cura e sobrevida
do paciente quanto mais cedo o tumor for descoberto e adequadamente
tratado.
Diante de um espelho, após retirar próteses ou
aparelhos removíveis, faça o auto-exame procurando
por algo que lhe pareça anormal da seguinte maneira:
1) veja se no rosto há algum
sinal que você não notou antes;
2) observe no lábio se há manchas ou feridas;
3) puxe o lábio de baixo e examine-o por dentro; faça
o mesmo com o lábio de cima;
4) abra a boca e estique a bochecha; faça isso dos dois
lados;
5) ponha a língua para fora e observe sua parte de cima;
6) puxe a ponta da língua para o lado direito e depois
para o lado esquerdo e observe as laterais da língua;
7) coloque a ponta da língua no céu da boca e
examine a parte de baixo da língua e o soalho da boca;
8) incline a cabeça para traz e examine o céu
da boca;
9) ponha a língua pra fora e observe a garganta.
Para indivíduos
não-fumantes, recomenda-se fazer o auto-exame bucal a
cada 6 (seis) meses e, para os fumantes, a cada 3 meses. O ideal
é fazer 1 (uma) vez ao mês para que qualquer alteração
da normalidade da boca seja prontamente detectada.
Bibliografia
1. Neville, B. W.; Damm, D. D., Allen,
C. M., Bouquot, J. E. Patologia Oral e Maxilofacial. 1a. ed,
ed. Guanabara-Koogan, 1995.
2. Andrade, F. P. Qualidade de vida de pacientes com câncer
bucal. Pesquisa Odontológica Brasileira, v. 17, Sup.
2, p. 89, ago. 2003.

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