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EFEITOS DE UM PROGRAMA DE HIDROGINÁSTICA
INTERVALADA SOBRE A COMPOSIÇÃO CORPORAL, FORÇA E EXPANSIBILIDADE
TORÁCICA DE MULHERES ENTRE 18 E 39 ANOS. Linda
Denise Fernandes Moreira lindapfrimer@hotmail.com
Escola Paulista de Medicina - UNIFESP - São Paulo-SP Universidade
Católica de Goiás - UCG - Goiânia-Goiás. Departamento
de Educação Física e Desportos da UCG
RESUMO
A atividade física exerce um papel fundamental
para a promoção da saúde e, especialmente, para o equilíbrio
da composição corporal de um indivíduo, sendo fator essencial
no controle da obesidade, doença que hoje representa um problema de saúde
pública mundial.Objetivos: Este estudo visa investigar se um programa intervalado
de alta intensidade em Hidroginástica é efetivo para reduzir o percentual
de gordura corporal em mulheres e qual a sua influência sobre a força
muscular e capacidade de expansão do tórax das mesmas. Metodologia:
25 mulheres de 18 a 39 anos foram submetidas a um treinamento de Hidroginástica
intervalada, 3x semana, durante 12 semanas. Resultados: Houve redução
de 4,5% (± 2,7) na média de gordura corporal (p < 0,001) de todas
as participantes após o estudo. Quanto á expansibilidade torácica,
o grupo que antes apresentou uma média de 3,7 cm de diâmetro do tórax
(± 0,9), após as 12 semanas de treinamento teve uma média
de 5,9 cm (± 1,4), resultando em 61% de aumento nesta medida. Houve ainda
um aumento da força muscular evidenciado pelo incremento de 25% no número
de repetições de flexões de tronco 28,1% no número
de flexões de cotovelo.
CONCLUSÃO A Hidroginástica
é uma atividade física que, se planejada para esse fim, pode ser
bastante eficiente para indivíduos que buscam emagrecer e melhorar outros
componentes da aptidão física.
INTRODUÇÃO Os
benefícios que a atividade física proporciona já estão
bem determinados e os novos estudos seguem constatando a sua importância
para a saúde e o bem-estar de seus praticantes. As persuasivas experiências
epidemiológicas e as que se obtém em laboratório mostram
que a prática regular de exercícios físicos previne o desenvolvimento
e progressão de muitas doenças crônicas, sendo também
um componente essencial para uma vida salutar (ACSM1 1998). Neste
estudo a Hidroginástica foi o alvo de nossa investigação,
pois para a população com sobrepeso, exercitar-se no meio líquido
oferece uma série de vantagens sobre as outras atividades: ·
Pelas propriedades físicas da água, é possível praticar
a atividade com a sensação do peso corporal aliviado, já
que com a água na altura dos ombros, a força da flutuação
faz com que o peso corporal seja aliviado em cerca de 90%; · O impacto
sofrido pelas articulações de um indivíduo pesado ao praticar
esportes como corrida ou caminhada pode ser bastante prejudicial, enquanto que
na água esse efeito é muito reduzido pelas peculiaridades do meio
líquido; · A água é bem mais resistente e viscosa
que o ar, de maneira que exercitar-se nesse meio com a mesma velocidade que se
o faria fora d'água, promove um gasto calórico muito maior;
· Dentro d'água, devido ao fato de se trabalhar com o corpo quase
que totalmente submerso, pode-se exercitar sem ter que se expor aos olhares críticos
de outras pessoas, fator que muitas vezes distancia os indivíduos com sobrepeso
da prática regular da atividade física; · Na piscina
não há espelhos; esse fator é muito importante, pois mantém
a pessoa acima do peso afastada daquela que mais a critica: ela mesma. É
evidente que a atividade física é um fator essencial quando se almeja
emagrecer e melhorar o condicionamento físico geral e dentre as diferentes
modalidades a Hidroginástica merece um destaque especial, por todas as
características singulares apresentadas acima. Assim, este estudo foi proposto
visando investigar se um programa de Hidroginástica intervalada de alta
intensidade aplicado em mulheres adultas com sobrepeso induz a uma significativa
redução no seu percentual de gordura corporal, e se provoca mudanças
expressivas de força muscular e expansibilidade torácica das mesmas.
MATERIAL E MÉTODOS Foram selecionadas
30 mulheres entre 18 e 39 anos de idade , saudáveis e que apresentavam
um percentual de gordura corporal entre 20 e 35%. Só foram considerados,
ao final da pesquisa, os resultados daquelas que participaram de, no mínimo,
90% das aulas, por isso terminamos a pesquisa com 25 indivíduos. Todos
passaram por uma avaliação médica e física. A primeira
foi feita por um médico da confiança das participantes que emitiu
seu parecer em um Atestado devidamente analisado e arquivado .Já a avaliação
física ficou a cargo da equipe de colaboradores deste estudo e incluiu:
anamnese completa e avaliações antropométrica e neuromuscular,
visando calcular a composição corporal e avaliar os seus níveis
força muscular e expansão da caixa torácica dos sujeitos.
Para o cálculo do percentual de gordura corporal
foi utilizado o Compasso de Pregas Cutâneas da marca Sanny (já devidamente
validado cientificamente) e o protocolo considerado foi o de Pollock-7 dobras.
O peso corporal foi aferido através de uma balança mecânica,
modelo 31, da marca Filizoli. O nível de expansibilidade
torácica foi aferido da seguinte forma: com o avaliado em PO (posição
ortostática) foram medidas as circunferências do tórax nas
duas situações a seguir: ao final de uma expiração
máxima e ao final de uma inspiração máxima. Aferidas
as medidas, subtraímos o valor da circunferência maior da menor e
o resultado nos serviu de parâmetro para avaliar a capacidade de expansão
do tórax de cada participante naquele momento. Para a avaliação
neuromuscular, buscamos medir os níveis de força/potência
muscular através dos testes de Pollock e Wilmore (1993) com um minuto de
duração, contabilizando o número total de repetições
realizadas dos movimentos de flexão do tronco (abdominais) e flexão
e extensão de braços (apoios). As participantes
do projeto foram orientadas a não mudarem o padrão de sua dieta;
ou seja, apenas evitariam exageros e comeriam exatamente o que normalmente comiam
antes da pesquisa, para que os resultados obtidos fossem exclusivamente em decorrência
da atividade física. As aulas ocorreram na piscina
coberta do Campus II da Universidade Católica de Goiás, em Goiânia,
com profundidade de 1,20 a 1,30 m, dimensões de 10 x 12 m e temperatura
constante de 29 a 30°C. Inicialmente foi feito
um trabalho preparatório de quatro semanas, onde foram propostas aulas
de caráter aeróbio, ou seja, entre 65 e 75% da FC máxima,
nas quais se buscou realizar uma grande variedade de exercícios visando
promover a adaptação ao meio líquido, a familiarização
com os movimentos da Hidroginástica e o condicionamento cardiopulmonar
de base das participantes. Após esse período
de adaptação de um mês, seguiram-se oito semanas de trabalho
intervalado, em que TODAS as aulas seguiram o padrão do protocolo especificado
a seguir: 2 min. Soltura (entrada na piscina, caminhada
leve, ambientação ao meio líquido) 3 min. Aquecimento
articular 5 min. Aquecimento orgânico protocolo 1 série de
4 min . a 70 % da FC máx. propriamente 2 séries de 3 min. a
75% da FC máx. dito 3 séries de 2 min. a 85 % da FC máx.
4 séries de 1 min. a 90 % da FC máx. 15 min. de volta a calma
e alongamento. Entre uma série e outra
houve um intervalo de 1 minuto de descanso. Quaisquer
exercícios característicos da Hidroginástica poderiam ser
propostos durante as séries, desde que o percentual de trabalho estipulado
para a FC fosse respeitado. Não foram utilizados
materiais durante a parte intervalada e a tabela de esforço de Borg (Tabela
1) foi uma das formas de controle da intensidade do treino. Outra
forma de controle de intensidade da aula foi a verificação da FC
pelo método digital (a medição da pulsação
foi tomada com os dedos indicador e médio de uma das mãos na região
do pulso contrário). A pulsação era contada por um período
de 6 segundos (iniciando pelo sinal da professora) e o resultado obtido era multiplicado
por 10. É recomendável utilizar uma contagem de 6 segundos para
se aferir a freqüência cardíaca na água. Estudos indicam
que uma contagem de 10 ou 15 segundos (como se faz usualmente fora da água)
pode não ser tão exata, pois a água conduz o calor 25 vezes
melhor que o ar, logo, resfria o corpo mais rápido, baixando os batimentos
cardíacos mais rápido também ( AEA2 2001). Cada
aluna sempre levava para a piscina o seu "Rate Card" (Tabela 2): um
cartão plastificado onde constavam quantos batimentos cardíacos
por minuto seu coração deveria reproduzir nas diversas intensidades
solicitadas durante a aula. Passadas as quatro semanas
de trabalho introdutório de base e terminadas as oito semanas de aplicação
do protocolo, as participantes foram submetidas a uma última avaliação
física, idêntica à primeira, e, então, procedeu-se
à coleta de dados, que foram depurados para o início do tratamento
estatístico da pesquisa.
RESULTADOS A análise
estatística foi feita com o teste t (de students) para amostras relacionadas,
apontando para um p < 0,001, resultado extremamente significante. A
média do grupo que antes era de 29% de gordura corporal, depois da aplicação
do protocolo foi para 24,5%. A Tabela 3 mostra um resumo de todos os principais
dados coletados neste estudo, no que diz respeito à composição
corporal. Quanto á expansibilidade torácica,
o grupo que antes apresentou uma média de 3,7 cm (± 0,9) de diâmetro
do tórax, após as 12 semanas de treinamento teve uma média
de 5,9cm ( ±1,4), resultando em 61% de aumento nesta medida . A
força muscular abdominal que foi mensurada através do número
de flexões de tronco executadas por minuto, antes acusava uma média
de 23,5 repetições (± 8,2) e após o treinamento foi
para uma média de 28,8 repetições (± 9,3), havendo,
então , um aumento de 22,5% após o treinamento. A
força muscular do braço, aferida através do número
de flexões de cotovelo executadas em um minuto, antes apresentava uma média
de 18,8 (±7,3) repetições por minuto e depois passou para
24.1 (±7.2) repetições com um aumento de 28,1% no número
de flexões de braço após o período de treinamento.
DISCUSSÃO
É preciso que se seja superada, definitivamente,
a concepção de que somente os exercícios aeróbios,
de baixa a moderada intensidade e de longa duração, são indicados
para quem quer emagrecer. Atualmente, em virtude dos inúmeros estudos nesta
área, já não há como negar a importância dos
exercícios anaeróbios (de curta duração e alta intensidade)
atuando tão ou mais eficazmente que os aeróbios na perda de gordura
corporal. Existe uma íntima relação
entre a utilização de substratos energéticos e o consumo
de oxigênio pós-exercício.O consumo de oxigênio pode
se manter elevado por várias horas após o exercício, fenômeno
que foi chamado de EPOC ou consumo de oxigênio em excesso pós-exercício,
que representa a diferença entre o consumo total de oxigênio e o
consumo de oxigênio em repouso após um período especifico
pós-exercício. Pesquisas indicaram que a magnitude do EPOC está
linearmente relacionada à duração do exercício (Bahr4
1992) e exponencialmente relacionada à intensidade do exercício
(Bahr et al.3 1990). Assim, se a atividade além de prolongada for de alta
intensidade, maior será o EPOC e conseqüentemente maior será
a mobilização de substratos energéticos, principalmente as
gorduras do tecido adiposo para fornecer energia para os vários processos
orgânicos, "poupando" glicogênio. Vários fatores
podem ser atribuídos ao EPOC, como a ressíntese de fosfocreatina,
altas concentrações de catecolaminas, ácidos graxos e íons
de cálcio, bem como temperatura elevada (Gaesser e Brooks8 1984). "Se
o objetivo é perder gordura e o tempo for limitado, as pessoas devem se
exercitar com segurança nas intensidades mais altas possíveis..."
esta foi a conclusão de Grediagin et al.11 (1995) quando submeteram dois
grupos a diferentes intensidades de exercício (50% e 80% do VO2 máx)
respectivamente, sendo que as atividades eram realizadas até que se chegasse
ao total de 300 Kcal. Ao final do estudo ambos os grupos perderam a mesma quantidade
de gordura, porém o grupo que se exercitou intensamente ganhou mais que
o dobro de massa magra em relação ao outro. É
importante ressaltar, contudo, que o tipo de treinamento descrito e proposto no
presente estudo e nas pesquisas citadas acima, não se destina a pessoas
sedentárias ou iniciantes em uma atividade física. Por exigir muito
do organismo do praticante e provocar uma dramática mudança no seu
metabolismo, o treino intervalado de alta intensidade pressupõe uma prévia
preparação física, que possibilite a obtenção
de um condicionamento físico aeróbio e anaeróbio de base,
além da aprendizagem dos movimentos (adaptação neural), visando
uma introdução gradativa aos altos níveis de exigência
física e psicológica. Hidroginástica
e Emagrecimento A maior parte dos estudos relativos
a atividade física e emagrecimento se refere a atividades realizadas fora
do meio líquido, mas basta que se conheça um pouco sobre as propriedades
físicas da água para se inferir que efeitos ainda mais positivos
poderão ocorrer com um programa de Hidroginástica de alta intensidade.
Sendo a água 770 vezes mais densa que o ar (Weineck20
1991), não há dúvidas que esse é um meio propício
para o trabalho de força de resistência muscular, além de
proporcionar um gasto calórico muito maior àqueles que se exercitam
com intensidade, do que se comparado ao mesmo exercício fora da água.
Paulo14 (1994) afirma que a água, devido às
suas propriedades físicas e sobrecarga natural, proporciona ao indivíduo
uma sensação de diminuição do peso corpóreo,
livramento das articulações, bom funcionamento do sistema termorregulador,
melhor irrigação ativando veias, artérias e vasos capilares
e ainda, envolvimento da maioria dos grupos musculares. "Além de tonificar
os músculos pela resistência da água em várias direções,
na Hidroginástica é possível aumentar a intensidade do trabalho
e propiciar um maior consumo de energia transformando o peso de gordura em peso
muscular"(Gaines9 1993). Na água a resistência
é proporcional ao quadrado da velocidade. Assim, quanto mais rapidamente
for executado o exercício, maior será a força exigida daqueles
grupos musculares atuantes. Hoeger et al. (1993) apud Sanders e Rippe17 (2001),
comparou atividade aeróbia na água e em terra e concluiu que os
indivíduos que fizeram o programa de hidroginástica tiveram uma
redução de 2% de gordura corporal enquanto que os que se exercitaram
em terra perderam 1.1% ;a dieta não foi controlada nesse estudo. Wilbur
et al., em 1995 (apud Sanders e Rippee17 2001), fizeram um estudo com 16 homens
corredores treinados em terra; compararam esses atletas correndo em esteira e
na água , com a mesma velocidade. Resultado: a atividade na água
resultou em 31% a mais de ácido lático acumulado no sangue. Conclusão:
a resistência natural da água fez com a mesma atividade se tornasse
muito mais fatigante do que seria se realizada em terra. Hidroginástica
intervalada de alta intensidade e emagrecimento No
presente estudo, observamos que a aplicação de um protocolo específico
para a Hidroginástica intervalada de alta intensidade foi bastante eficiente,
uma vez que praticamente todas as participantes perderam consideráveis
peso e percentual de gordura, se comparados os resultados antes e depois do tempo
de atividade física. Todas as alunas estavam
cientes da importância do programa e se empenharam bastante durante todo
o processo: não perdiam aulas, faziam o correto controle da FC durante
as aulas e mantinham o nível de intensidade pedido em cada parte do protocolo.
Esse fator, com certeza, foi fundamental para o sucesso do projeto. Uma
das participantes (sujeito 17) aumentou o seu peso corporal ao fim do estudo,
de 72 para 74kg. Porém, ainda assim seu percentual de gordura manteve-se
estável, nos levando a concluir que esse aumento de peso tenha sido em
decorrência do aumento de massa magra. Outra
participante (sujeito 18) também aumentou seu peso corporal, de 69 para
71 kg. Porém, seu percentual de gordura corporal foi reduzido de 35 para
32, o que evidencia uma melhora da massa magra durante o período de treinamento.
É preciso deixar claro que o objetivo deste trabalho
não foi o ganho de massa magra ou hipertrofia muscular. Mesmo porque, sabemos
que na água, para que se obtenha algum ganho de massa magra, é necessário
que seja feito um trabalho específico visando força muscular (potência),
o que não foi o caso deste estudo. Talvez os níveis de hipertrofia
alcançados pelas participantes se deva ao fato de serem sedentárias
antes da pesquisa e , assim, a própria resistência natural da água
já representou carga suficiente para estimular um certo nível de
hipertrofia. Força Muscular Vários
estudos (Hoeger et al. 1993, Sanders 1993, Miss 1998, apud Sanders e Rippee17
2001; Ruoti et al.161994; Baretta5 1996) indicaram incrementos significantes na
força e resistência muscular de indivíduos que se submeteram
a um programa de exercícios aquáticos. Observa-se, particularmente,
o estudo feito por Sanders em 1993, no qual ocorreu aumento relevante da força
muscular abdominal mesmo não tendo sido feito nenhum exercício específico
para a musculatura do abdômen. Esse efeito foi atribuído à
manutenção do alinhamento postural dinâmico e vertical utilizando
a resistência da água. Da mesma forma,
no presente estudo, mesmo não tendo sido feito um trabalho específico
para aumento da força muscular, observamos que tanto a musculatura abdominal
quanto os músculos dos membros superiores tiveram seus níveis de
força aumentados. Isso se deve ao fato de que as participantes trabalharam
o tempo todo contra a resistência da água e em alta velocidade, exigindo
naturalmente um esforço muscular considerável para a execução
dos movimentos. Expansibilidade
Torácica A lei de Pascal afirma que
"a pressão do líquido é exercida igualmente sobre todas
as áreas da superfície de um corpo imerso em repouso, a uma dada
profundidade".Quando um corpo é imerso na água, sofre os efeitos
da pressão de todos os lados. Esta pressão é mais percebida
na altura do tórax, resistindo à expansão (movimento de inspiração),
onde há uma maior solicitação das musculaturas de inspiração:
o diafragma e os intercostais (Di Masi7 2000). Durante
a inspiração o diafragma se move para baixo e os músculos
intercostais se contraem, para expandir o gradil costal. Essa expansão
da caixa torácica gera uma pressão que leva os pulmões a
se expandirem e a se encherem de ar. Quando as pressões dos pulmões
e do exterior se equilibram, o movimento normal de inspiração se
completa. Nas participantes da presente pesquisa,
o trabalho de 12 semanas na piscina resultou em um aumento médio de 61%
na capacidade de expansão do tórax durante a inspiração,
já que a resistência natural da água fez com que os músculos
responsáveis pela respiração fossem fortalecidos. Uma contração
mais intensa do diafragma e dos músculos intercostais expande ainda mais
os pulmões, permitindo uma respiração mais profunda (AEA2
2001). CONCLUSÃO
Diante de tudo o que foi exposto, concluímos que
a Hidroginástica, além de suas variadas indicações,
como: efeito relaxante muscular (Gaines9 1993), meio propício a sociabilização
(Paulo14 1994), ambiente favorável ao trabalho de flexibilidade (Ruoti
et al.16 2000), consegue, também, ser bastante eficaz na perda de gordura
corporal, além de ser de extrema ajuda quando se almeja obter melhora dos
níveis de força muscular e capacidade respiratória. Para
tanto, basta que o Profissional da Educação Física planeje
suas aulas para esses fins. Se pessoas praticantes
de Hidroginástica relatam que há tempos estão engajadas nesta
atividade e, contudo, não perceberam melhoras na sua composição
corporal ou em outros parâmetros de aptidão física, com certeza
deve-se questionar o desenho desse treinamento. Não há dúvidas
de que, se houver um planejamento adequado, que utilize a resistência do
meio líquido como opositor aos movimentos e que trabalhe em intensidades
apropriadas, certamente os resultados não tardarão. Assim foi que,
em quatro meses, conseguimos mudanças expressivas na composição
corporal, força muscular e expansibilidade torácica das participantes
deste estudo. O modelo de protocolo utilizado nesta
pesquisa mostrou apenas uma das possibilidades, dentre tantas outras, que podem
ser aplicadas à Hidroginástica quando o objetivo for o controle
da composição corporal de um indivíduo que precise perder
massa gorda. Sugerimos que o estudo seja repetido,
nos mesmos moldes, porém com o auxílio de outro fator muito importante:
o controle da dieta, com o acompanhamento de um Nutricionista ou Endocrinologista,
além do Profissional da Educação Física. Assim, será
possível compararmos o quanto de gordura se perde somente com os exercícios
e com os exercícios associados ao controle alimentar. Cremos desde já,
que a segunda proposta será bem mais efetiva.
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Anita Viviani. São Paulo: Manole, 1991.
ANEXOS TABELA 1. PERCEPÇÃO DE
ESFORÇO - TABELA DE BORG
TABELA 2. "RATE CARD" : NOME: Fulana de Tal 70% da FC máx.:
135 b.p.m. 75% da FC máx.: 144 b.p.m. 85% da FC máx.: 164
b.p.m. 90% da FC máx.: 173 b.p.m
TABELA 3. RESUMO
DOS DADOS COLETADOS
| Sujeitos |
Idade (em anos) | Altura
(em cm) | Peso antes (em
kg) | Peso depois (em kg)
| %Gordura Antes |
% Gordura Depois |
| 1 | 27 | 158 | 59 | 57 | 33 | 24 |
| 2 | 30 | 156 | 63 | 61,5 | 30 | 21 |
| 3 | 32 | 157 | 74 | 72 | 30 | 22 |
| 4 | 34 | 151 | 61 | 60 | 27 | 25 |
| 5 | 18 | 170 | 74 | 71 | 28 | 22 |
| 6 | 33 | 154 | 62 | 59 | 33 | 25 |
| 7 | 34 | 165 | 64 | 62 | 30 | 25 |
| 8 | 33 | 155 | 55 | 53 | 27 | 23 |
| 9 | 37 | 166 | 81 | 74 | 34 | 27 |
| 10 | 34 | 160 | 58 | 54 | 20 | 17 |
| 11 | 36 | 156 | 77 | 74 | 34 | 29 |
| 12 | 34 | 164 | 56 | 54 | 20 | 17 |
| 13 | 34 | 165 | 83 | 77 | 32 | 30 |
| 14 | 32 | 153 | 56 | 55 | 29 | 27 |
| 15 | 30 | 151 | 64 | 59 | 28 | 22 |
| 16 | 39 | 157 | 68 | 65 | 31 | 28 |
| 17 | 36 | 161 | 72 | 74 | 31 | 31 |
| 18 | 38 | 154 | 69 | 71 | 35 | 32 |
| 19 | 39 | 155 | 50 | 49 | 22 | 21 |
| 20 | 27 | 167 | 65 | 62 | 25 | 21 |
| 21 | 38 | 175 | 77 | 75 | 32 | 26 |
| 22 | 31 | 164 | 72 | 66 | 34 | 27 |
| 23 | 31 | 155 | 58 | 57 | 21 | 20 |
| 24 | 29 | 154 | 71 | 67 | 33 | 26 |
| 25 | 29 | 160 | 59 | 55 | 23 | 21 |
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