TERMORREGULAÇÃO
Somos
seres homeotermos, já que mantemos nossa temperatura corporal constante
(em torno de 36,5 e 37°C). Exercícios
em ambientes muito quentes ou frios geram uma sobrecarga corporal, pois o organismo
além de se preocupar com o exercício terá que regular a perda
ou ganho de calor.
Trocamos calor das seguintes
maneiras:
Condução contato de uma superfície com a outra; ex:
a mão quente que pega um copo frio;
Convecção - o movimento de um gás
ou líquido tira o calor de uma região;
Radiação é a principal
forma de troca de calor durante o repouso; raios infravermelhos (termograma);
Evaporação
é a principal forma de troca de calor durante o exercício.
O
suor nada mais é
do que um mecanismo de defesa do organismo, pois junto com moléculas de
água nosso corpo libera calor para o meio externo. O aumento da umidade
dificulta a transpiração, por isso, há que se tomar muito
cuidado com a prática de atividades físicas em ambientes muito úmidos.
Hipotálamo
é a região do cérebro que contém o centro regulador
da temperatura; controla os termorreceptores centrais (informam sobre a temperatura
do sangue) e periféricos (informam sobre a temperatura da pele).
O
que altera a temperatura corporal:
Glândulas sudoríparas (produzem o suor para liberar o calor)
Músculos (o tremor é uma tentativa do organismo de produzir calor)
Glândulas endócrinas (no frio, liberam hormônios como as catecolaminas:
noradrenalina e adrenalina, e também o hormônio tiroxina, que é
capaz de acelerar em até 100% o metabolismo)
Sobrecarga
cardiovascular: exercícios em ambientes muito
quentes sobrecarregam o coração, pois ao mesmo tempo em que se precisa
de sangue irrigando os músculos que estão sendo usados, precisa-se
de sangue para levar o calor até a pele para, então, ocorrer a evaporação
e, com isso, haver o controle da temperatura corporal. Assim, fazer exercícios
em ambientes muito quentes promove uma competição entre a pele e
os músculos, fazendo o coração trabalhar muito mais (aumento
da FC) para tentar suprir os dois sistemas.
Um
ritmo acelerado de sudação reduz o volume sanguíneo. Dessa
forma, o volume de sangue que abastece os músculos durante o exercício
e que previne a acumulação de calor, é limitado; logo, o
atleta diminui seu rendimento. Isso ocorre principalmente nos esportes de resistência.
Transtornos
relacionados com o calor e a atividade física:
cãibras /síncope por calor (fadiga extrema, vertigem, dores de cabeça
,vômitos, desmaios, hipotensão/golpe do calor (pode ser fatal; temperatura
de 40º C, pele seca e quente, parada da transpiração, inconsciência,
coma, morte).
Cuidado! Se
ao fazer exercícios em ambiente quente, o atleta sentir frio de repente,
com arrepio da pele, deve-se interromper o exercício imediatamente e providenciar
um banho frio com hidratação do indivíduo. O sistema termorregulador
do organismo pode ter se confundido e acredita que é preciso aumentar a
temperatura corporal ainda mais, o que pode até levar o atleta á
morte.
Cuidados
para se evitar a hipertermia:
Hidratação / Roupas adequadas / Em ambientes muito quentes ou úmidos,
reduzir a intensidade do exercício.
Exercícios
em ambientes frios:
O corpo dispõe de alguns artifícios para evitar a perda de calor:
tremor, termogênese, vasoconstrição periférica.
Pessoas com maior quantidade de tecido adiposo perdem menos calor.
O vento aumenta a perda de calor por convenção e condução.
A
água fria acelera a perda de calor por condução em cerca
de 25 vezes. Considerando todos os fatores (radiação , condução,
convecção, evaporação), na água o corpo perde
calor quatro vezes mais depressa do que fora dela.
O
esfriamento produz:
Debilidade no sistema
contrátil da musculatura;
Aumento do tempo de
reação;
Dificuldade de coordenação;
Aumento
do gasto energético pelo aumento da secreção das catecolaminas.
BIBLIORAFIA:
WEINECK,Jurgen. Manual de treinamento desportivo.São
Paulo: Manole,1989.
BOMPA,Tudor. Periodização
: Teoria e metodologia do treinamento . 4ª edição. São
Paulo; Phorte, 2002.