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Pergunta enviada em 23/05/2012 00:35 por Flávio Mariano

ESPECIALIDADE: Musculação

PERGUNTA: Exercícios isométricos
Olá a todos. Vejo muitos colegas de academia conjulgar vários exercícios dinâmicos com isometrétricos. Por exemplo: executar a extensão de joelhos na cadeira(extensora), logo após, ficar agachado encostado na parede por alguns segundos (cerca de 10, 20), entre outros parecidos. Um certo professor de faculdade disse que o correto, seria fazer exercícios isométricos apenas por cerca de 3 segundos, pois mais que isso, gera fadiga desnecessária sem trabalho dinâmico da musculatura. Gostaria da opinião de vocês. Obrigado.

 


23/05/2012 10:30
Robson Badlinotti respondeu:

Obrigado pelo contato Flávio!
É uma variável no treinamento válida, usada até mesmo para clientes que tem desgaste articular, devido não podermos realizar grande exigência em repetições.
No caso de clientes sem patologias essa variável é interessante justamente para aumentar a fadiga muscular e as microlesões, inclusive se nosso cliente for atleta de alguma modalidade devemos realizar essa isometria na amplitude ideal da especificidade de seu esporte.
ATT e à disposição
ROBSON BALDINOTTI.
www.personalrobson.com.br


24/05/2012 09:35
Mauriti M.C.Júnior respondeu:

Olá devemos sempre verificar o objetivo e o público em questão. No que se refere a hipertrofia, não vejo fundamentação fisiológica para isometria, existe um exercício em particular que sempre gostei de solicitar a meus clientes um breve intervalo entre as fases. Neste caso específico a cadeira extensora, mas por um motivo, por ser comum notar que os alunos não tinham controle entre o término da fase concêntrica e excêntrica do movimento. Já por exemplo: um cliente que pratique "escalada" é interessante e fundamental que haja um treinamento com isometria, já que esta é uma "ação" muscular usual na prática esportiva. Sendo assim o princípio da especificidade é fundamental.

personaljunior.blogspot.com/


24/05/2012 11:48
Luiz Carlos de Moraes respondeu:

Prezado prof. Flávio!

Uma das recomendações do exercício isométrico é o de aumentar a força muscular no ângulo articular em que estiver sendo executado. Ou seja, todo exercício dinâmico o indivíduo será capaz de executar as repetições sugeridas com a carga em que o músculo ou grupo muscular é capaz de sustentar na angulação articular da desvantagem mecânica. Sabe-se que nos outros ângulos do arco de movimento quanto maior a vantagem mecânica menor será o esforço exigido. (Geraldes, 1993). A contração isométrica promove hipertrofia dos elementos não contráteis do músculo aumentando sua força sem aumentar o volume ao contrário do trabalho dinâmico que promove hipertrofia dos elementos contráteis refletido do volume muscular.
Sendo assim, qualquer exercício onde seja detectada uma fraqueza muscular maior em determinada angulação articular e/ou num gesto esportivo como citaram os colegas acima podemos, por exemplo, executar um exercício qualquer com a citada paradinha de 3 a 5 segundos justamente na angulação de maior fraqueza muscular. Esse é o verdadeiro objetivo dessas paradinhas isométricas e, por conseguinte não deve ser feito aleatoriamente como costumamos ver em aulas de ginástica localizada. As paradinhas devem ser feitas na angulação onde tenha sido detectada uma fraqueza muscular do cliente. Significa dizer também que num atleta de qualquer modalidade ou mesmo atividade funcional não seja necessário fazer exatamente igual nas duas pernas ou braços. Um corredor, por exemplo, dificilmente tem a mesma amplitude de passada nas duas pernas que pode ser corrigido com exercícios isométricos conjugado com alongamento específico na perna mais fraca. Isso é fácil de ser notado especialmente no terço final de cada prova. Um idoso que tenha dificuldade de sentar e levantar de uma cadeira pode-se aplicar treinamento isométrico nos exercícios de agachamento ou meio agachamento dependendo das dificuldades previamente avaliadas. Ou seja, a aplicabilidade da contração isométrica é infinita sendo muito usada inclusive na fisioterapia especialmente nas recuperações de lesões de joelho.
O certo professor de faculdade citado está correto quando fala em fadiga desnecessária.
Espero que a resposta atenda. Prof. Moraes

Bibliografia sugerida:
COSTA, Marcelo Gomes - Ginástica Localizada. Ed. Sprint, 2ª edição, R.J. 1998
FLECK, Steven J. e KRAEMER, Willian J. Fundamentos do Treinamento de Força Muscular - 2ª edição. Editora Artmed. São Paulo, 2002.

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