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389.
Qual a diferença
no trabalho do bíceps braquial
nos exercícios: rosca direta,
scott, concentrada, pulley, alternada
e variações? 02/05/02
- Maicon
Pasini - estudante
Boa pergunta Maicon! O Prof.
Luiz Moraes , nos traz uma
bela explicação sobre
o assunto, veja:
Olá Maicon e amigos do CDOF!
O bíceps
braquial é um músculo
biarticular com duas origens e uma
inserção atuando tanto
na articulação do
ombro como no cotovelo, tendo ainda
participação na radio-ulnar.
A primeira origem é a porção
longa no tubérculo supraglenóide
da escápula. A segunda, porção
curta, tem origem no ápice
do processo coracóide da
escápula. É o principal
músculo flexor do cotovelo
com sua inserção na
tuberosidade do rádio. Portanto,
começa na escápula,
atravessa o ombro, o cotovelo e
termina no rádio. É
auxiliado pelo braquial anterior
e o braquiorradial que são
monoarticulares atuando na flexão
do cotovelo, e devido às
características do bíceps
braquial, podemos trabalhar de variadas
formas: com as origens fixadas flexionando
os cotovelos como no caso dos exercícios
de rosca direta, scott, concentrada,
braços em cruz com polia
alta, ou com a inserção
fixa flexionando a articulação
do cotovelo, movendo o úmero
em direção ao antebraço.
Exemplo do tradicional exercício
na barra fixa.
Como é
um músculo aparente e que
mexe de certa forma com a vaidade
masculina, existem vários
exercícios destinados ao
bíceps. A rosca scott no
aparelho talvez seja o mais seguro
porque obriga um trabalho isolado
do bíceps braquial, braquial
e braquiorradial dispensando a ação
de
estabilizadores e outros auxiliares.
A engenharia dos
novos aparelhos permite que a resistência
seja constante em quase toda a amplitude
do movimento sendo que o maior braço
de resistência e torque ocorre
a 90º de flexão do cotovelo
e exigência do bíceps
braquial. Como ele não trabalha
sozinho, a 100º de flexão
do cotovelo é a vez do braquial
ser mais exigido.
Na rosca scott
os braços ficam apoiados
evitando-se a movimentação
dos ombros isolando também
a ação dos flexores
de ombro. Os iniciantes devem, nesse
exercício, evitar a extensão
completa do cotovelo, momento de
maior desvantagem mecânica.
A ROSCA DIRETA
? É um exercício que
exige muita atenção
à postura por ser cercado
de mitos, preconceitos e invenções
sinistras. Entra em ação
os estabilizadores, sinergistas,
auxiliares e tudo o mais... Todo
mundo trabalha um pouquinho. Os
trapézios e os músculos
da cintura escapular mantém
a estabilidade, o abdome, os paravertebrais
e os intercostais participam da
postura e as pernas da base. O maior
braço de resistência
também acontece a 90º
de flexão do cotovelo exatamente
quando a barra está mais
longe do corpo e o antebraço
paralelo ao chão. Isso exige
ação dos músculos
da batata da perna (gastrocnêmios
e sóleo) tentando evitar
a perda do equilíbrio porque
o peso da barra desloca o centro
de gravidade para a frente. No início
do movimento há uma tendência
dos cotovelos se deslocarem para
trás e pode ser evitado.
As pernas devem ficar paralelas
e ligeiramente flexionadas, embora
nada impeça de se fazer a
base do judô com uma perna
mais à frente e outra atrás.
Com as pernas paralelas o desequilíbrio
é mais evidente. Particularmente,prefiro
ter mais base.
Um erro comum
é a infeliz idéia
ou invenção do "encaixa
quadril". As curvaturas da
coluna devem ser mantidas no seu
natural. Ou seja, posição
anatômica. A retificação
da lombar pode diminuir a capacidade
da coluna dissipar forças
em até 50%. Aí, não
adianta "encaixar quadril"
achando poder aumentar a capacidade
de levantar mais peso. A coluna
pode "pagar a conta" na
forma de lesão. Deve-se também
evitar a flexão total de
tal forma que a barra se aproxime
muito do peito, ou que os cotovelos
se desloquem para a frente ficando
debaixo da sobrecarga exigindo muito
mais dos flexores de ombro, aumentando
o estresse articular dos cotovelos
sem necessidade. Para se evitar
isso, basta manter os cotovelos
sempre ao lado do tronco.
Outro "suposto"
erro é a tradicional "roubada".
Ou seja, o ato de encolher os ombros
numa posição cifótica
principalmente se a carga for muito
pesada. A coluna e as articulações
escápulo-umeral nesse caso
é quem pode estar indo para
o sacrifício. Portanto!!!!
Sem invenções... peito
pra fora, barriga pra dentro e curvaturas
da coluna normal.
Todos os exercícios
destinados ao desenvolvimento do
bíceps braquial são
eficientes e as variações,
principalmente da posição
da pegada supinada, pronada ou em
"martelo" tem como objetivo,
pelo menos teórico, mudar
a solicitação motora
da porção distal,
medial e proximal. Entretanto, ainda
não existem estudos suficientes
comprovando isso. O que se sabe
é que a maior solicitação
ocorre a 90º e o exercício
mais anatômico é a
rosca direta com a barra "w"
embora, não haja também
unanimidade nos estudos. Todos são
tão bons ou ruins quanto.
De qualquer forma, é sempre
bom variar já que são
tantas as opções.
Rerefências:
1) CAMPOS, Maurício de Arruda
- Biomecânica da Musculação.
Ed Sprint RJ 2000.
2) BRUNNSTROM, Signe - Cinesiologia
Clínica - Ed. Manole Ltda.
- 4ª edição -
São Paulo - 1989.
3) DELAVIER, Frédéric
- Guia dos Movimentos de Musculação
- Abordagem Anatômica. Ed.
Manole 1ª Edição
Brasileira, S.P. 2000.
4) KAPANDJI, A. I. (Ibrahim Adalbert)
- Fisiologia Articular, 5ª
edição - volume 1
- Membro Superior - São Paulo
- Ed.Panamericana, Rio de Janeiro
ed. Guanabara Koogan, 2000.
5) KENDALL, Florence Peterson e
Elizabeth K. Mc Creary - Músculos
Provas e Funções.
Ed. Manole Ltda. 3ª edição,
1987.
6) ZATSIORSKY, Vladimir M. - Ciência
e Prática do Treinamento
de Força - São Paulo
- S.P. - Phorte Editora Ltda,
1999.
Espero estar ajudando! Um grande
abraço! Luiz C. Moraes CREF1
RJ 3529
Nosso
abraço !
390.
Para ministrar aulas de artes marciais
precisa ter curso de E.F.? - 03/05/02
Olá
pessoal do CDOF, mais uma vez parabéns
pelo site!!!! Poderiam me informar,
se para ministrar aulas de artes
marciais o professor precisa ser
formado em Educação
Física, ou seja, ser registrado
no CREF? Grato
pela atenção. Prof.
Fábio
Olá Fábio,
você já deve estar
sabendo, que com a nova lei 9.696,
de 1º de setembro de 1998, de
Regulamentação da
E.F., as coisas andaram mudando
para o não graduados em Educação
Física. Portanto, procuramos
informação especializada
com quem atua diariamente nesta
área. Consultamos alguns
CREFs e quem nos retornou foi a
Secretária do Conselho Regional
CREF5 - Fortaleza - Marcela Moreira.
Site: www.cref5.org.br,
dizendo o seguinte:
Oi Fábio, se o professor já atuava
na área da Educação Física antes de 1995
(3 anos antes da lei) ele tem direito ao registro. Precisa ter o registro
para trabalhar, sim. E se você não trabalhava na área
até antes de 1995, só poderá exercer a profissão
se concluir curso superior de EF.
No caso de ser
formado: segundo o Documento de
Intervenção Profissional
e a Lei 9696/98, e prerrogativa
do Profissional de Educação
Fisica (devidamente habilitado)
ministrar aulas de qualquer atividade
física, incluindo dança,
artes marciais e recreação,
sendo necessário ser registrado
no CONFEF.
Leia mais:
Praticante
de Ciclismo trabalhando como Professor
de Spinning
Nosso
abraço !
391.
Efeito "Sanfona"
- 06/05/02
Olá amigos do CDOF! Moro
no Sul de Minas e gostaria de iniciar
um trabalho de conscientização
com os alunos da academia, pois
está chegando o inverno,
e como aqui faz muito frio, os alunos,
por preguiça ou até
mesmo pela baixa temperatura (propícia
ao acúmulo de gordura) não
freqüentam regularmente a academia.
Com isso, na véspera do verão
esperam um corpo perfeito. Gostaria
de saber mais sobre o efeito "sanfona"
e seus malefícios a saúde.
Obrigado...Fabiano.
Olá Fabiano, esta pergunta
é bem interessante, e temos
certeza que trará luz para
muitas outras. Convidamos um colega
para lhe esclarecê-la... vejamos
o que o Prof.
Luiz Moraes nos traz:
Amigo Fabiano e os do CDOF!
O problema da
rotatividade em academia não
é só dos lugares mais
frios. Mesmo nas cidades como a
do Rio de Janeiro, onde teoricamente
as pessoas são mais adeptas
ao exercício físico
e não faz tanto frio, o fluxo
de alunos inscritos em determinadas
épocas é muito variável
também. Com isso, as pessoas
vivem engordando e emagrecendo sofrendo
dos chamados efeitos "sanfona".
Os responsáveis
pela obesidade são os tais
adipócitos que a gente já
nasce com uma quantidade determinada
pelo código genético.
Disso não se escapa. Entretanto,
existem três fases na vida
em que essa quantidade de adipócitos
pode ser aumentada: durante a gestação,
alimentação sólida
no primeiro ano de vida antes do
aparelho digestivo estar preparado
para isso e na adolescência.
Efeitos conhecidos como Hiperplasia
das células Adiposas"
McArdle 1998 (Veja: http://www.cdof.com.br/consult25.htm#193)
A ciência
não encontrou, pelo menos
até agora, fórmulas
para diminuir a quantidade dessas
células de gordura do corpo.
Os regimes apenas "desincham-nas",
mas continuam lá, prontinhas
para crescer de novo. A moçada
adepta da lei do menor esforço
facilmente são iludidas pelas
dietas miraculosas, aplicações
e outras paranóias que a
gente conhece bem.
O grande problema
de quem engorda e emagrece, "Efeito
Sanfona", é que, a cada
regime, principalmente se não
vier acompanhado de exercícios
físicos, o corpo perde massa
magra, efeito conhecido como catabolismo.
Ou seja, o corpo sob restrição
de nutrientes básicos vão
buscar a sua energia nas proteínas
tão importantes para os músculos.
As dietas hipocalóricas,
que normalmente as pessoas recorrem,
têm grande chance de levar
a isso.
Resultado. A
cada verão as pessoas têm
mais dificuldades para emagrecer
porque estarão com um percentual
de gordura maior e menor de massa
magra. Em síntese, mais gordas
com menos músculos.
É consenso
entre os especialistas que uma perda
de peso saudável não
deve ser maior que um quilo por
semana. Se a dieta vem acompanhada
de exercício físico,
a massa muscular adquirida será
responsável pela geração
de 70 a 75% do gasto de energia
total. Sem contar, que as pessoas
com um percentual de massa magra
maior, têm um gasto calórico
basal maior. Ou seja, gastam mais
calorias paradas.
Como você
pretende fazer alguma coisa para
estimular essas pessoas a freqüentar
a academia no inverno, comece pelo
estímulo criando programas
atrativos e ou aulas especiais com
sorteios de brindes. Um boa isca,
é oferecer, por exemplo uma
vantagem na mensalidade no verão
para quem freqüentar no inverno.
O problema é que dá
trabalho para ter esse registro.
Ou, se preferir faça isso
no inverno.
Como as pessoas
estarão teoricamente mais
preguiçosas, na musculação,
monte programas com poucos exercícios
multiarticulares envolvendo grandes
grupos musculares onde as pessoas
estarão tendo grande gasto
calórico e desenvolvendo,
ou pelo menos mantendo a massa magra.
O ideal seria de 6 a 8 exercícios
com uma a no máximo duas
séries, de tal forma que
o aluno não seja obrigado
a ficar mais de uma hora na academia.
Bom, espero ter respondido a sua
pergunta. No mais, dentro dos princípios
citados use a criatividade para
atrair as pessoas para a academia
no
inverno. Um grande abraço.
Luiz C. Moraes CREF1 RJ 3529
Leia mais:
Fatores
que causam a Obesidade
Obesos
que não emagrecem
A
obesidade na infância
A
obesidade na vida adulta
Obesidade
e Exercícios Com Peso
Obesidade
e Qualidade de Vida
Adipócitos
Controle
de peso
392.
Alongamentos
na Natação- 07/05/02
Olá,
estudo na Universidade Católica
de Salvador, gostaria de ter alguma
informação a respeito
do alongamento em aulas de Natação
para adultos e treinamento de equipe!!!
Levando em consideração
o curto tempo das aulas (50 min)
para aperfeiçoamento das
qualidades físicas, exercícios
corretivos, perna, braço...
será preciso ter 10 min de
alongamento? Fazer antes ou depois
do aquecimento? Preciso fazer no
final das aulas também?...
Assim a aula só teria 30
min + 20 min de alongamentos. Grato.
Alexandre Macchi
Olá Alexandre,
convidamos alguns consultores para
contribuir para sua pergunta e recebemos
o retorno do Prof.
Jorge Henrique do Nascimento,
que, gentilmente, nos explica o
seguinte:
Olá, Levando em consideração
que não foi explícito
na pergunta se o treino era para
iniciantes, atletas profissionais
ou não, tentarei abranger
todo tipo de treino.
Após estudar
como se planeja a preparação
física, convém atentar
para alguns conteúdos que
influenciarão decisivamente
o rendimento do seu aluno. Baseando-se
na experiência prática,
pode-se afirmar que todo aquecimento
executado dentro das técnicas
apropriadas, volume e intensidade
adequados, terão efeitos
benéficos sobre a performance,
além de salvaguardar o organismo
de possíveis lesões.
O alongamento
está diretamente ligado ao
aquecimento e em muitos casos são
confundidos. Para que haja um bom
entendimento, é bom salientar
que a qualidade de uma atividade
independe do alongamento ser executado
antes e/ou depois da atividade e
sim da intensidade e duração
da mesma. Não se pode deixar
de considerar a indispensabilidade
de um trabalho preparatório
prévio, bem como de uma volta
a calma após os exercícios.
Em se tratando de equipe de competição
o tempo do treino, propriamente
dito, varia de acordo com a fase
(básica/específica/competição/transição),
poderá aumentar na fase básica
e específica (volume X intensidade)
ou diminuirá no período
de competiçãoe transição
(chamada também de polimento)
A sugestão
é que varie seu tempo e aula
de acordo com o lastro fisiológico,
emocional e as particularidades
(ex. atrofias, encurtamentos, paralisias
e outras patologias) de sua clientela
. Para se aprofundar um pouco mais
aconselho as seguintes bibliografias:
1) NATAÇÃO QUATRO
NADOS- AUTOR: MARCELO GARCIA MASSAUD
- ED. SPRINT, 2001
2) ENSINO DA NATAÇÃO
- AUTOR: R. CATTEAU G. GAROFF- ED.
MANOLE, 1990
Bom proveito e um forte abraço!
Profº Jorge Henrique Peixoto
Do Nascimento.
CDOF: Alexandre, com o advento
da popularização da
hidroginástica, muitas pesquisas
já estão sendo direcionadas
para exercícios na água
e ao nosso ver, elas podem ser aproveitadas
para a natação. Sugerimos
esta matéria sobre a hidroginástica:
Aquecimento,
alongamentos e temperatura ideal
na Hidroginástica
Boa
sorte !
393.
Bioimpedância
x dispositivos internos - 13/05/02
É recomendado que as pessoas com marca-passo
ou outros dispositivos internos , não se submetam a avaliação
da composição corporal através da bioimpedância.
Gostaria de saber se o D.I.U.(dispositivo intra-uterino)se encontra
na lista destes dispositivos citados, visto que o fabricante(TANITA)
não relata, especificamente, quais dispositivos são esses.
Agradeço desde já, Jaqueline
Olá Jaqueline, recebemos
a consultoria de dois colegas, que
gentilmente, nos enviam o seguinte:
Prof.
Ms. Roberto Fernandes da Costa:
Amigos do CDOF,
O DIU não
é mencionado em nenhum estudo
ou manual de equipamentos de impedância
bioelétrica, portanto não
precisamos nos preocupar com ele.
Além isso, quem trabalha
com a Tanita deve ter outras preocupações,
já que o equipamento dispõe
de equações preditivas
produzidas para a população
japonesa que não apresenta
uma característica de acúmulo
de gordura glúteo-femoral,
que é o caso das mulheres
brasileiras.
Nos estudos que
realizamos para testar a validade
desse equipamentos, ele superestimou
a gordura corporal tanto em homens
quanto em mulheres, sendo que nas
mulheres essa superestimativa chegou
a 50%. Um abraço, Prof. Ms.
Roberto Fernandes da Costa
DR.
Renato Romani,
Cara Jaqueline,
Existem diversos
modelos de bioempedância e
de marca-passos no mercado o que
possibilitaria uma série
de combinações possíveis
e não possíveis, mas
entendendo como funciona o marca-passo
talvez entenderíamos porque
do risco da bioempedância.
O marca passo
é um dispositivo implantado
no corpo humano com a intensão
de criar campos elétricos
na área do coração,
os quais iniciariam o processo elétrico
do batimento cardíaco. Como
um pequeno choque. Porém
esses aparelhos recebem influência
de ondas eletromagnéticas
como por exemplo o aparelho de micro-ondas,
torres de transmissão de
eletricidade, ressonância
magnética, entre outros exemplos.
Os aparelhos mais modernos recebem
uma blindagem contra esse tipo de
interferência possibilitando
uma vida sem tantos medos.
O aparelho de
bioimpedância cria uma corrente
galvânica pelo corpo para
tentar, através da diferença
da resistência alcançada
no corpo humano predizer a taxa
de gordura, por isso se o indivíduo
tomar um copo d'água a leitura
será errada!
Dá para
entender então que a bioimpedância
poderá causar alguma interferência,
assim sugiro o método de
dobras cutâneas, pois se bem
realizado você terá
um erro muito semelhante ao do aparelho
de bioimpedância.
Já o DIU
é um aparelho inerte, ele
não funciona com cargas elétricas,
magnéticas ou eletro-magnéticas,
não interferindo; porém,
muito provavelmente a leitura não
será fidedigna pois a resistência
elétrica do corpo humano
com DIU poderá ser diferente.
Nesse caso faça um comparativo
entre a Bioimpedância e as
Dobras, pois não afetará
o corpo humano nem o correto funcionamento
do DIU.
Atenciosamente. Dr. Renato Romani

394.
Recreação
para crianças portadoras
de deficiência visual - 13/05/02
Estou desenvolvendo minha monografia
com o tema "Recreação
para crianças com idade compreendida
entre 7 a 10 anos portadoras de
deficiência visual" e
gostaria de saber se você
tem alguma informação
para me ajudar ou tem alguma referência
bibliográfica para indicar.
Aguardo respostas ansiosamente.
Sem mais, Renata.
Oi Renata o Prof.
Sergio Castro contribui
conosco trazendo algumas fontes
de consulta, veja:
Alô amiga Renata, favor consultar
os sites:
www.sentidos.com.br/subhome/esportevivo.asp
www.abdcnet.com.br/meio.htm
www.abdcnet.com.br
Boa sorte ! Prof. Sérgio
Castro
Outros sites sobre o assunto:
www.sac.org.br/edu_fis.htm (sociedade
de assistência ao cego)
Associação
de esportes para surdos e mudos
dos E.U.A
Esperamos que consiga um bom material
e, quem sabe, possa dividir seu
trabalho com os outros usuários
no futuro. Seja em forma de aulas
práticas, seja nos enviando
seu resumo bibliográfico.
Sucesso !

395.
Teste para verificar o tipo de fibra
do atleta - 13/05/02
Caros colegas, gostaria de saber se há algum teste para se descobrir
que tipo de fibra um atleta possui. Robson Rigonato - Dourados-MS (Acadêmico
de Educação Física da UNIGRAN)
Oi
Robson, contamos com a ajuda de
alguns professores para esclarecimentos,
e unindo todos os trabalhos temos
uma boa pesquisa, veja abaixo:
Prof.
Humberto Silva
As
características de uma fibra
muscular só podem ser conhecidas
através de biópsia
muscular para poder se constatar
as características histoquimicas.
Humberto
Prof.
Moraes
Amigo Robson!
O teste para
identificar o tipo de fibra muscular
consiste numa biópsia mas
de certa forma, segundo os estudiosos
no assunto, é caro, doloroso
e com poucos resultados práticos.
Em primeiro lugar, sabe-se que o
corpo humano é composto basicamente
de dois tipos de fibras musculares:
contração lenta, fibras
tipo I e contração
rápida ou tipo II.
Os problemas começam que a agulha para retirada
de tecido é mais ou menos da grossura de um lápis. Em
segundo lugar, as fibras do tipo II, que são subdivididas em
IIa e IIb se transformam com o estímulo ao treinamento de força
mudando as suas características. As tipo IIb se transformam em
IIa assim como as tipo I migram para IIa. Cargas muito altas na musculação
com poucas repetições alteram a composição
das fibras musculares de IIb para IIa. Em terceiro lugar, é que
tudo isso ainda gera muita discussão e, sendo caro e doloroso...
Dê uma olhada em:
www.bvbv.hpg.ig.com.br/acervo/une/une29.html
www.noticiasdocorpo.com.br/ano1n002/materia.htm
www.cdof.com.br/consult39.htm
Espero estar ajudando ! Um grande
abraço. Luiz Carlos de Moraes
Prof.
Fabrício Gontijo
Caro
ROBSON: a Biópsia é
uma maneira de se verificar que
tipo (ou tipos) de fibra muscular
o indivíduo possui. Trata-se
de um método bastante invasivo,
pois retira-se uma parte do tecido
do corpo. Através da micrografia
eletrônica (uma espécie
de radiografia do tecido) e técnicas
específicas de coloração
e reação é
possível identificar o tipo
de fibra muscular. Por exemplo:
com um determinado reagente, as
células coradas em tom escuro
têm altos níveis de
ATPase miosínica e são,
pois, fibras tipo II. Pesquise mais
! abraços. Fabrício
G. Sá;

396.
Educativos
de correção do Costa e Crawl para Crianças de 6-14
anos - 13/05/02
Olá pessoal do CDOF ! Gostaria de saber
quais os educativos que podem ser aplicados com crianças de 6
à 14 anos para o nado crawl e costas. Tenho crianças com
dificuldades no crawl: rotação do quadril; só um
braço faz a fase de recuperação; não consegue
fazer respiração lateral. Dificuldades no costas: não
há elevação de quadril; só um braço
faz a fase de recuperação. Aproveito
a oportunidade para solicitar o endereço de algum site específico
de natação e hidroginástica. Grata pela atenção.
Rita de Cássia Bahú
Olá Rita, nossa querida Consultora Profa.
Soraia Dutra colabora conosco trazendo o seguinte:
Oi Rita,
Em primeiro lugar, não há educativos
específicos para crianças ou adultos. Você deve
sim, diferenciar o modo como explica para uma criança, levando
em consideração suas experiências (que são
poucas).
Para o ensinamento de qualquer um dos nados é
preciso, em primeiro lugar, ter uma boa base na adaptação,
ou seja - Este aluno está executando corretamente a perna? Esta
é o seu equilíbrio, a sua base. A partir daí os
outros educativos poderão ser adicionados conforme o desenvolvimento
da sua aprendizagem.
Com relação à respiração lateral
faça o seguinte educativo:
*Pernada lateral:
1 Segurando com uma mão na prancha (estendida acima) e
a outra colada na coxa, executar a pernada com o corpo decúbito
lateral, com a cabeça fora d´água.
2- Peça que façam a pernada em decúbito ventral,
de crawl, por três tempos (contando até 3) e depois passem
para decúbito lateral por mais três tempos. Lembrando sempre
que é expressamente proibido olhar pra frente. Daí para
a respiração lateral é direto.
A execução da braçada é
muito melhor assimilada após o ensinamento da respiração
lateral. E lembre-se de pedir a troca de lado (tanto na respiração
quanto na braçada) para que o aluno se obrigue a executar e educar
para os dois lados.
Quanto à rotação de quadril,
esta não é executada durante o nado. O que é feito
é uma pernada lateral na execução da
braçada com respiração lateral, ou seja, o corpo
todo passa para o decúbito lateral, e não apenas o tronco.
Isso é tão rápido e muitas vezes imperceptível.
*Nado de
Costas:
A base é
a mesma do crawl, uma boa execução
de pernada. Para quadril baixo,
em primeiro lugar observe a postura
de seu aluno. O corpo encontra-se
alinhado ou curvado? Muitas vezes
a cabeça se encontra acima
do nível da água,
favorecendo a descida dos quadris.
Peça para que o aluno mantenha
o umbigo fora d´água
e este automaticamente subirá
os quadris para que isso aconteça.
E também, lembre-se de que
a pernada é na superfície
da água e não no fundo
ou acima da mesma.
Quanto aos educativos
da braçada siga sempre a
progressão pedagógica,
ou seja, do mais simples ao mais
complexo. Comece com o auxílio
da prancha, ela ajuda no equilíbrio
quando um novo educativo é
proposto. Com o braço estendido
a frente do corpo segurando a prancha,
comece pedindo a execução
somente para um lado, pois a alternância
dificulta o exercício por
ser mais complexo.
Rita, se for
preciso entre na água, pegue
na mão do aluno. Mostre que
ele é importante e que você
se preocupa e está atenta
ao seu aprendizado, incentivando
e elogiando quando um exercício
proposto é feito corretamente
e, principalmente, quando uma barreira
é ultrapassada.
Boa sorte e espero estar ajudando
de alguma forma. Soraya Dutra.
Sobre o os sites de hidro sugerimos
que entre em Hidro
Shallow e Hidro
Deep , em nossa própria
página. Acesse também
nossos links
indo ao título Hidroginástica.

397.
Dificuldades encontradas na fase
de aprendizado da natação
- 13/05/02
Estou realizando minha monografia
de término do curso, onde
o enfoque principal é sobre
as dificuldades encontradas pelas
crianças na fase de aprendizado,
quando a mesma não obteve
um bom trabalho na fase de adaptação,
ou seja, não houve uma preocupação
do professor com um trabalho de
percepção corporal
e apenas um ensinamento técnico
dos objetivos propostos na fase
trabalhada, dificultando com isso
um entendimento dos alunos com relação
aos exercícios passados ,
para obtenção das
técnicas. Fernanda Berger
Oi
Fernanda, mais uma vez a Profa.
Soraia Dutra nos
fornece consultoria e lhe diz o seguinte:
Quando
iniciamos a elaboração
da Monografia é preciso ficar
atenta ao tema e sua problemática.
Você
percebeu algo importante, que é
a falta de preparação
dos professores no trabalho de adaptação
ao meio líquido. Mas,
dificilmente você encontrará
bibliografias a respeito deste assunto,
porque não interessa muito
o que fez com que esses professores
não percebessem que seus
trabalhos não estão
sendo bem realizados, mas sim, qual
trabalho poderia e pode ser feito
para uma melhor adaptação
dos alunos. A
pesquisa de campo requer tempo,
trabalho e muitas vezes não
comprova sua questão. Sendo
a revisão bibliográfica
muito mais utilizado em monografias
de graduação. Procure
ver por outro prisma. Como melhorar?
Através de que? Como executar?
Descobrir
o porque do erro não é
fácil, mas tentar consertá-lo
para que da próxima vez saia
certo é muito mais prático.
Boa
sorte e que esse seu olhar possa
te levar a um futuro brilhante.
Soraya Dutra.
Sugestão de alguns livros:
»
A
ciência do Ensino da Natação
- Mervyn L. Palmer
»
Natação, uma
alternativa metodológica
- GOMES, Wagner D. F- Ed. Sprint.1995.
»
Natação - Ensino e
Aprendizagem - Carlos Antônio
de Santos - Sprint
»
Coleção Natação
100 - Aprendizado de 7-12 anos
- Greice Rose de Carvalho Braz -
Sprint
»
Escola de Natação
- Célia Regina Corrêa
e Marcelo Garcia Massaud

398.
Ensino do Futsal para categoria
fraldinha - 14/05/02
Sou estudante de educação
física da universidade estadual
de londrina, e preciso de umas dicas
de como posso planejar um treinamento
da categoria fraldinha no futsal.
Como poderia ensinar os fundamentos
do futsal de maneira mais apropriada?
Obrigada, Flavia.
Oi
Flávia, contamos com a ajuda de nosso consultor Prof.
Romu para esclarecimentos. Veja o
que ele escreve:
Olá Flávia,
Espero que minhas
informações possam
te ajudar de alguma maneira. Nesta
categoria e dependendo da experiência
do grupo, você tem que ir
com cuidado. O planejamento dever
ser voltado para motivar e despertar
essas crianças a gostarem
do esporte que estão fazendo.
A especialização
precoce é muito comum no
Brasil. Não é difícil
ver crianças que pressionadas
pelos pais e técnicos são
excelentes atletas entre oito e
doze anos e desistem do esporte.
Nesta categoria você deve
entrar com estimulação
e o método que eu usaria
seria o global, eu não trabalharia
parcialmente, quer dizer, os fundamentos
propriamente dito. Por isso, tudo
depende da idade, da vivência
e dos objetivos que você tem
com essas crianças. Mesmo
quando for trabalhar os fundamentos,
utilize o global e de forma recreativa,
com estafetas e conteste para despertar
o interesse delas.
Nesta categoria
as crianças não ficam
paradas por muito tempo, geralmente
os processos pedagógicos
devem durar de 3 a 5 minutos e devem
ser bem diversificados. Procure
dar experiências novas aos
seus alunos, mesmos não sendo
pertinente a modalidade em questão,
pois isto vai melhorar o esquema
motor e ajudá-las no futuro.
As dicas que posso te dar são
essas, a questão técnica
você encontra em qualquer
livro. Boa sorte em seu trabalho.
Prof. Romu Farias.
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