PRODUÇÃO
DE ENERGIA
(como conseguimos a energia para exercitarmos)
O termo energia é simplesmente definido como a habilidade
de fazer trabalho. Várias formas de trabalho físico e biológico requerem energia
incluindo contrações dos músculos cardíacos e esqueléticos. Permitindo-nos movimentar,
trabalhar e exercitar, além de permitir o crescimento de novos tecidos em crianças,
recuperação de doenças em adultos, condução de impulsos elétricos que controlam
o batimento cardíaco, liberar hormônios e contrair vasos sanguíneos. A energia
para todas essas funções do corpo humano é adquirida através da energia solar.
Essa energia precisa primeiramente ser transformada em energia química para depois
ser utilizada pelo corpo humano. A transformação desta energia se inicia nas plantas
verdes através da fotossíntese.
As
plantas podem estocar e formar vários tipos de carboidratos, gorduras e proteínas.
Os animais e seres humanos vão adquirir esta energia ingerindo os alimentos como
"combustível" . Vegetarianos consomem esta energia em forma de alimentos naturais
e plantas verdes e aqueles adéptos a carne adquirem uma porção dessa energia consumindo
proteína, carboidrato e gordura estocados nas carnes dos animais. Essa energia
consumida será revestida em trabalho biológico ou estocada nos tecidos adiposo,
muscular , esquelético e fígado para ser utilizada posteriormente. De fato, os
individuos usam ou estocam menos que a metade da energia que eles consomem do
alimento. A energia que não foi utilizada ou perdida se dissipa em forma de calor.
Quando grandes quantidades
de energia são liberadas durante o exercício, a energia utilizada para o calor
é bastante para aumentar a temperatura corporal. A energia adquirida através dos
alimentos, precisa ser transformada em um composto chamado trifosfato de adenosina
(ATP) antes que possa ser aproveitada pelo organismo
(WILLIAMS, 1995). O Corpo processa três tipos diferentes de sistema para a produção
de energia.
Os sistemas
se diferem consideravelmente em complexidade, regulação, capacidade, força e tipos
de exercícios para cada um dos sistemas de energia predominantes. Cada um é utilizado
de acordo com a intensidade e duração dos exercícios. Eles são classificados em:
ATP- CP , Sistema Glicolítico (Lático) e o oxidativo (aeróbico).
Segundo Verkhonsnanski, no livro Treinamento Desportivo, Cap. 3, página
41 (colaboração: Maurício Raddi):
"(...) três
mecanismos químicos (energéticos):
- fosfagênico ou creatinofosfático
- glicolítico ou lático
- de oxidação ou de oxigênio"
O objetivo
de cada sistema é liberar energia dos produtos químicos ou alimentos e transformá-las
em ATP podendo assim ser utilizados nas contrações musculares e atividades físicas
(AFAA, 1994).
ATP-CP
O
sistema fosfagênio representa uma fonte imediata de energia para o músculo
ativo. Atividades que exigem altos índices de energia durante breve período
de tempo dependem basicamente, da geração de ATP a partir das reações
enzimáticas do sistema. O ATP necessário à contração
do músculo está disponível tão rapidamente, porque
esse processo de geração de energia requer poucas reações
químicas, não requer oxigênio e o ATP e o PC estão
armazenados e disponíveis no músculo. Este é o processo menos
complicado de gerar ATP.
A fosfocreatina (PC) tem uma cadeia
de fosfato de alta energia, como a do ATP, que também é chamada
fosfagênio (daí o nome " sistema fosfagênio" ). O
PC se decompõe na presença da enzima creatina fosfoquinase e a energia
liberada é utilizada para formar o ATP, a partir do ADP .
PC
>>>>>>>>>>> C + P + Energia
P + Energia +
ADP >>>>>>>>> ATP
Esta
reação enzimática " ligada bioquimicamente " continuará
até que se esgotem os depósitos de fosfocreatina do músculo.
O sistema ATP-CP fornece energia para as contrações, durante os
primeiros segundos do exercício. (Manual do Profissional de Fitness Aquático,
AEA, Shape, 2001).
Segundo Verkhonsnanski, no livro Treinamento Desportivo,
Cap. 3, página 42 (colaboração: Maurício Raddi): "(...)
esse mecanismo não durará muito, isto é, cerca de 6-10 segundos,
aproximadamente.
Todos os desportos,
segundo McARDLE e col.(1992), exigem a utilização dos fostatos de alta energia
(ATP e CP), porém muitas atividades contam quase exclusivamente com esse meio
para a trasferência de energia, ex: levantamento de peso, beisebol, voleibol,
exigindo um esforço breve e máximo durante o desempenho.
GLICOLÍTICO
Esse
sistema metabólico gera o ATP para necessidades energéticas intermediárias;
ou seja, as que duram de 45 -90 segundos, tendo como exemplo atividades tipo:
corridas de 400-800 m. , provas de natação de 100-200 m., também proporcionando
energia para piques de alta intensidade no futebol, róquei no gelo, basquetebol,
voleibol, tênis, badmington e outros esportes. O denominador comum dessas atividades
é a sustentação de esforço de alta intensidade e não ultrapassam os dois
minutos.
A glicólise anaeróbica, assim como
o sistema ATP-CP, não requer oxigênio e envolve a quebra incompleta
do carboidrato em ácido lático. O corpo tranforma os carboidratos
em açúcares simples, a "glicose", usada imediatamente
ou depositada no fígado e no músculo, como glicogênio. A glicose
anaeróbia refere-se à quebra do glicogênio na ausência
do oxigênio. Esse processo é mais complicado quimicamente do que
o sistema ATP-CP e requer uma série mais longa de reações
químicas. O sistema ácido lático talvez seja bem mais lento
do que o sistema fosfagênio, porém produz quantidades mais altas
de ATP (3 contra 1 do sistema fosfagênio), com a formação
do ácido lático, produto desse sistema, a produção
pode nem chegar a 3. Quando o ácido lático chega ao músculo
e ao sangue, provoca a fadiga ou, até, uma falência muscular.
O sistema de ácido lático, ou glicose anaeróbia,
não requer oxigênio; gera como subproduto o ácido lático,
que causa fadiga muscular; usa somente carboidratos; e libera aproximadamente
duas vezes mais ATP do que o sistema fosfagênico. (Manual do Profissional
de Fitness Aquático, AEA, Shape, 2001).
O
sistema ácido lático também proporciona uma fonte rápida de energia, a glicose.
Ele é a primeira fonte para sustentar exercícios de alta intensidade . O principal
fator limitante na capacidade do sistema não é a depleção de energia mas o acúmulo
de lactato no sangue. A maior capacidade de resistência ao ácido lático de um
indivíduo é determinado pela habilidade de tolerar esse ácido.
A principal fonte de energia desse sistema é o carboidrato (McARDLE et alii, 1992
) .
AERÓBIO
Este
sistema fornece uma quantidade substancial de ATP, utiliza o oxigênio para
gerar o ATP e é ativado para produzir energia, durante períodos
mais longos do exercício. Fornece energia
para exercícios de intensidade baixa para moderada. Atividades como dormir, descançar,
sentar,andar e outros. Quando a atividade vai se tornando um pouco mais intensa
a produção de ATP fica por parte do sisrtema ácido lático e ATP-CP . Atividades
mais intensas como caminhada, ciclismo,fazer compras e trabalho em escritório
também são supridas em parte pelo sistema aeróbico, até que a intensidade atinja
o nível moderado-alto (acima de 75%-85% da Frequência Cardíaca Máxima), depois
é recrutado para suprir energia suplementar.
Os
melhores exemplos de exercícios que recrutam o sistema aeróbio são: aulas de aeróbica
e hidroginástica de 40-60 min., corridas mais longas que 5000 m., natação
(mais que 1500 m.), ciclismo (mais que 10 km.), caminhada e triathlon. Qualquer
atividade sustentada continuamente em um mínimo de 5 min. pode ser considerada
aeróbia.
O ATP liberado da quebra da glicose e/ou dos ácidos
graxos, em presença de O², custa centenas de reações
químicas complexas, que envolvem centenas de enzimas. A quebra ocorre num
compartimento especializado da célula muscular, a mitocôndria. As
mitocôndrias são consideradas as "usinas energéticas"
da célula e são capazes de fornecer grandes quantidades de ATP para
alimentar as contrações musculares.
O sistema
aeróbio possui 3 fases. A quebra do glicogênio na presença
do O², ou glicólise aneróbia, discutida acima, e a glicólise
aeróbia é que o O² evita o acúmulo de ácido lático.
O glicogênio e os ácidos graxos são
duas principais fontes de combustível utlizadas no sistema metabólico
aeróbio. Ocasionalmente a proteína pode ser também usada
como fonte de combustível metabólico, mas ocorre quando o corpo
está fisiologicamente desgastado por excessos, por dietas ou por níveis
extremamente baixos de gordura e glicogênio.
Em suma,
o O² ou sistema metabólico aeróbio requer grande quantidade
de O² para aconverter o glicogênio em 39 moléculas de ATP e
os ácidos graxos, em 130 moléculas de ATP. O ácido graxo
ou glicogênio são quebrados e preparados par ao ciclo de krebs e
o transporte de elétrons e, como resultado do proceso, temos CO²,
H²O e energia. O CO² evapora; a água é eliminada através
da evaporação e da radiação; e a energia é
usada na segunda parte da reação ligada, para sintetizar o ATP.
(Manual do Profissional de Fitness Aquático, AEA,
Shape, 2001).
LIBERAÇÃO DE ENERGIA PELO ALIMENTOS
Carboidrato
: Sua função primária é fornecer energia para o trabalho celular , segundo
McARDLE et alii (1983) . Ele é o único nutriente cuja energia armazenada pode
ser usada para gerar ATP anaerobicamente,ou melhor ,são utilizadas nos exercícios
vigorosos que requerem a liberação de energia rápida ( anaeróbicos ). Neste caso
o glicogênio acumulado e a glicose sanguínea terão que fornecer maior parte de
energia para a ressíntese de ATP. Em exercícios leves e moderados , os carboidratos
atendem cerca de metade das necessidades energéticas do organismo. E são também
necessários alguns carboidratos para que se processe nutrientes das gorduras e
então sejam transformados em energia para os exercícios de longa duração ( aeróbicos
) .
Gordura:
A gordura armazenada representa a fonte mais abundante
de energia potencial. Essa fonte comparada aos outros nutrientes é quase ilimitada.
Existe alguma gordura armazenada em todas as células , porém , seu maior fornecedor
são os adipócitos - células gordurosas especializadas para a síntese e armazenamento
de triglicerídeos - elas compreendem cerca de 90% das células . Depois que os
ácidos graxos se difundem para dentro da circulação, eles são entregues aos tecidos
ativos onde são removidos do tecido adiposo e assim são transferidos para os músculos
( particularmente as fibras de contração lenta ) onde a gordura é desintegrada
e transformada em energia, dentro das mitocôndrias ,para poderem ser utilizadas
como combustível. Dependendo do estado de nutrição, treinamento do indivíduo e
duração da atividade física, de 30% `a 80% da energia para o trabalho biológico
derivam das moléculas adiposas intra e extracelulares (McARDLE et alii , 1988
) .
O
QUE É UTILIZADO PRIMEIRO, A GORDURA OU O CARBOIDRATO ?
Segundo
AFAA (1992) , Esse tem sido um assunto de grande preocupação entre os estudiosos.
Sob condições de repouso, os ácidos graxos livres estão disponíveis e proporcionam
a primeira fonte de combustível, ou seja , o metabolismo de gordura se acelera
enquanto o de carboidrato é inibido. Durante exercícios de intensidade moderada
(com mais de 85 % da Frequência Cardíaca Máxima), súbitas mudanças são observadas
no nível de excreção de certos hormônios. A excreção de adrenalina , por exemplo,
se eleva ao mesmo tempo que é reduzido a excreção da insulina no organismo. Esses
hormônios influenciam diretamente na taxa de utilização de gordura e carboidrato
pelos músculos , de tal maneira que o metabolismo dessa gordura tenha predominância
e tenda a se elevar com o trabalho prolongado. Ao se elevar a intensidade do exercício
( mais que 85% da F.C.M.) , ocorrem mudanças estimulam a inibição da utilização
da gordura pelo organismo. O maior inibidor da gordura chama-se Ácido lático.
Como resultado, o metabolismo da gordura é reduzido e o carboidrato se torna a
fonte mais solicitada de energia sendo utilizada pelos sistemas ácido lático e
aeróbico.
Proteínas:
A proteína pode desempenhar um papel importante
como substrato energético durante o exercício constante e treinamento pesado.
Mas não é capaz de proporcionar mais que 10% à 15% da energia exigida na atividade
, como o carboidrato e gordura . Para proporcionar energia, as proteínas são primeiro
transformadas em aminoácidos de forma que possam penetrar prontamente nas vias
para a liberação de energia através da remoção de nitrogênio dos ácidos graxos
e assim serem transferidos para outros compostos. Dessa maneira, certos aminoácidos
podem ser usados diretamente no músculo para obtenção de energia ( McARDLE et
alii , 1992) .
1 MOL de carboidrato
é capaz de produzir : 38 ATP
1 MOL de gordura
é capaz de produzir : 142 ATP
1 MOL de proteína
é capaz de produzir : 15 ATP
INTERRELAÇÃO ENTRE CARBOIDRATO, PROTEÍNA E
GORDURA
(Ficar sem comer é bom?)
Os
carboidratos que não são utilizados - estão em excesso- fornecem fragmentos de
glicerol e acetil para produção de gordura neutra. Um aspecto interessante é que
a desintegração de ácidos graxos parece depender em parte de um certo nível prévio
e contínuo de catabolismo de glicose.
Quando
os níveis de carboidrato caem, é observado que os níveis de utilização da gordura
também caem . É igualmente provável que haja um limite de velocidade para a utilização
dos ácidos graxos pelo músculo ativo. Embora esse limite possa ser exacerbado
pelo treinamento aeróbico e potência gerada pela desintegração das gorduras ,nunca
parece ser igual àquela gerada pela combinação da desintegração tanto das gorduras
quanto dos carboidratos.
Sendo
assim quando o glicogênio muscular cai, a potência do músculo também cai. Reduzindo-se
os carboidratos, como nos exercícios de longa duração (ex: a maratona), dietas
de inanição ou dietas com eliminação de carboidratos e ricas em gorduras , ocorre
como consequência uma limitação na capacidade de transferência de energia. Em
casos de restrição extrema (dieta de inanição), os fragmentos de acetato produzidos
na oxidação beta, começam a se acumular nos líquidos extracelulares por não serem
utilizados pelo ciclo de Krebs. Eles são convertidos em corpos cetônicos , sendo
parte deles excretados pela urina. Se a cetose persistir, a acidez corporal pode
aumentar até níveis potencialmente tóxicos ( ex: mau hálito e acidez estomacal
) (WILLIAMS, 1995).
CARACTERÍSTICAS
DOS SISTEMAS DE ENERGIA ( AFAA, 1995 )
| Característica |
ATP - CP |
Ácido Lático |
Aeróbico |
| Combustível utilizado |
Fosfato de alta energia |
carboidratos | carboidratos,
gorduras e proteínas |
|
Localização |
Sarcoplasma | Sarcoplasma |
Mitocôndria |
|
Fadiga devido à... |
depleção de fosfato |
acúmulo de lactato |
depleção de glicogênio |
| |
muito limitada 8 - 10 Kcal 5 - 7 Kcal |
limitada 12 - 15 Kcal 8 - 10 Kcal |
sem limite >90.000 Kcal >115.000Kcal |
|
Força: Homem Mulher |
muito alta 36-40 Kca/min 26-30Kcal/min |
alto/ moderada 16-20 Kcal/min 12-15 Kcal/min |
moderada/baixa 12-15Kcal/min 9-12 Kcal/min |
|
Intensidade: % máximo |
muito alta > 95% F.C.M. |
alta/moderada 85%-95 F.C.M. |
moderada /baixa <85% F.C.M. |
| Tempo
para fadiga | muito
curto: de 1- 15 seg. | curto/médio:
de 45 - 90 seg |
médio/longo : de 3-5 min. |
|
Atividades:
corrida
natação
ciclismo
remo |
<100 m < 25 m <175 m < 50 m
|
400-800 m 100-200 m 750-1500 m 250-500 m |
>1500 m > 400 m >3000 m >1000 m |
CONSUMO
DE ENERGIA DURANTE O REPOUSO - TMB
(Gasto calórico em repouso)
TAXA
METABÓLICA BASAL (TMB): É um mínimo de energia necessária
para manter as funções vitais do organismo em repouso (McARDLE e col., 1992 ).
Ela reflete a produção
de calor pelo organismo sendo determinada indiretamente medindo-se o consumo de
oxigênio sob condições bastamte rigorosas. A utilização de T.M.B. estabelece bases
energéticas para a construção de um programa válido de controle de peso através
da dieta, do exercício ou combinação de ambos.
Para
calculamos o metabolismo basal de um indivíduo, ou seja quantas calorias o indivíduo
necessita para sobreviver em repouso, segundo WILLIAMS (1995) , basta substituirmos
os dados abaixo como peso, altura e idade, do mesmo na equação de Harris Benedict
abaixo.
TMB
= Taxa Metabólica Basal em kcal/dia Equação
de Harris-Benedict (1919) HOMENS:
TMB = 66,47 + (13,75 . P*) + ( 5,00 . A*) - (6,76 . I*) MULHERES:
TMB = 655,1 + (9,56 . P*) + ( 1,85 . A*) - (4,68 . I*)
* P = Peso em Kg/ *I = Idade em anos/ *A = Altura em cm Bibliografia:
1. Harris J, Benedict F. A
biometric study of basal metabolism in man. Washington D.C. Carnegie Institute
of Washington. 1919. 2. David C. Frankenfield, MS, RD, Eric R. Muth, MS, and
William A. Rowe, M.D. Harris Benedict Studies of Human Existem
outras equações para o mesmo cálculo. Em pesquisa desenvolvida
pela Profa. Letícia Azen ",
foram encontrados valores menores que: · Harris & Benedict (1919) foi
a que mais superestimou a TBM em 17%;· FAO/WHO/UNU (1985) em 13,5%; ·
Schofield (1985) em 12,9%; · Henry & Ress (1991) em 7,4%. Parece
que as equações propostas por Harris & Benedict (1919) não
são as mais adequadas para estimar a TMB tanto em mulheres norte-americanas
quanto latino-americanas; as equações de Henry & Rees (1991)
foram desenvolvidas para populações tropicais e, geralmente, fornecem
estimativas menores do que aquelas derivadas de populações norte-americanas
e européias". Vale ressaltar que esses resultados foram obtidos somente
com a população de um único estado brasileiro, além
de que não conhecemos dados referentes ao gênero masculino.
Apresentamos abaixo as equações de outros autores utilizadas
para calcular a TMB:
FAO/WHO/UNU (1985)
| Idade |
Gênero Feminino |
Gênero Masculino |
| 0 a 3 anos |
61,0 x P - 51 | 60,9
x P - 54 | | 3
a 10 anos | 22,5 x P + 499 |
22,7 x P + 495 | |
10 a 18 anos | 12,2
x P + 746 | 17,5 x P + 651 |
| 18 a 30 anos |
14,7 x P + 496 | 15,3
x P + 679 | | 30
a 60 anos | 8,7 x P + 829 |
11,6 x P + 879 | |
+ de 60 anos | 10,5
x P + 596 | 13,5
x P + 487 | | P
= peso corporal em kg | Segundo Schofield (1985)
| Idade |
Gênero Feminino |
Gênero Masculino |
| 3 a 10 anos |
[0,085 x P + 2,033] x 239 |
[0,095 x P + 2,110] x 239 |
| 10 a 18 anos |
[0,056 x P + 2,898] x 239 |
[0,074 x P + 2,754] x 239 |
| 18 a 30 anos |
[0,062 x P + 2,036] x 239 |
[0,063 x P + 2,896] x 239 |
| 30 a 60 anos |
[0,034 x P + 3,538] x 239 |
[0,048 x P + 3,653] x 239 |
| P = peso corporal em kg |
Segundo Henry & Rees (1991)
| Idade |
Gênero Feminino |
Gênero Masculino |
| 3 a 10 anos |
[0,063 x P + 2,466] x 239 |
[0,113 x P + 1,689] x 239 |
| 10 a 18 anos |
[0,047 x P + 2,951] x 239 |
[0,084 x P + 2,122] x 239 |
| 18 a 30 anos |
[0,048 x P + 2,562] x 239 |
[0,056 x P + 2,800] x 239 |
| 30 a 60 anos |
[0,048 x P + 2,448] x 239 |
[0,046 x P + 3,160] x 239 |
| P = peso corporal em kg |
Segundo Cunningham (1991) GEDR = 370 + 21,6 (Massa
livre de gordura corporal) Ex. Para um homem pesando 70kg com 21% de gordura
corporal, sua Massa Livre de Gordura (MLG) seria estimada em 55,3 kg e, com isso,
seu GEDR seria de: 370 + 21,6 (55,3) = 370 + 1194,48 = 1564,48 kcal
Calculadora de calorias
despendidas com o exercício e atividades ocupacionais
Como calcular as calorias
que devemos ingerir para emagrecer e engordar
|
Para exemplicar, vamos
utilizar como modelo THAYS, uma menina de 8 anos de idade, classe média, cursando
a segunda série do curso básico, tendo como dados 35 kg de peso e cerca de 135
cm de altura : T. M . B. = ( 22,5 x 35 kg) + 499 = 1286 kcal/dia = 1286 kcal /
dia, ou seja, THAYS consome 1286 kcal/ dia somente para suprir seu funcionamento
corporal normal .
Resultados
de numerosas experiências provaram que o metabolismo de repouso das mulheres é
5% à 10% mais baixo que o dos homens. Isto pode ser devido ao fato das mulheres
apresentarem maior percentual de gordura que os homens e a gordura ser menos ativa
que o músculo (POLLOCK e WILMORE, 1993).
FATORES QUE AFETAM O CONSUMO DE ENERGIA
(alteram o gasto calórico)
Segundo McARDLE e col.(1992),
além da energia gasta pelo organismo para efetuar suas funções (T.M.B.), como
por exemplo : respirar, manter a temperatura corporal, bombear sangue para circulação
sanguínea , etc..., a atividade física exerce um efeito mais profundo sobre o
consumo de energia.
A
maioria de nós consegue gerar taxas metabólicas 10 vezes maiores em uma atividade
física com participação de grandes massas musculares como, correr, andar, saltar,
nadar, que o valor em repouso. "Atividades que utilizam grandes grupos musculares
, e são executadas continuamente normalmente vão consumir mais calorias. Além
disso intensidade e duração são consideradas determinantes do gasto energético
total " (WILLIAMS , 1995).
TERMOGÊNESE
DE INDUÇÃO DIETÉTICA: Na maioria das pessoas o alimento
exerce um efeito estimulante sobre o metabolismo energético que se deve principalmente
aos processos que exigem energia e participam da ingestão , absorção e da assimilação
de vários nutrientes. Essa indução alcança seu valor máximo aproximadamente após
uma hora do momento da refeição. O efeito é bem individual mas pode chegar de
10 % à 35% da energia ingerida em indivíduos normais, dependendo tanto da quantidade,
quanto do tipo de alimento.
Por
exemplo a ingestão de proteína pura induz a um efeito térmico de aproximadamente
25% das calorias presentes na própria proteína. Essa termogênese se deve aos processos
digestivos assim como a energia extra que o fígado precisa para assimilar e sintetizar
a proteína ou desaminar os aminoácidos.
Vale
ressaltar que o efeito da termogênese de indução dietética pode ser menor em indivíduos
treinados com exercícios, em comparação com os destreinados. Apesar do efeito
do treinamento parecer contra-producente em relação ao potencial do exercício
para controlar o peso , pode também refletir uma adaptação com preservação de
calorias destinada a conservar energia e glicogênio durante os maiores períodos
de atividade física. Então para uma pessoa ativa o efeito térmico de qualquer
alimento representa apenas pequena parte do gasto energético diário ( McARDLE
et alii, 1992) .
CLIMA:
Os fatores ambientais também influenciam a taxa metabólica
em repouso. O metabolismo de repouso de pessoas que residem em climas tropicais
em geral é 5 % à 20 % mais alto que de climas temperados . Assim como exercícios
feito no calor vão aumentar o consumo de oxigênio em 5% comparado a um clima neutro.
Devido a energia adicionada exigida pela atividade das glândulas sudoríparas e
circulação alterada durante a atividade. Os climas frios alteram também o metabolismo
tanto em repouso quanto no exercício, dependendo da gordura corporal e quantidade
e qualidade da roupa usada. A T.M.B. pode até duplicar ou triplicar com os calafrios
pois o organismo tenta manter a temperatura central estável. Podendo ainda ser
mais evidente em água fria podendo ser difícil manter a temperatura central nesse
meio ambiente (McARDLE e col, 1992).
GESTAÇÃO:
Os estudos sugerem que a dinâmica cardiovascular materna
adota padrões normais de resposta durante o exercício moderado e que a gestação
não impõe estresse fisiológico à mãe, além do imposto pelo aumento adicional de
peso e pela sobrecarga dos tecidos fetais.. Vale lembrar que através das pesquisas
se constatou que a F.C. e o VO2 max ( consumo de oxigênio) das mães eram os mesmo
aos observados antes e após o nascimento. Por outro lado a medida que a gestação
progride, o aumento de peso da mãe representa uma sobrecarga significativa do
peso, como caminhar trotar e subir escadas (McARDLE e col., 1992).
GASTO
ENERGÉTICO NA ATIVIDADE FÍSICA
Durante
todo o dia realizamos algum tipo de trabalho físico podendo ser classificado como
extremamente "difícil ". Por exemplo: subir escada, correr para pegar um ônibus,
descarregar compras de supermercado do carro, escalar uma montanha íngreme ou
varrer o quintal de nossa casa. A intensidade e duração dessas atividades são
fatores importantes na classificação da dificuldade da mesma. Por exemplo: dois
indivíduos podem correr a mesma distância desempenhando com menor e maior tempo
que o outro porém gastando o mesmo número de calorias. Neste caso varia-se a intensidade
da corrida podendo variar na duração se as duas pessoas correrem na mesma velocidade
com distâncias diferentes.
A intensidade
pode ser classificada como (McARDLE et alii,1985):
·
TRABALHO MODERADO: Aproximadamente 3 vezes o gasto
energético em repouso.
·
TRABALHO PESADO : Aproximadamente 6-8 vezes o metabolismo de repouso.
· TRABALHO MÁXIMO : Aproximadamente
9 vezes ou mais acima do metabolismo de repouso . O custo energético pode ser
também representado por METS , 1 MET equivale a 3,5 ml
O2. 1/Kg. min-1 ou 1 Kcal . 1/kg ( peso corporal) . 1/h, ou seja o gasto
de energia consumido em média para simplesmente estar em repouso (BARBARA et alii,
1993).
NÍVEIS DE INTENSIDADES NA ATIVIDADE FÍSICA
( McARDLE e col., 1992)
| |
HOMENS (METS) |
MULHERES (METS) |
| LIGEIRO
MODERADO
INTENSO
MUITO
INTENSO EXTREMAMENTE
INTENSO |
1,6 - 3,9
4,0
- 5,9 6,0 - 7,9 8,0
- 9,9 10 |
1,2 - 2,7
2,8 - 4,3 4,4
- 5,9 6,0 - 7,5 7,6 |
A
tabela acima determina a classificação dos valores em METS para cada intensidade
de exercício e para ambos os sexos. O Gasto energético diário é algo muito particular
se diferindo de indivíduo para indivíduo e de atividade para atividade. É notório
que a proporção que o indivíduo envelhece, tende a consumir cada vez menos energia
no seu dia-a-dia mas isto depende de vários fatores como : nível de atividade
física diária do indivíduo, massa corporal, altura e idade.
BARBARA et alii
(1993), codificaram diversas atividades
físicas e esportivas seguidas de suas intensidades expressas em METS, nos
permitindo calcular o gasto energético diário de todas as atividades que por ventura
executamos no nosso dia -a- dia , além de determinar as relações entre atividade
física , saúde e doenças.
Por que,
cada atividade pode ser codificada pela função, especificidade e intensidade,
a mesma lista pode ser utilizada para diferentes objetivos tanto clínicos como
epidemiológicos . A lista inclui atividades ordinárias (ocupacionais), de higienização,
lazer, descanso, etc... sugerimos um quadro fácil de se calcular o gasto
calórico , os valores já vêm
em kilocalorias, (Clique)
FUNÇÕES DOS ALIMENTOS
O principal objetivo do alimento é fornecer ao corpo os nutrientes
necessários tanto para funções fisiológicas como bioquímicas. Existem
seis tipos principais de nutrientes: Os carboidratos, gorduras, proteínas, vitaminas
, minerais e água. Estes nutrientes segundo WILLIAMS (1995), executam três funções
principais.
CARBOIDRATOS
Os
carboidratos são a principal fonte de energia do organismo. Eles são um grupo
de substâncias químicas formadas por moléculas simples, conhecidas como sacarídeos;
estes são combinados para formar os principais tipos de carboidratos : açúcares
e amidos. Os açúcares são carboidratos simlples, formados por uma ou duas moléculas
de sacarídeos ligadas são chamados monossacarídeos ou dissacarídeos.
Os
3 mais conhecidos monossacarídeos são a glicose (cana-de -açúcar ) , frutose (frutas
) e galactose (leite ). A combinação de dois monossacarídeos formam o dissacarídeo
que incluem a maltose , lactose , sacarose .
Os
amidos são carboidratos complexos, constituídos de no mínimo 10 moléculas de sacarídeos,
que devem ser transformadas antes de serem absorvidas pelo organismo. Para os
especialistas, eles devem ser ingeridos como fonte de energia principal ao envés
dos açúcares. São encontradas em muitas plantas alimentícias como : as frutas,
vegetais, batata, derivados de grãos, pão , massas e cereais.
AS
FIBRAS
São
nada mais que diversos carboidratos polissacarídeos nas paredes das células vejetais
, que são resistentes à enzimas digestivas e que fazem aumentar o volume no trato
intestinal. Podem se diferir em solúveis
e insolúveis .
As
fibras insolúveis passam por todo trato intestinal (boca, exôfago,estômago, intestino
delgado, grosso e reto) sem serem metabolizadas. ao passo que as solúveis são
metabolizadas no intestino grosso (WILLIAMS,1995).
As
fibras consistem nas partes indigeríveis dos alimentos de origem vegetal e ajudam
a prevenir doenças cardíacas e câncer nos intestinos. As fibras que ingerimos
vêm da casca dos grãos integrais , casca e da polpa das frutas e do material fibroso
das hortaliças. Embora as fibras não tenham valor nutritivo nem energético, são
impressindíveis à dieta.
Os
alimentos com fibras, dão a sensação de saciedade, ajudam na perda de peso e desempenham
importante papel manutenção da saúde, também facilitam a passagem dos resíduos
pelo intestino , modificam a absorção dos nutrientes no intestino , como reduzem
a absorção de gorduras, baixam ligeiramente os níveis de colesterol no sangue.
Cada adulto deve ingerir cerca
de 25 g. de fibras por dia. Vale ressaltar que na alimentação típica do brasileiro
contém muiita gordura animal e carboidratos refinados que são deficientes em fibras.
Para crianças não é recomendado a ingestão exagerada de fibras porque elas interferem
na absorção de alguns minerais essenciais à saúde. (JORNAL O GLOBO ,1996).
Alimentos ricos em fibras: Ameixas,amêndoas,amendoim
torrado,feijão carioca cosido, passas, espinafre , ervilhas, lentilhas cozidas,
pão francês, milho verde, arroz integral, cenoura crua, maçãs, bananas e morangos.
(Os alimentos refinados têm menor valor nutritivo que os integrais , pois são
removidos grande parte do conteúdo de fibras dos mesmos ) (JORNAL O GLOBO, 1996).
METABOLIZAÇÃO
DOS CARBOIDRATOS
O
organismo só pode usar glicose. Os carboidratos ingeridos devem ser transformados
em unidades simples e convertidos em glicose, no fígado, antes de poderem ser
utilizados . O nosso organismo reage ao aumento de glicose no sangue liberando
insulina . Esse hormônio tem a capacidade de estimular a captação de glicose nas
células. A glicose ingerida e não revertida em energia imediata é transformada
e estocada em forma de gordura no corpo. Nossa necessidade
diária de carboidratos, baseado em 2000 kilocalorias por dia, fica em torno de
300 g, ou seja, 60% da ingestão calórica diária.
GORDURAS
As
gorduras também entram no grupo dos nutrientes fornecedores de energia, elas são
uma fonte de energia altamente concentrada e são utilizadas para acionar as reações
químicas do organismo.
Existem
dois tipos de gorduras - as saturadas e as insaturadas. Elas
se diferem na composição química e na forma como afetam seu organismo. As saturadas
são encontradas em derivados do leite e em alguns produtos de origem animal. Elevam
a quantidade de colesterol no sangue, o que, por sua vez , aumenta o risco de
doenças coronarianas. A maior parte das gorduras vegetais fornece quantidades
maiores de gorduras insaturadas . Embora o excesso seja prejudicial, alguma gordura
é saudável. Pequenas quantidades de ácidos graxos, liberados de gorduras digeridas
são usadas como componentes estruturais das células . As gorduras são também valiosas
no transporte das vitaminas A,D, E e K .
Alimentos
ricos em gordura
Com
alta porcentagem : Manteiga , óleo, maionese, margarina,
gorduras das carnes. Com porcentagem mais baixa : leite integral ( contém cerca
de 8 g por copo sendo que o desnatado contém de 0,5 à 1,0 g) queijo, nozes, sobremesas,
salgadinhos, biscoitos, chips, e uma grande variedade de produtos industrializados.
Em geral, alimentos de origem animal são ricos em gordura, porém , um certo cuidado
na preparação desses alimentos será possível a diminuição drástica de seu percentual
de gordura. As carnes brancas têm menor quantidade de gordura.. Ao se retirar
a gordura das carnes e pele das aves será retirado grande parte de sua gordura
total. Algumas carnes são sugeridas como alimento de baixa caloria e são consumidos
de preferência pelos americanos, como o peixe por exemplo (salmão e atum ), (WILLIAMS,
1995 ).
METABOLIZAÇÃO
DAS GORDURAS
As
gorduras que ingerimos passam pelo estômago e vão para os intestinos, onde são
dissolvidas pela ação de sais biliares, liberados pelo fígado. Enzimas secretadas
pelo pâncreas transformam a gordura em ácidos graxos e glicerol, que podem penetrar
na parede do intestino. Ali, eles se recombinam à razão de três moléculas de ácidos
graxos para uma de glicerol, formando triglicérides são absorvidos pelo sistema
linfático e passados à corrente sanguínea, que os transporta , ligados a proteínas
e colesterol á células em todo o corpo. As células usam os ácidos graxos e o glicerol
como fontes de energia. Toda a gordura em excesso é armazenada sob a pele, causando
aumento de peso e obesidade. Alguns triglicerídeos são também transportados para
o fígado, onde são usados para produzir colesterol (JORNAL O GLOBO, 1996).
Quantidade necessária diária de gordura saturada,
insaturada (em g) e colesterol (em mg) (WILLIAMS,1995)
| TOTAL DE CALORIAS |
GORDURA EM CALORIAS | GORDURA
INSATURA | GORDURA SATURADA |
COLESTEROL |
|
1000 | 300 |
33 | 11 |
100 |
|
1500 | 450 |
50 | 16 |
150 |
|
2000 | 600 |
66 | 22 |
2000 |
|
2500 | 750 |
83 | 27 |
250 |
|
3000 |
900 |
100 |
33 |
300 |
PROTEÍNAS
A
proteína é segundo WILLIAMS (1995), um complexo químico que contém carbono, hidrogênio
e oxigênio - exatamento como as gorduras e carboidratos. A proteína tem outro
elemento essencial ,o nitrogênio, que constitui 16% da proteína em si. Estes quatro
elementos combinados são denominados aminoácidos. A proteína pode ser encontrada
tanto em alimentos de origem animal como vejetal. A ingestão de proteínas fornece
uma quantidade suficiente de aminoácidos às células do organismo. Elas usam essas
unidades químicas na formação de novas proteínas. As proteínas também ajudam no
crescimento, regeneração e substituição de diferentes tecidos do corpo, como ossos,
músculos , tecidos conectivos e as paredes de órgãos. Cada célula fabrica sua
gama específica de proteínas, com o código que determina a sequência de aminoácidos
contido no material genético dentro do núcleo da célula. Algumas proteínas são
enzimas, as quais promovem as reações químicas que produzem a energia necessária
às atividades celulares.
Nas
pessoas bem alimentadas, os aminoácidos não são necessários à produção de energia.
Os carboidratos e as gorduras são um combustível muito melhor. Nos casos de desnutrição
grave, em que estão esgotadas as reservas de gorduras e de glicogênio (carboidratos
de reserva), os aminoácidos agem como fonte de energia, em prejuízo da manutenção
, regenergação e crescimento dos tecidos (JORNAL O GLOBO, 1996) .
Alimentos
ricos em proteínas : As proteínas são fornecidas por alimentos de origem
animal e vegetal. A quantidade de proteínas adequada a cada pessoa é determinada,
basicamente, pela idade e peso . Normalmente os povos ocidentais ingerem a porção
recomendada, graças à maior disponibilidade de proteína , principalmente da carne
e do leite , no caso das crianças.
Fontes animais : Carnes , aves,
peixes, ovos e laticínios (proteínas
completas).
Fontes
vegetais :Feijões, castanhas, cereais e pão ( são parcialmente
completas pois não têm um ou mais dos aminoácidos essenciais).
Mesmo quem não come alimentos de origem animal ( vegetarianos ortodoxos ) pode
evitar a deficiência protéica adotando uma dieta que inclua grande variedade de
proteínas de origem vegetal ,que se completam.
QUANTIDADE NECESSÁRIA DE PROTEÍNAS POR PESO (KG) DE ACORDO COM A FAIXA ETÁRIA
| IDADE |
GRAMAS/kg |
|
0-0,5 | 2,2
|
| 0,5-1.0 |
1,6 |
|
1-3 | 1,2 |
| 4-6 |
1,2 |
|
7-14 | 1,0 |
| 15-18 |
0,9 |
|
19 PARA CIMA | 0,8 |