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382. Contrato de
prestação de serviços para escolinha de futebol-
22/04/02
Tenho
uma escolinha de futebol para garotos e gostaria de obter um modelo
de Contrato de Prestação de Serviços da escolinha
de futebol para meus alunos, poderiam me informar se tem no mercado
algum livro que possa ser adquirido, algum modelo padronizado? Haja
visto que alguns garotos se destacam e são levados para outros
clubes e por não terem nem um vínculo não posso
pleitear as despesas que tive com eles. Bene
Oi Benedito, recebemos duas contribuições, do Consultor
Prof.
Marcelo De Oliveira , e Prof.
Romu Romualdo, que lhe aconselham o seguinte:
Prof.
Marcelo De Oliveira:
Caro Bene,
Para ter uma garantia de bons resultados contratuais
é necessário que a empresa (escolinha de futebol) tenha
um departamento jurídico, ou seja, que tenha um advogado competente
que esteja regulando a parte jurídica. Cada contrato pode ter
um tipo de característica. É claro que também pode
ser padronizado, mas, mesmo assim, talvez ocorram situações
que você tenha de recorrer ao advogado para estabelecer cláusulas
diferenciadas. Infelizmente desconheço no mercado algum livro
que satisfaça sua necessidade, porém é importante
ressaltar que, independente disto, a empresa precisa de apoio jurídico
de um advogado. Este profissional saberá como proteger legalmente
o vínculo do seu aluno com a escolinha. Abraço, Marcelo.
Prof.
Romu Romualdo,
Eu li uma matéria na Revista Brasileira de
Direito Desportivo que talvez possa ir de encontro ao que o Bene esta
procurando. Não se trata de um contrato como foi solicitado mais
informação importante para tomada de decisão. Esta
revista foi lançada este mês e está no primeiro
número. Você não vai encontrar em bancas tem que
solicitar pelo site: www.ibdd.com.br
A fonte é: Santoro, L.
F. G. A natureza jurídica das indenizações de formação
e de promoção devidos ao clube formadores do atleta. Revista
Brasileira de Direito Desportivo, Pg26, OAB/SP, n°1,2002.
Esta semana mais provavelmente no dia 10/05, estaremos reunidos com
o pessoal das escolinhas de futebol caso eu tenha mais informação
eu repasso para vocês. Um abraço. Romu.
383.
Perda de massa muscular nos pacientes
portadores de HIV - 26/04/02
O tema da minha monografia é:
"A PERDA DE MASSA MUSCULAR
NOS PACIENTES PORTADORES DE HIV".
Gostaria que vc's pudessem me sugerir
qualquer material relativo ao tema:
bibliografias , sites, etc... Obrigada.
CAMILA
Olá Camila !! Nosso Consultor
Ft.
Marcos Vidal, contribui
sugerindo alguns sites para você.
Veja:
Minha sugestão é que
entre nos sites abaixo e inicie
sua pesquisa utilizando as seguintes
combinações para palavras
chaves - MUSCULAR E AIDS, TROFISMO
MUSCULAR E AIDS, ATROFIA E HIV,
HIPOTROFIA E HIV . . .
* U.S. National Library - www.nlm.nih.gov
- inicie pela opção
" Health Information ".
* Instituto da Criança -
www.icr.hcnet.usp.br
- inicie pela opção
biblioteca e a seguir clique em
" Medline ".
* BIREME - www.bireme.br
- clique em Medline ou Lilacs.
Caso seja insuficiente para a sua
monografia contate novamente que
nos mobilizaremos por você.
Marcos Vidal.
Leia Mais:
Atividade
Fisica x Câncer
384.
Acromioplastia na Síndrome
do Impacto - 26/04/02
Onde encontrar material sobre ou
o que é acromioplastia na
Síndrome do Impacto . Débora
- Fisioterapeuta
Oi Débora, contamos mais
uma vez com a ajuda dos amigos Ft.
Marcos Vidal, e
Prof. Luiz Moraes,
para lhe trazer esclarecimentos:
Ft.
Marcos Vidal,
A acromioplastia
é a reconstrução
cirúrgica das condições
estruturais e/ou funcionais do osso
acrômio. Ocorre nos casos
de fratura do acrômio ou fratura
luxação acrômioclavicular
decorrente de trauma violento, podendo
comprometer músculos e tendões
nele inseridos, como o deltóide
anterior e parte do músculo
trapézio.
Na Síndrome
do Impacto a fratura do acrômio
ocorre por avulsão do fragmento,
ou seja, um movimento muito brusco
e/ou trauma associado a potente
contração muscular
causará a fratura e posterior
" arrancamento " do fragmento
pela força contrátil
do m. deltóide anterior e/ou
m. trapézio. A fratura do
acrômio na Síndrome
do Impacto não consta como
um quadro frequente.
Estando sempre disponível
em dividir com você. Marcos
Vidal
Referências
bibliográficas:
Distúrbios e Lesões
do Sistema Musculoesquelético
- Robert B. Salter, p 474 - 75,
Ed. MEDSI -
site: www.bireme.br
Prof.
Luiz Moraes,
Uma das articulações
mais visadas e foco de boa parte
das discussões é a
do ombro, (glenoumeral) oferecendo
uma vasta variedade de movimentos
por ser do tipo Esferóide
- Cabeça esférica
e encaixe em cavidade arredondada
porém rasa, permitindo grandes
e amplos movimentos. Apesar de Esferóide
não é como a do quadril
onde o fêmur se encaixa perfeitamente
numa cavidade profunda oferecendo
melhor estabilidade. A glenoumeral,
é estabilizada pelos ligamentos
relativamente frouxos e principalmente
pelos músculos do manguito
rotator (o Supraespinhoso, o Infraespinhoso,
o Subescapular e o Redondo Menor.).
Devem trabalhar sempre em harmonia
como deltóide peitoral costas
e em sincronismo com a cintura escapular.
Os problemas
de dores nessa articulação,
muitas vezes tem origem no excesso
de uso na prática esportiva
como vôlei, natação,
beisebol (Hall 2000) e ou na falta
de sincronismo entre esses grupos
musculares na escolha de determinados
exercícios físicos
na musculação. Entre
eles a puxada por trás. A
maior parte das lesões e
ou luxações de ombro
podem ocorrer no sentido anterior
estando relacionada ao movimento
de abdução, rotação
externa e ou extensão. (Hall
2000; Iversen 1985; Mellion 1997),
movimentos do nado e o vôlei
onde a gente levanta e roda o braço.
O espaço entre a cavidade
glenóide e a cabeça
do úmero é conhecido
como espaço subacromial preenchido
por partes moles e entre as funções,
uma, é de evitar o atrito
dessas duas partes ósseas.
As lesões nessa região,
segundo a literatura atual, podem
ter três origens: impacto
mecânico (extrínseco),
alterações fisiológicas
no espaço subacromial (intrínseco)
e fraqueza muscular no manguito
rotator. Essa fraqueza muscular
pode gerar um desequilíbrio
de forças vetoriais fazendo
com que a cabeça do úmero
atrite contra o acrômio gerando
as dores e possíveis lesões,
principalmente se o deltóide
estiver bem desenvolvido.
É consenso
entre os estudiosos que uma das
funções do manguito
rotator é centralizar exatamente
a cabeça do úmero
da cavidade glenóide. Entre
os adeptos à musculação
é normal a preferência
de um e outro exercício,
destinados, principalmente aos músculos
que aparecem, sendo os campeões
entre os homens o supino com suas
variações e as puxadas,
respectivamente destinados ao desenvolvimento
do peitoral e do grande dorsal,
fato que pode levar inadvertidamente
ao desequilíbrio muscular
citado.
Os diversos métodos
de treinamentos: agonista / antagonista,
parcelado, completo por articulação,
alternado por segmento e etc. não
foram criados por acaso, da mesma
forma as séries e repetições
com objetivos bem distintos. Sendo
assim, quando, pensamos em peitoral
bem desenvolvido precisamos lembrar
dos músculos lá de
trás, os da cintura escapular
e os do manguito rotator direcionando
o movimento. Se pensamos em um bom
bíceps temos o tríceps
fazendo o papel de antagonista.
Portanto, não adianta gostar
só de supino. Para desenvolver
uma musculatura harmoniosa mesmo
não gostando, a prescrição
do exercício inclui remada
sentada aberta e ou fechada, crucifixo
invertido e plano, voador entre
outros.
A maioria dos
estudos até agora, inclusive
feitos em cadáveres mostraram
que a causa principalmente da síndrome
do impacto intrínseca está
na
fraqueza do manguito rotator. As
extrínsecas, podem ter origem
nos esportes de contato físico.
Aí, caso a caso, depende
da opinião médica
e
pode ser imprevisível.
No site www.noticiasdocorpo.com.br
a matéria que entra no ar
essa semana estarei falando sobre
o assunto, especificamente da síndrome
do impacto relacionada ao exercício
"puxada por trás".
Um grande abraço e espero
estar acrescentando.
Luiz C. Moraes CREF1 RJ 3529
Sugestão
de sites:
www.bireme.br
Sports
Physical Therapy - artigos
Sociedade
Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
Jornal
de Medicina de Reabilitação
Fisiobrasil
- artigos e teses
Fisioterapia.com.br
(publicações)
www.unisa.edu.au/search/searchunisa.htm
Boa
Saúde
Marcos Vidal

385.
Contra-indicação do
Voador - 26/04/02
Sou
Fisioterapeuta e trabalho numa academia,
normalmente, dependendo da gravidade
de uma escoliose, diagnosticada
em uma avaliação postural,
temos contra-indicado o uso do aparelho
voador. Gostaria de saber a opinião
de um especialista na área
para confirmar ou não as
minhas ações! Daniela
Dreher
Cara
usuária Daniela, enviamos
sua pergunta para alguns consultores
e recebemos um retorno do Ft. Marcos
Vidal. E para facilitar a visualização
de nossos usuários, fizemos
uma descrição da movimentação.
Corrija-nos se estivermos equivocados.
Descrição
do Exercício enviada ao Dr.
Luzimar pelo CDOF:
É um banco
com encosto em que o praticante
se assenta, primeiramente, de costas
para o aparelho com as pernas abertas
com os pés apoiados no chão,
os braços com os cotovelos
na altura dos ombros e mãos
para cima segurando duas pás
executando uma adução
horizontal de ombros forçando
o aparelho para frente (trabalho
de musculatura peitoral e ombros).
Não há movimentação
de rotação de tronco,
pois,movem-se apenas as articulações
dos ombros e ainda com as costas
apoiadas no encosto do banco.
Outro exercício
executado é neste mesmo aparelho
voador, mas de frente para o encosto
do aparelho e com o queixo apoiado
ou não, dependendo do tamanho
do praticante. Segura-se em uma
barra com cada mão, cotovelos
para fora, na altura dos ombros,
trazendo-os para trás executando
uma abdução horizontal
de ombros (trabalho da musculatura
das costas e ombros), sem rotação
de troncos, pois o abdome é
apoiado o tempo todo neste encosto
do banco. As pernas também
apoiam-se à frente, ligeiramente,
abertas e confortáveis.
Ft.
Marcos Vidal,
É bom poder dividir com um
colega de profissão.
As escolioses mais frequentes nos
usuários de academias são
classificadas, segundo Salter, não
estruturais causadas por vícios
posturais, dores e espasmos e/ou
encurtamento de membros inferiores,
sem componente rotacional das vértebras
que compõem a curva escoliótica.
A coluna vertebral sem deformidades
desenvolve, naturalmente, uma rotação
vertebral com projeção
anterior da apófise transversa
do lado da concavidade como consequência
de uma inclinação
lateral. Em portadores de escoliose,
a predisposição a
desenvolver a rotação
vertebral é ainda maior com
forte tendência a tornar -
se permanente.
Tudo isso para colocar que compartilho
de sua conduta, pois o fortalecimento
dos músculos peitorais como
é feito no peck - deck (Voador)
poderia aumentar o desequilíbrio
posterior podendo levar a uma rotação
interna de ombros e escápulas
abduzidas, dificultando a redução
da escoliose torácica ou
cervical.
Talvez o mais indicando seria incluir
uma série de exercícios
unilaterais de alongamento do lado
côncavo e fortalecimento do
lado convexo seguido por fortalecimento
de tronco e membros superiores a
ser realizado no solo, barra e/ou
água constituindo uma ficha
personalizada demonstrando uma conduta
profissional e consciente. Consciência
profissional que você já
apresentou ao procurar solucionar
sua dúvida, aqui no site
ou em qualquer outra fonte de informações.
Um abraço . Marcos Vidal
Fisiologia Articular - I. A. Kapandji,
vol. 3, p 42 - 3, Ed. Manole
Prof.
Luiz Moraes,
O
exercício do voador é
tradicionalmente destinado ao desenvolvimento
do peitoral e a porção
anterior do deltóide e deve
seguir alguns
procedimentos respeitando a biomecânica
a saber:
*O ajuste do banco no aparelho deve
ser feito deforma a posicionar a
articulação dos cotovelos
um pouco abaixo da linha dos ombros
e não formando um ângulo
de 90º. Esse angulação
pode estressar os ligamentos e articulações
escápulo-umeral.
* Os braços devem se posicionar
alinhados com a posição
natural da escápula, um ângulo
de 30º formado com o plano
frontal (Kapandji 2000).
* Durante a execução,
fase concêntrica, o aluno
deve manter todo o antebraço
apoiado em contato com a almofada.
Há uma tendência de
afastar o cotovelo e ou flexionar
o punho na passagem da vantagem
para desvantagem mecânica
quando o exercício se torna
mais pesado.
* Na fase excêntrica, negativa,
a velocidade deve ser controlada
amortecendo o movimento sem deixar
as placas "baterem", ato
que pode
provocar "trancos" nas
articulações e possíveis
dores articulares.
* As curvaturas da coluna devem
ser mantidas nas posições
naturais e o ato de basculação
anterior do quadril "encaixar
o quadril", só deve
ser recomendado à pessoas
com hiperextensão lombar,
assim mesmo, de modo a corrigir
apenas o excesso de curvatura. Ou
seja, sentado direito!
Este exercício,
como na maioria dos com aparelho,
trás a vantagem de concentrar
o trabalho nos músculos visados
com menor participação
dos músculos estabilizadores,
como por exemplo os extensores do
cotovelo.
Vale lembrar que
a cintura escapular tem movimentos
que facilitam a execução
de vários exercícios
mas, essa articulação
tem ângulos anatômicos
a serem respeitados. A escápula,
por exemplo, não fica, no
plano frontal e sim oblíquo,
formando com o plano frontal um
ângulo de 30º e com a
clavícula 60º. Esse
fato é importante, por exemplo,
na execução do exercício
voador. A posição
inicial, a princípio, deve
partir dessa angulação,
sobretudo para os iniciantes porque
é uma posição
de conforto. Partindo do plano frontal
os músculos peitoral e as
porções I e II do
deltóide, partirão
da posição em pré-estiramento
com as escápulas abduzidas
e aproximadas. Nesse caso o ângulo
entre a escápula e a clavícula
tende a aumentar em aproximadamente
70º. MOVIMENTO DE DESLOCAMENTO
LATERAL, segundo Kapandji 2000.
Se por um lado
o iniciante deve respeitar esses
ângulos anatômicos na
execução dos exercícios,
o intermediário e o avançado,
se não treinar
angulações máximas,
a flexibilidade diminui. Portanto,
nos exercícios voador, no
supino e no crucifixo, a abdução
máxima horizontal, dependendo
do indivíduo, deve ser treinada
pelo menos de vez em quando. O fastamento
máximo entre as posições
extremas das escápulas no
plano posterior é de 15 cm.
MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO
LATERAL.
Na execução
do tradicional exercício
de encolher os ombros, destinado
ao trapézio, a escápula
faz o movimento de TRANSLAÇÃO
VERTICAL com um deslocamento de
10 a 12 cm. Outro movimento descrito
por Kapandji é o de SINO
OU BASCULAÇÃO. Na
abdução dos braços
de 0 a 180º, o lado inferior
as escápula (ângulo
inferior) desloca-se para fora com
um eixo de rotação
percorrendo um
ângulo total de 60º.
Nunca é
demais lembrar, também, que
a prescrição dos exercícios
passa pela observação
dos exercícios agônicos
e antagônicos. Ao se programar
o voador não devemos esquecer
do crucifixo invertido. As musculaturas
devem estar em equilíbrio
na correção da postura.
Espero estar contribuindo. Um grande
abraço. Luiz C. Moraes CREF1
RJ 3529

386.
Como pode ser trabalhada e utilizada
a corrente farádica na espasticidade?
- 26/04/02
Olá!
Gostaria de saber como pode ser
trabalhada e utilizada a corrente
farádica na espasticidade?
Desde já agradeço.
Cheila
Oi Cheila, contamos com os esclarecimentos
de nosso novo Consultor o Ft.
Marcos Vidal,
que gentilmente lhe enviou o seguinte:
Olá Cheila !!
È muito
bom ter você aqui no site
e espero poder te ajudar.
Antes de eleger
a corrente mais adequada se faz
necessário responder algumas
perguntas, tais como:
* O músculo é sadio(
A.V.C., T.C.E., . . . ) ou lesado
(Miastenia Gravis, Distrofias Musculares,
. . . ) ?
* Qual o tamanho do músculo
a ser estimulado ?
* O padrão flexor ou extensor
se dá por retração
musculotendínea, fraqueza
dos antagonistas ou espasticidade
pura ?
A eletroestimulação
com correntes russas (2500 Hz) ou
correntes heteródinas (4000
Hz) e ondas exponenciais são
as mais indicadas para romper e
controlar a espasticidade.
Após ter
se certificado das respostas para
as questões acima e não
havendo outra possibilidade, a corrente
farádica pode ser usada,
principalmente, se for do tipo farádica
modificada. Tendo sempre em mente
que a faradização
só está indicada para
músculos sadios, ou fase
espástica, visando, principalmente,
estimular os antagonistas.
A utilização
da faradização, nesses
casos, demanda muita sensibilidade,
conhecimento técnico e científico
por parte do profissional pois,
entre efeitos indesejáveis,
predispõe o músculo
à fadiga e o músculo
espástico é um músculo
fraco e tetanizável por excelência.
Salientando que a espasticidade
pode ser muito útil na realização
da marcha ou de outros movimentos,
desde que controlada. Razão
pela qual, nem sempre é necessário
eliminá-la por completo.
Um abraço . Marcos Vidal
Referências
* Diagnóstico e Tratamento
de Lesão da Medula Espinal
- Júlia Maria D'Andréa
Greve / Maria Eugênia Pebe
Casales - Ed. Roca
* Eletroterapia de Clayton - Kitchen
- Ed. Manole
387.
A
Ginástica Olímpica
atrapalha o crescimento?
29/04/02
Estou fazendo uma monografia para
pós-graduação
em fisiologia do exercicio e o tema
é: Ginastica Olímpica
atrapalha o crescimento? Muito obrigado.
Priscila Silverio dos Reis - Profa.
E.F.
Oi Priscila, enviamos sua pergunta para alguns Consultores
e recebemos o retorno de dois colegas:
Dr. Renato
Romani, diz o seguinte:
A Ginástica Olímpica não atrapalha
o crescimento, assim como o basquete não faz crescer; acontece
que o treinamento excessivo na ginástica Olímpica pode
causar maiores problemas e desta forma comprometer o crescimento. Em
São Paulo, no clube da Hebraica, estamos desenvolvendo um protocolo
de pesquisa para elucidar melhor esse fato, para maiores informações
entre em contato comigo pelo meu E-mail renatoromani@hotmail.com.
Atenciosamente. Dr Renato Romani
Ft. Marcos
Vidal,
Olá Priscila!!
Na verdade vou incitar o questionamento iniciando
com a padronização, com fins didáticos, do grupo
a ser estudado: grupo misto na fase pré- pubertária, com
mesmos aspectos sócio-econômicos, culturais, estruturais
e genéticos, intelectuais, nutricionais e psicoemocionais. Obedecendo
a mesma rotina no horário das refeiçôes, de repouso,
atividades intelectuais e lazer com o mesmo número de horas,
sem utilização de suplementação farmacológica
(esteróides, estimulantes, hormônios, . . .).
Nâo é preciso continuar para perceber
que na utopia do nosso fantasioso grupo a ser estudado já reside
parte da resposta na forma de uma pergunta: " As alterações
de crescimento em qualquer modalidade desportiva decorrem da atividade
física em si ou da intensidade/tipo de treinamento associado
a baixa reposição de todos os elementos que assegurem
o equilíbrio orgânico, cognitivo e emocional ?!
É notório o favorecimento do desenvolvimento
da criança submetida a atividades físicas bem dosadas
no treinamento, na exigência do atleta e no tempo de reabilitação
em caso de lesão. Crianças e pré-púberes
submetidos, precocemente, a treinamentos intensos de alta impacção
ósteocondral presdipõe-se a desestabilizações
osteogênicas e articulares que com o aumento do trofismo muscular
na puberdade podem levar a lesões na pré-adolescência
/adolescência ou fase adulta.
Damsgaard, Bencke e cols(3) analisaram um total de
184 crianças (96 meninas / 88 meninos) que desenvolviam treinamento
de competição em quatro modalidades; natação,
handebol, tênis e ginástica olímpica. Após
seu estudo concluiu que não haviam alterações significativas
no crescimento pubertário, levemente confrontado por Caine, Lewis
e cols(1) que relata uma atenuação do crescimento pubertário
em meninas ginastas olímpicas durante a fase de treinamento seguido
por alguns meses após término dos treinamentos de competição.
Esperando ter estimulado o seu senso crítico
e apresentado embasamento para a confecção da sua monografia,
fica apenas o meu desejo de sucesso. Marcos Vidal.
Referências:
1.
Does gymnastics training inhibit
growth of females?
Caine D, Lewis R, O'Connor P, Howe
W, Bass S. - E-mail: dencaine@cc.wwu.edu
Department of Physical Education,
Health and Recreation, Western Washington
University, Bellingham, Washington
98225-9067, USA. Clin J Sport Med
2001 Oct;11(4):260-70
2.Consequences
of sport training during puberty
Roemmich JN, Richmond RJ, Rogol
AD.Department of Pediatrics, State
University of New York at Buffalo,
14214-3000, USA. roemmich@buffalo.edu
- J Endocrinol Invest 2001 Oct;24(9):708-15
Related Articles, Books, LinkOut
3. Is
prepubertal growth adversely affected
by sport?
Damsgaard R, Bencke J, Matthiesen
G, Petersen JH, Muller J. - Department
of Growth and Reproduction GR, Rigshospitalet,
Copenhagen, Denmark. rasmus@rh.dk
: Med Sci Sports Exerc 2000 Oct;32(10):1698-703
Sites:
* Gatorade Science Sports Institute
- www.gssiweb.com
* American College Of Sports Medicine
- www.acsm.org
Boa
sorte !
388.
Treinamento para o Futebol - 30/04/02
Sou acadêmico de Educação
Física e jogador de futebol
do Americano de Campos-RJ. Tenho
20
anos e faço musculação.
Estou voltando aos treinos agora
e como fiquei parado 2 meses e continuei
malhando, hipertrofiei bem a musculatura
e estou com o corpo bem definido.
Tenho 1,70 e estou pesando 74kg.
Na musculação, qual
exercício devo fazer, para
hipertrofia (como eu tava fazendo)
ou para definição?
Eu no futebol sempre me destaquei
pela velocidade e estou com medo
de perdê-la fazendo este trabalho
de hipertrofia. Gostaria saber de
vocês qual o melhor trabalho
. Abraços Felipe!!!!
Oi
Felipe, trouxemos alguns estudos
vindo logo abaixo do retorno do
Prof.
Walmor
e veja o que ele pensa a respeito:
Oi Felipe ! Eu
gostaria de deixar bem claro, que
a hipertrofia é importante
no treinamento de futebol porque
o jogador necessita acelerar o seu
peso corporal para poder mover-se
mais rápido e solicitar a
capacidade aérobia por um
longo período. Um trabalho
de hipertrofia muscular ideal deve
estar concentrado nos músculos
responsáveis pelos movimentos
de aceleração no futebol.
Esse trabalho deve ser realizado
durante quatro a seis semanas durante
a periodização com
sobrecarga média (algo em
torno de 40% a 60% da força
máxima) com número
ideal de repetições
que não devem ultrapassar
dez (10), então a sobrecarga
tem que ser realizada com devido
esforço.
Com certeza, um trabalho de hipertrofia
muscular terá extrema importância
no seu treinamento. Espero ter contribuído
de alguma maneira para a sua pergunta.
Pesquisa
CDOF:
De acordo com o Ekblom, B. - Applied
Physiology fo Soccer. Sports Medicine
3 : 50-60, 1986,
O futebol de campo
é caracterizado como um exercício
de alta intensidade, intermitente
e não contínuo. Os
jogadores percorrem aproximadamente
10 km por partida, dos quais 8 a
18% em velocidade máxima
individual. Nos níveis mais
altos de competição
existe um maior número de
disputas pela posse de bola e cabeceios,
além disto uma maior % da
partida é desempenhada em
velocidade máxima. A média
da energia aeróbica produzida
durante uma partida ao nível
nacional é de 80% aproximadamente,
do máximo individual. A média
da concentração de
lactato sanguíneo durante
a partida é de 7-8 mmol/L.
Devido a alta produção
de energia, ao final, os jogadores
têm suas fontes de glicogênio
depletadas, estão desidratados,
tendo também um aumento da
temperatura corporal.
Os futebolistas
de nível nacionais e internacionais
têm uma potência aeróbica
máxima de 60-65ml/kg/min,
uma alática acima da média
e uma maior capacidade de tamponamento
e força muscular quando comparados
com indivíduos destreinados,
pertencentes a um grupo controle,
embora pareçam menos flexíveis.
Por correr
de 8-11 km em uma partida o jogador
profissional precisa ter uma boa
capacidade aeróbica para
saltar, andar, trotar, correr em
uma velocidade submáxima
e até piques de "sprints".
Um indivíduo treinado se
recupera mais facilmente. O que
varia com a posição
que ele ocupa. Os meio-campos correm
mais que os outros. Os laterais
usam a velocidade máxima
em direção ao meio
do campo e também o "sprint"
em direção ao gol.
O método mais utilizado de
treinamento é o intervalado
que caracteriza o desenvolvimento
do jogador em campo. Alternando
intensidades diferentes de corrida
e caminhada, ou seja, caracterizada
por um esforço e um descanso.
Hoje em dia, o parâmetro para
medir a capacidade de um jogador
é o limiar anaeróbico,
ou seja, o ponto em que o organismo
passa a priorizar o consumo de glicogênio
e não de gordura corporal.
Um grau de esforço dentro
do cansaço. A medida do Limiar
anaeróbico se dá com
a medição da produção
de lactato. Através deste
teste é possivel saber em
que ponto o jogador vai ultrapassar
seu limiar aneróbico, podendo
melhor treiná-lo em termos
de intensidade de esforço
(priorizando o sistema anaéróbico
).
Como em um jogo
de futebol, o jogador experimenta
momentos de piques de maior ou menor
intensidade vai precisar trabalhar
em ambos, aeróbico e aneróbico.
Segundo os especialistas, o que
faz um campeão é o
limiar anaeróbico e não
o VO² máx, pois o objetivo
no Futebol de Campo não é
aumentar o Vo² máx ,
mas sim aproximar cada vez mais
do limiar anaeróbico do treinando
ou treinar acima dele.
Segundo o Prof. Mauro Heleno Chagas
da EEFUFMG o trabalho de força
do jogador deve estar baseado em
três diferentes tipos::
Potência:
Quanto mais rápido o jogador
atingir a força máxima,
num espaço menor de tempo,
melhor será seu desempenho.
Resistência
de força: Ele precisa
de força para suportar a
fadiga com cargas elevadas, repetitivas
e de alta intensidade, em trabalho
estático ou dinâmico.
Força
Relativa: Embora a potência
predomine a força relativa,
quanto maior o peso, maior a força
relativa. FR=peso total/massa corporal
magra. Quanto maior a força
relativa, maior tempo vai conseguir
o indivíduo exercendo sua
força.
Força máxima
dinâmica:
desenvolvendo
a hipertrofia aumenta-se força
e massa muscular, aumentando mais
a força máxima que
a massa corporal. Por que no futebol
a força mais utilizada é
a dinâmica.
Nos goleiros e
defensores, observa-se uma maior
força nos extensores de joelhos
que os atacantes, enquanto os últimos
têm uma proporção
maior entre flexor/extensor. Os
futebolistas de sucesso apresentam
valores mais altos na força
das extremidades inferiores que
a média da classe. E a altura
dos saltos está relacionada
com a força do extensor de
joelho.
Observada
uma necessidade de melhor treinamento
da flexibilidade de membros inferiores,
para melhorar a amplitude das partidas.
Um
abraço !
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