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Sex, 18/1/13 18:51

PERGUNTAS E RESPOSTAS ANTERIORES AO CDOF RESPONDE
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371. Avaliação Física para a Criança - 11/04/02
Por favor alguém poderia mandar alguma coisa que fale sobre avaliação física para criança de 1a a 4a série do Ensino fundamental? Há necessidade de se medir a massa corporal da criança ? Para que serve??? Tem grande necessidade que eu faça esta avaliação para a minha aluna?? Obrigado deste já !!Agradeço muito se alguém puder me ajudar ... Kellen Kelliny
Olá Kellen, sua pergunta é muito boa ! Convidamos o Prof. Jorge Luz, para esclarecer sua dúvida e ele nos responde o seguinte:
   Cara Kellen Kelliny, trabalho em escola de 1ª a 4ª serie do Ensino Fundamental e até hoje não vi uma necessidade para mensurar a massa corporal de meus alunos. Vejo uma necessidade maior em nós professores de Educação Física, mostrarmos nossa contribuição na comunidade escolar de um modo significativo atendendo aos Parâmetros Curriculares Nacionais, para mostrar a nova cara da EF.
No entanto, vc poderá até realizar tal mensuração em sua escola com objetivo de uma pesquisa científica, ou em trabalho conjunto com os alunos, seria algo interessante!!!
As referências de consulta que consegui para vc são os artigos abaixo:

*BIANCHETTI, Lenita A. - Tendência Secular de Crescimento em Escolares Catarinenses de 7 a 10 anos de idade - REVISTA MINEIRA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - DES/Universidade Federal de Viçosa - MG, v. VI, n.1, p.50 - 64, 1998.
* GLANER, Maria F. - Tendência Secular do crescimento físico e índice de massa corporal em escolares - REVISTA MINEIRA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - DES/Universidade Federal de Viçosa - MG, v. VI, n.2, p. 59 - 69, 1998.
* MEC - PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: EDUCAÇÃO FÍSICA: Ensino de primeira a quarta série : Brasília, 1997.

Leia mais:
A influência da E.F. no futuro da Criança
Posição oficial da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte: atividade física e saúde na infância e adolescência
A importância da atividade física para a criança e adolescentes no ambiente escolar (Inglês- OMS)
Juvenile Obesity, Physical Activity, and Lifestyle Changes

   A fim de desde cedo semear na educação da criança a busca pela saúde e melhor qualidade de vida, algumas escolas do país já estimulam seus alunos através da medição do percentual de gordura e palestras sobre obesidade. Se desejar desenvolver este trabalho poderá utilizar nossa página, leia: Equações de % gordura para crianças e adolescentes

Boa Sorte !

372. Por que não parar bruscamente após uma maratona ou exercício extenuante? 10/04/02
Sou aluno de Educaçao Física e gostaria que vocês me explicassem porque muitos dizem que ao término de uma maratona o indivíduo nao deve parar bruscamente e sim continuar no trote ou caminhando e se é correto dizer isso ou não?
Caro Usuário, esta é uma boa pergunta e tivemos o prazer de pesquisá-la e também convidamos o consultor Prof. Jorge Luz, para lhe esclarecer e quem lhe traz o seguinte:
   Para uma recuperação após uma maratona o indivíduo deverá continuar a trotar ou caminhar, período esse denominado de volta à calma. Devo salientar que o risco de acidentes cardíacos não ocorre somente durante a atividade física, mas também após a sua interrupção, sendo registrado um grande índice. Deste modo o retorno as condições orgânicas próximas as registradas no repouso, também, depende de fatores internos (nível de condicionamento, por ex.) e externos (clima, local, roupa e outros) ao indivíduo.
   Observamos a importância do nível de condicionamento que se encontra o indivíduo. Os atletas de alto nível possuem um retorno rápido e as condições hemodinâmicas próximas do repouso, tão logo ultrapassam a linha de chegada já param!
Sugiro que leia sobre Recuperação após exercício em:

FOX, Edward L. - Bases Fisiológicas da EF e dos Desportos - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 1991.
Exercicio na Saúde e na Doenca: Avaliação e Prescrição de Exercícios - Pollock Rio de Janeiro: Medsi, 1993.
Fisiologia do Exercício - Energia, Nutrição e Desempenho humano - Mcardle e Katch - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 1992.

   Segundo AFFA, 1995, um desaquecimento gradativo após um exercício extenuante, é utilizado para prevenir uma queda muito brusca na pressão arterial, pois muitas artérias no momento de uma parada brusca estão altamente dilatadas devido as alterações fisiológicas no sistema musculo-esquelético reduzindo a resistência do fluxo sanguíneo. Se o débito cardíaco e volume de ejeção são diminuídos rapidamente após um exercício em combinação com baixa resistência, pode resultar em uma redução brusca da pressão sanguínea. Assim, uma pobre pressão arterial pode ser insuficiente para bombear o sangue para alcançar níveis cerebrais causando tonturas e até desmaios ao praticante.
    Para evitar quedas bruscas de pressão arterial é importante que a intensidade do exercício seja diminuída lentamente. Mantendo a atividade e massageamento muscular o ritmo cardíaco vai lentamente se adaptando a redução assim como o débito cardíaco e volume de ejeção.
   Deve-se evitar deitar-se ou ficar de pé após um exercício vigorosos, pois causará uma concentração de sangue exagerada de sangue nos membros inferiores evitando que o fluxo sanguíneo e pressão arterial se mantenham equilibradas e eficientes.

373. Power Training - 10/04/02
Power Training? O que é? Tem resultado? Não é perigoso para as articulações? Daniel Marinho - Estudante.
Olá Daniel, O Prof. Jorge Luz, lhe traz o seguinte:
   O método Power Training, foi desenvolvido por Raul Mollet no final da década de 50. Esse método constitui-se basicamente de 4 tipos distintos exercícios: de halterofilismo, com medicineball, de coordenação, abdominais.
   Foi desenvolvido e aplicado em esportes baseados na força explosiva, tais como futebol, basquete, voleibol, polo aquático, arremessos, saltos, corridas de velocidade, esgrima, etc.
Por ser um método antigo deve sofrer alterações para se ajustar a atualidade e ao que você se propõe a trabalhar. Quanto ao fato de sofrer lesões deverá obedecer os princípios do treinamento e periodizar para não errar. Para uma boa fonte de consulta, procure:
DANTAS, E. H. M. - A prática da preparação física - Rio de Janeiro: Shape. 1995.

374. Capacidades Físicas - 11/04/02
Presiso realizar uma pesquisa sobre valência física. Já dei vasculhada no site de vocês, mas não achei nada, por isso peço aos profissionais da Cooperativa do Fitness uma ajuda, se for possível. Rafael Ramos - Estudante de E.Física
Oi Rafael, Vamos tentar lhe ajudar resumindo o seguinte:
Encontramos que este termo há muito tempo não se usa e na atualidade é mencionado como Capacidades Físicas.

As Capacidades Físicas podem ser :

CAPACIDADES
DESIGNAÇÃO
CARACTERÍSTICAS
Capacidades
Motoras
Força (força de explosão, força máxima, força de resistência, força relativa)
Resistência
Determinadas principalmente pelos processos energéticos
Capacidades
Coordenativas

Acoplamento (unir um movimento ao outro sem quebra)
Reação (capacidade de antecipação, concentração, percepção e atenção)
Diferenciação
Ritmo
Equilíbrio
Orientação
Variação
Associação
Aprendizagem Motora
Direção do movimento

Processos de condução e regulação do movimento
Outras Capacidades
Velocidade
Flexibilidade
Onde os dois elementos citados se interagem sem determinar predominância.

Conceitos:
Valência Física: São qualidades físicas especiais para determinados esportes.
Força: Massa x aceleração (m/seg²) - É a capacidade de superar ou suportar resistências por meio de uma ação muscular.
Força máxima:É a maior força que o sistema neuromuscular pode realizar por contração voluntária no desenvolvimento do movimento (Weineck,1989).
Força de Resistência: Capacidade de resistência à fadiga do organismo, em caso de performance de força de longa duração. (Weineck, 1998)
Força de Explosão: Compreende a capacidade que o sistema neuromuscular tem de superar resistências com a maior velocidade de contração possível(Weineck,1989).
Força relativa: É a força máxima que um atleta pode desenvolver em relação ao seu peso corporal.
Velocidade: É a capacidade sobre a base da modalidade dos processos do sistema neuromuscular e da faculdade inerente à musculatura de desenvolvimento da força de executar ações motoras em um mínimo de tempo, colocado sob condições mínimas (Weineck, 1989); Possibilidade do atleta executar ações motoras no menor tempo possível, em determinado percurso (Zacarov)
Flexibilidade: É a capacidade que as articulações detêm de terem uma amplitude de movimento (ADM) para as quais foram projetadas (todas as articulações têm um limite de amplitude).
Resistência: É a capacidade de resistir contra o cansaço físico e mental ao efetuar um esforço durante um tempo prolongado, mantendo os parâmetros dados de movimento; capacidade de recuperação rápida após um esforço. (Weineck, 1989; Grosser, 1988)
Grande abraço!

375. Impulsão Vertical- 15/04/02
Tenho 24 anos, e quando aos 15 tinha uma impulsão vertical de 85 cm, agora ela caiu, como eu volto a ter esta impulsão novamente ou então aumentá-la. E as fibras musculares brancas, tem papel importante para o ganho de impulsão? Trabalho pliométrico é o mais indicado? Desde já agradeço pela atenção e faço votos de contínuo sucesso. Robson Rigonato Lopes - acadêmico da UNIGRAN (Dourados-MS)
Oi Robson, sua pergunta recebeu uma contribuição de nosso Consultor Prof. Humberto Silva, veja o que ele gentilmente lhe responde:
    Caro Robson a impulsão vertical está associada a sua força explosiva dos MMII (membros inferiores) , se não treinada tende a diminuir como qualquer capacidade física.
A força explosiva realmente está ligada as fibras tipo II, quanto ao treinamento da mesma a pliometria é um método bastante eficiente, porém exige cuidados na sua aplicação pois o risco de lesão é grande. Existem alguns testes para estimar a altura ideal de queda.
A equação de Lewis é um destes e observe se o seu calcanhar toca o chão quando você cai.
Estes são cuidados básicos. Um abraço Humberto.

Sugerimos um outro teste de Salto Vertical:
Sargent Jump Teste (modificado, 1921) - Mede indiretamente a força muscular dos membros inferiores (Laboratoru Manual, 1994), citado por José Fernandes Filho no livro: A prática da Avaliação Física.

Equipamento: pode ser usada uma tábua de 1,50 m de ocmprimento e 30 cm de largura, marcada em cm, e fixada numa parede, devendo ficar afastada da mesma pelo menos 15,2 cm para que o aluno não se arranhe ao executar o salto.
Protocolo: a posição inicial é com o pé junto a uma linha (no chão), a 30 cm da tábua de marcação. Deve ser passado pó de giz nas pontas dos dedos indicadores da mão dominante e, com a outra, junto ao corpo, procura-se alcançar o mais alto possível, conservando-se os calcanhares em contato com o solo. Faz-se uma marca na tábua com os dedos (sujos de giz), agacha-se e salta, fazendo nova marca com os dedos na tábua (mão dominante) no ponto mais alto que se conseguir alcançar. Não é permitido andar ou tomar distância para saltar. O resulado é registrado medindo-se a distância entre a primeira marca e a segunda, registrada em cm, são permitidas 3 tentativas.

Cálculo: P x Kgm. s-¹= 2.21 x peso corporal x raiz quadrada de D (diferença entre a primeira marca até a segunda em metros)

Média dos Resultados de Salto Vertical da População (H.J. Montaye, Living Fit, p. 53, 1988)

Desempenho
Homens
Mulheres
%
cm
cm
90
80
70
60
50
40
30
20
10
64
61
58
48
41
33
23
20
05
36
33
30
25
20
15
10
05
2.5

Leia Mais:Treinamento para melhorar a impulsão - pliométrico

abração!

376. Pressão nos ouvidos durante o treino- 16/04/02
Oi, meu nome é Alexandre e sou estudante de Educação F ísica. Gostaria de saber porque durante os exercícios anaeróbicos (musculação), de vez em quando, sentimos uma pressão nos ouvidos (como em um mergulho)? Agradeço . Alexandre.
Oi Alexandre, nosso amigo Consultor Dr. Renato Romani nos esclarece o seguinte:
    Caro Alexandre, Existe entre os ouvidos e garganta uma certa "comunicação", como um túnel por onde passa ar e secreções do ouvido para a garganta. Quando realizamos um esforço de grande força muita vezes aumentamos a pressão dentro de nossa caixa torácica o que faz aumentar, também a pressão do ar da "garganta" em direção ao ouvido, imitando a Manobra de Valsalva (esta do mergulho para descompressão). Acho que deu para entender...

Um abraço. Dr. Renato



377. Bursite Trocantérica- 16/04/02
Eu gostaria de obter mais informaçõs sobre a bursite trocantérica, sua causa e tratamento fisioterapeutico. Obrigada! Melina.
Oi Melina, solicitamos colaboração para alguns Consultores e nossa Profa. Lara Marchi, prontamente, nos retorna o seguinte:
   A bursite nas imediações do quadril pode ser extremamente dolorosa e incapacitante. As bolsas sinoviais do quadril estão localizadas em áreas de deslizamento dos tecidos, onde funcionam amortecendo os choques. Em resposta aos traumas agudos ou ligados a solicitação exagerada, essas bolsas podem aumentar de tamanho, provocando dor aguda. Os principais tipos de bursite na região do quadril são as inflamações das bolsas trocantérica, isquiática e iliopectínea.
   A bolsa do grande trocanter é afetada com maior frequência, ela irritada, muitas vezes, pelo atrito da fascia iliotibial encurtada, por meio da inserção do músculo glúteo médio, ao deslizar sobre a parte externa da coxa durante a marcha.
   Outro fator capaz de provocar a irritação desta bolsa sinovial pode ser o deslocamento excessivo da pelve no plano horizontal, consecutivo ao comprimento desigual das pernas, à marcha trendelenburg devido a fraqueza no músculo glúteo médio e ou sobre corrida em terreno irregular.
   Ao exame clínico o paciente refere dor nesta região a palpação e as vezes não consegue permanecer deitado muito tempo sobre o lado afetado. O sinal de observação muitas vezes é positivo, e os musculos de abdução apresentam fraqueza muscular.
   Tratamento desta afecção consiste no alongamento dos tecidos, que por ventura apresentam contratura, como o musculo extensor da grande fáscia e iliotibial, assim como exercícios para aumentar a força dos abdutores do quadril. A correção do mal alinhamento e dos erros de treinamento (superficie da corrida) costuma dar bons resultados. Lara

Fonte: Fisioterapia em ortopedia e medicina no esporte - Autor: Terry Malone 3ºed - editora santos.


378. Maturação da Criança e Avaliação Funcional- 16/04/02
Gostaria de tirar uma dúvida sobre a faixa etária de maturação da criança na Avaliação Funcional, ou seja:
1-PRÉ-PUBERDADE; 2-PUBERDADE; 3-PÓS-PUBERDADE. Os ítens 1,2 e 3 por faixa etária tanto do sexo feminino e masculino, segundo PROTOCOLO DE DEURENBERG (4 DOBRAS). Agradeço desde de já. Márcia
Oi Márcia enviamos sua pergunta para alguns Consultores e quem nos respondeu foi o Prof. Luiz Moraes. Veja o que ele responde:
Amigos do CDOF e leitora!

   Teoricamente essas faixas etárias são caracterizadas e diferenciadas pela liberação hormonal ocasionando uma grande mudança corporal e, consequentemente, nos valores físicos e fisiológicos. Sendo assim, as avaliações funcionais nessas faixas etárias são as que estão mais sujeitas à variações e menos fidelidade, de qualquer protocolo, exigindo muito mais o bom senso e experiência dos avaliadores. A puberdade nas meninas, em geral, começa entre os 10,5 e 11,5 anos com o início do desenvolvimento dos seios e dos pêlos púbicos, podendo se completar até os 13 ou 15 anos. Nesse período, a menina deve completar o crescimento estatural e o ponderal. Ora pode crescer muito, ora pode aumentar, teoricamente, muito o percentual de gordura em função da maturação hormonal. A capacidade aeróbia e os valores de VO² relativos podem ser alterados em, ou por um curto período de tempo. Da mesma forma, a maturação óssea pode não coincidir teoricamente com a idade. Algumas meninas também podem começar esse desenvolvimento aos 9 anos de idade "bagunçando", por assim dizer, todo e qualquer procedimento de avaliação.
   Nos meninos, as mudanças, geralmente, começam entre 11 e 13,5 anos com o aumento gradativo dos órgãos genitais, pêlos masculinos, engrossamento da voz emfunção da liberação maior da testosterona. Com isso, a força física podecomeçar a se acentuar, assim como o crescimento estatural, mas a flexibilidade diminui e a maturação óssea apresentar muitas variações. Da mesma forma que as meninas, essas mudanças podem não seguir uma regra representativa. Em um estudo suíço citado por Cooper com 122 garotos, por exemplo, o início desta fase abrangia desde um pouco abaixo dos oito anos até os 13 com o pico de crescimento estatural variando dos 12 aos 16anos.
    Conclusão. Qualquer que seja o protocolo escolhido para fazer as suas avaliações é "tão bom ou tão ruim quanto". O mais importante é seguir os procedimentos estabelecidos e usar sempre o mesmo protocolo nas reavaliações para poder comparar "o que com que". Para melhores esclarecimentos acesse aqui mesmo no nosso site o endereço: www.cdof.com.br/protocolos1.htm. Espero estar ajudando.


Crescimento, Composição Corporal e Desempenho Motor de Crianças e Adolescente" (Guedes & Guedes, 1997).
Leia mais: Infância e adolescência
Luiz Carlos de Moraes - CREF1 RJ 3529


379. Quadros de alongamentos e para decoração de academias - 19/04/02
Gostaria de saber onde compro em São Paulo porters para confecção de quadros para decoração de minha academia. Outra dúvida, onde encontro a sequência de alongamento com figuras para colocar em minha academia
um abraço. Andre Giovane
Oi André... o Consultor Prof. Msd. Fernando Busanelli, gentilmente, lhe passa uma idéia bem original. Veja o que ele retornou:
Caro André Giovane,
   Como não me estabeleço na grande São Paulo não tenho idéia onde possa encontrar os posters para a decoração de sua academia, mas uma técnica que utilizo e que dá um grande retorno é a de fotografar alguns clientes da própria academia que tenham um bom físico sem a cabeça ou uma pose em que não divulgue sua identidade e depois mando para uma empresa de produção de banners. Além de oferecer o quadro para o cliente fotografado, ou procure quadros de fotos da Grécia antiga onde os homens cultivavam muito o físico.
   Com relação ao quadro de alongamentos, faça a mesma coisa com os seus professores após ter montado uma sequência de alongamentos onde trabalhará todos os grupos musculares, monte o quadro e coloque-o no setor de alongamento da academia de preferência ao lado do espaldar.
Espero tê-lo ajudado, à disposição para mais dúvidas. Prof. Msd. Fernando Busanelli



380. Via piramidal e vasodilatação na massagem - 21/04/01
Sou estudante de fisioterapia de IBMR- Rio de Janeiro. Queria saber sobre VIA PIRAMIDAL . E uma outra questão: como a massagem promove a vasodilatação? Obrigada pela ajuda. Joana
Oi Joana, nosso Consultor/ Ft. Marcos Vidal Dourado, gentilmente lhe retorna o seguinte:
    Olá Joana !! São questões muito amplas que merecem bastante critério ao serem respondidas pois alicerçam o trabalho de todo profissional médico ou paramédico. Talvez precisemos dividir a resposta em etapas, mas vamos lá !

VIA PIRAMIDAL - Tem como função primordial a motricidade voluntária. Origina - se na área cortical 4 (segundo Brodmann) com vias eferentes (descendentes) no tracto córtico espinhal anterior e no tracto córtico espinhal lateral que é originado pela decussação das pirâmides. Razão pela qual você se defrontará com pacientes que apresentam lesão do hemisfério cortical direito e sequela motora no hemicorpo esquerdo. Os tremores e desajustes motores piramidais se manifestam na tentativa de realizar o movimento sendo diametralmente oposto aos tremores extrapiramidais (Ex: Parkinsonismo) que se apresentam em repouso de forma involuntária.
   Na avaliação clínica, os reflexos patológicos mais pesquisados são: Sinal de Babinski , Sinal de Chaddock e Sinal de Oppenheim.

Fontes:
CHUSID - Neuroanatomia Correlativa e Neurologia Funcional , Guanabara Koogan 1985, p 12 - 20 e p 179 - 81
BRODAL A. - Anatomia Neurológica Com Correlações Clínicas, Roca 1984


VASODILATAÇÃO NA MASSAGEM - ocorre por liberação colinérgica (acetilcolina, acetilase da colina e colinesterase) e noradrenérgica (norepinefrina nos receptores Beta 2) nas artérias como resposta à estimulação das terminações nervosas e dos diversos receptores cutâneos sensitivos, tais como, corpúsculos de Merkel (tato), Meissner (tato), Pacini (pressão) e terminações de Ruffini (pressão).

Fontes:
GOODMAN & GILMAN - As Bases Farmacológicas da Terapêutica, Guanabara Koogan 1973, cap. 21.
CHUSID - Neuroanatomia Correlativa e Neurologia Funcional , Guanabara Koogan 1985, p 213 - 20.

    Joana qualquer dúvida é só você retornar ao site que faremos tudo o que for possível para promover o seu aprimoramento. Marcos Vidal

381. Desgaste da coluna vertebral e tratamentos- 21/04/02
Meu pai foi diagnosticado com desgate vertebral (desgaste da cartilagem entre os discos vertebrais). Ele consultou vários especialistas e todos disseram que e um caso cirúrgico, porém meu pai optou por nao fazer a cirurgia e tentar alternativas para aliviar a intensa dor. Gostaria de saber mais sobre a assunto e se existem de fato alternativas (ele tentou massagem, acupuntura a fisioterapia) ou se ele deve simplesmente fazer a cirurgia (os medicos não garantem cura). Grata, Angelita Alfieri

Oi Angelita, o Ft. Marcos Vidal Dourado lhe traz importantes contribuições sobre o assunto:
Olá Angelita !!
   Para estabelecer um prognóstico confiavél sobre o quadro do seu pai seria necessário avaliá-lo pessoalmente e estar de posse de todos os exames (laboratoriais, radiológicos, densitometria, . . . ), como não é possível, vou apresentar o máximo de informações a fim de proporcionar maior sustentação na hora de sua decisão.
   O tratamento para espondiloartrose (artrose nas vértebras) deve ser medicamentoso e fisioterápico. Na área medicamentosa, existem princípios ativos de última geração como a Diacereína (Artrodar) e o Ácido Hialurônico de alto peso molecular (Polireumin, Hyalgan, . . .), além do Osteobiflex. Essas medicações tem a função de refazer a cartilagem e osso subcondral proporcionando a diminuição da inflamação e consequente diminuição da dor.
   Na fisioterapia seu pai pode com certeza obter benefícios com a acupuntura - diminuição da dor, efeito calmante e relaxante, melhoria do ânimo, . . .; Massagem - excelente resultado desde que não seja vigorosa nem profunda; Hidroterapia - movimentos de tração e rotação vertebral aplicados de maneira suave dentro da água é uma excelente opção que pode ser associada a prescrição de exercícios específicos de alongamento a serem realizados dentro e fora da água. Existem outras técnicas menos utilizadas porém com eficácia comprovada como a aplicação de campos eletromagnéticos e magnéticos que além das funções já descritas participa da reposição dos componentes da cartilagem e do osso evitando a evolução degenerativa. Tais componentes como cálcio, magnésio, fósforo, sódio, potássio entre outros são elementos paramagnéticos e podem ser direcionados pelos campos magnéticos. Outra possibilidade reside nos enfaixamentos e cataplasmas feitos com matéria orgânica como argila, ervas medicinais com clara de ovo, gordura de carneiro atuando como excelente coadjuvante no tratamento.
   Acredito que você e seu pai tenham mais dados para decidir com segurança, não se esquecendo que o sucesso reside na escolha da técnica correta com o profissional adequado muita perseverança e força de vontade. Marcos Vidal

Sites sobre o assunto:
Doenças da coluna vertebral - Dr. Jamil Natour
Várias pesquisas Sobre problemas na Coluna Vertebral - Medix

 

 

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